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24 de março de 2016

A Páscoa Bizantina: Curiosidades sobre a cultura Católico-Ucraniana

Caríssimos, Salve Maria!

Para nossa Sexta-feira santa, em parceria com a capela maringaense de Rito Ucraino-católico, posto abaixo um resumo sobre as principais tradições pascais destes próximos dias.

Lembretes:
SEXTA-FEIRA, 25/03 haverá celebração às 15h00 na Capela São Pedro e São Paulo de Maringá-PR
SÁBADO, 26/03 haverá Divina Liturgia (Missa) às 18h00 na Capela São Pedro e São Paulo de Maringá-PR

Na semana santa, dentro das famílias cristãs ucranianas antigas, cada tinha tinha um trabalho predeterminado; na Segunda-feira Santa lavava-se a casa e todas as suas dependências, como também era o dia de se trabalhar na horta, principalmente semear os canteiros e hortaliças; na Terça-feira Santa toda roupa da casa, todos os panos deveriam ser lavados, secados e passados. Continuava-se a cuidar da horta; na Quarta-feira terminava-se o trabalho dos dias anteriores e começavam-se a preparar ovos para serem pintados. O chefe da família deva concluir o trabalho na lavoura e preparava lenha para o forno como também fazia faxina nas dependências ao redor da casa; até a Quinta-feira Santa, chamada de "Jêvney Tchetver" (Quinta-feira gorda), todos os trabalhos na lavoura deveriam ser terminados, porque na quinta-feita já começavam as festas da Páscoa. Neste dia, os que possuiam apiários, preparavam três velas de cera que eram enfeitadas com flores e ramos e com estas velas acesas o dono ficava em pé, na igreja, na Quinta-feira santa á noite durante a leitura dos doze evangelhos da Paixão, diante do Santo Sudário na  Sexta-feira Santa e durante as matinas da Ressurreição. Uma das ramificações da vela era dedicada ao Sol, outra aos falecidos da família e a terceira aos vivos. Neste dia, à noite, era lido os doze Evangelhos da Paixão e após essa celebração calam-se os sinos. Em muitas regiões a Quinta-feira Santa era o "Dia Santo dos Mortos" Acreditava-se que após a leitura dos doze Evangelhos da Paixão, quando o povo deixa a igreja, os mortos se reúnem com seus sacerdotes e cantores, também mortos, e celebram seu "Mertvetskyj Velykdenh" (Páscoa dos Mortos).

Recomenda-se a todos os fiéis a fazerem sua confissão (para aqueles que não têm o costume de confessarem-se mensalmente) e comunhão especialmente neste período.

21 de março de 2016

O Significado de Cada dia da Semana Santa

Domingo de Ramos
A Semana Santa começa com o domingo, chamado "Domingo de Ramos”, e que comemora a entrada de Jesus em Jerusalém. Este evento, está presente nos Evangelhos que contam a jornada de Jesus à cidade santa, para celebrar a sua última Páscoa, com os discípulos. À chegada, Jesus foi recebido com grande fervor e entusiasmo, nesta sua “entrada gloriosa” (Mt 21,1-11). Nos dias de hoje, os fiéis levam para a igreja ramos de oliveira, a fim de serem abençoados, como símbolo de sua fé. A procissão que introduz esta celebração, convida todos os cristãos a saudar, e acompanhar, o Senhor que entra em Jerusalém.
Segunda-Feira Santa

24 de março de 2015

Movimentos da Resistência: Um bispo em ação




No mosteiro beneditino de Nova Friburgo, um acontecimento pode pegar muita gente de surpresa!







Tal acontecimento poderá abalar alguns, espantar a outros, surpreender a muitos, dar esperanças a outros, em especial, dar muitas esperanças para muitos fiéis da Tradição do Brasil e do mundo. Mas, afinal, qual acontecimento é este que pode causar tão grande impacto? Ele é importante, importantíssimo. Teremos uma sagração episcopal!











Sim, meus caros fiéis, parece que a Providência guiou-nos a isso. Parece que teremos a graça, a honra, o privilégio de realizar em nosso mosteiro uma sagração.







Esse dia, essa grande e belíssima cerimônia, ficará marcada para sempre na memória e na história de cada um de nós como marca indelével de fé e caridade.







Mas, muitos poderiam nos criticar, poderiam objetar dizendo: - Que escândalo, para que tudo isso? Qual a necessidade? Qual o motivo? “Que necessidades temos de mais testemunhas... Que vos parece?”




25 de fevereiro de 2015

Os 11 maiores mitos sobre a Idade Média (reveja seus conceitos)

Os 11 maiores mitos sobre a Idade Média (reveja seus conceitos)

A chamada Idade das Trevas, período que compreende o continente europeu entre os séculos V e XV, é uma era misteriosa, sobre a qual aprendemos na escola uma série de “verdades” bizarras acerca de como os homens viviam, suas crenças, leis, sempre com um viés recheado de ignorância e inferioridade em relação aos tempos modernos. Muitas crenças indevidas foram difundidas sobre a vida nessa época, generalizando fatos que, muitas vezes, eram restritos a certos grupos, ou lendas infundadas, como a de que o homem medieval acreditava que a Terra era achatada, ou que todos eram totalmente obedientes à religião, que as mulheres não tinham direito algum. Selecionamos os 11 mais interessantes e fizemos a tradução do artigo, incrementando com mais informações pesquisadas sobre cada um dos mitos citados:

10 de fevereiro de 2015

O Problema do Lazer

Autor: Gustavo Corção
(...) Há um profundo e instintivo medo da liberdade. E esse medo, na superfície dos conceitos conscientes, aparece com os postulados de uma filosofia que é respirada, que é possuída e vivida pelos americanos e pelos russos. Segundo essa filosofia, o homem é essencialmente produtor. Realiza a plenitude de sua essência quando está produzindo. É homem, pleno homem, nas horas de eficiência. E daí se tira o conceito negativo de ócio e lazer.
Ora, por escandalosa que possa parecer tal afirmação é no ócio, no lazer, no descanso ou na vadiação que o homem atinge, ou pode atingir, a plenitude de sua condição. O trabalho, em outras palavras, não tem caráter de fim. É um meio. A vida humana está condicionada para o trabalho. Metafisicamente, é mais importante chegar à casa do que chegar ao local do emprego; é mais elevado, mais plenamente humano, levar o filho ao jardim zoológico, ouvir um quarteto de Bocherini, conversar com os amigos, do que ser general do exército, engenheiro ou presidente da república. Todos os títulos extrínsecos são inferiores ao título fundamental que todos possuem em casa, quando encontram o cerne de sua personalidade e recuperam o nome de batismo.

5 de agosto de 2014

Pecados da Língua

Caríssimos,


         Non respicias a quo, sed quod sane dicatur memoriae recommenda
- não atentes a quem disse, mas ao que é dito com razão e isto, confia-o à memória [1].

Considerando a importância do tema, repasso a vocês o texto abaixo, um sermão [2] sobre um problema muito comum e pouco considerado: os pecados da língua.
Sem cair nos escrúpulos, podemos afirmar sem medo que tais pecados são muito frequentes - falo do meio "tradicionalista".
          Falar da vida alheia e mesmo cuidar da vida alheia é a tônica de muitos conservadores, que o fazem em nome de uma pretensa caridade fraterna, alegando sua "preocupação" com a alma (!) do próximo.
         A melhor forma de cuidar da alma do próximo é dar o exemplo, rezar, fazer penitência. A não ser que se tenha alguma responsabilidade sobre o próximo, deve-se lembrar que cada um cuida de sua própria vida. Um amigo pode muito bem, com discrição (em privado) e benevolência (com calma, sem precipitação, sem pretensão de autoridade), expor sua preocupação - isto é caridade fraterna.
       Outra coisa comum é falar mal de outrem a padres sob pretexto do bem alheio - por exemplo, afirmar que tal ou tal pessoa fez isto ou aquilo, falou isto ou aquilo (fazer as vezes da pessoa junto ao padre ou diretor, fazer-se porta-voz da consciência alheia) ou fazê-lo pedindo segredo, como se falar dos pretensos defeitos do próximo fosse lícito se for sob segredo. Devemos calar o mais possível, a não ser que tenhamos alguma responsabilidade. Mesmo aí, deve-se guardar uma justa medida. Uma atitude desta espécie pode causar inconvenientes e até mesmo danos à vítima (sic) de tamanha caridade...
        Este "zelo" que faz cuidar da vida alheia é, na verdade, orgulho mal disfarçado, que muitas vezes faz de si mesmo a medida de moralidade, ignorando o abismo que pode haver entre a percepção pessoal e a realidade. Pior ainda, pois julga o próximo segundo este critério, esquecendo-se que cada caso é um caso. Isto pode se dar no silêncio do coração, mas não raro passa para a língua... ou os dedos... outrora a língua se exercitava sobre a mureta, de frente para a rua ou com as vizinhas. Hoje talvez se dê noutras circunstâncias, mas pecado é o mesmo.
Quase todos temos que fazer um exame de consciência a este respeito.
Espero que o texto seja útil.
In Iesu et Maria,
Grupo S. Domingos de Gusmão.
[1] S. Tomás, De modo studendi: http://www.hottopos.com/mp3/de_modo_studendi.htm
[2] de um padre do IBP, daí a citação inicial.
***
Os pecados da língua: a detração ou maledicência e a calúnia

Sermão para o Décimo Primeiro Domingo depois de Pentecostes
28 de julho de 2013 – Padre Daniel Pinheiro
“E levantando os olhos ao céu, deu um suspiro e disse-lhe: Ehphpheta, que quer dizer, abre-te. E imediatamente se lhe abriram os ouvidos e se lhe soltou a prisão da língua, e falava claramente.”

14 de abril de 2014

Uma explicação das tradições da Semana Santa na história da Igreja

Caríssimos Leitores,

Salve Maria!

Terminada as reformas no site, para alimentar o espírito da Semana Santa, enviamos o texto abaixo, traduzido por nós rapidamente do inglês.

In Xto,
Grupo S. Domingos de Gusmão.



Uma explicação das tradições da Semana Santa na história da Igreja.


NOMES - Na Igreja Grega a Semana Santa leva o título solene de "Grande e Sagrada Semana" (He hagia kai megale hebdomas). Na Igreja Latina o termo oficial é "Semana Maior" (hebdomada major). Os nomes populares são "Grande Semana" entre as nações eslavas e "Semana Santa" noutros países. O nome germânico Karwoche significa "semana de luto". Nos tempos antigos a Semana Santa era também chamada "Semana de Remissão", uma vez que os pecadores públicos eram absolvidos na Quinta-feira Santa. Outro nome era "Semana Laboriosa" (semaine peineuse) por causa do maior peso da penitência e jejum. Os fiéis  das Igrejas Orientais também chamam-na "Semana da Salvação".

OBSERVÂNCIA - Desde o início da Cristandade, esta semana foi sempre dedicada a uma comemoração especial da Paixão e morte de N. Senhor pela prática da meditação, oração, jejum e penitência. Depois das grandes perseguições, os imperadores cristãos das duas partes do Império Romano emitiram vários decretos proibindo não somente divertimentos e jogos, mas também o trabalho regular do comércio, negícios, profissões e côrtes. Os dias sagrados deviam ser livres das ocupações mundanas, inteiramente devotados aos exercícios religiosos. Todos os anos durante a Semana Santa, um edito imperial garantia o perdão à maioria daqueles detidos na prisão; nas côrtes, muitas acusações eram retiradas em honra da Paixão de Cristo.

26 de dezembro de 2013

Por que tanta gente se esforça para negar a existência do inferno?

                 Em primeiro lugar, por interesse. A maior parte dentre esse esforçados deseja que o inferno não exista. São como os ladrões que, se pudessem, destruiriam a polícia, porque todas as pessoas que <<sentem os encargos>> estarão sempre a fazer o possível e o impossível para se persuadirem de que o inferno não existe, pois bem sabem que, havendo um, sua utilidade é exatamente para pessoas como eles.  Não são diferentes dos covardes que, cantando toda voz numa noite escura, tentam se convencer de que não sentem o medo que os ataca. Para se encher mais ainda de coragem querem persuadir aos outros de que o inferno não existe. Por isso escrevem esses livros se pretendem científicos e filosóficos, e neles repetindo a todo momento, para com a grita, pretendem convencer uns aos outros - e graças a esse espetáculo barulhento, concluem que ninguém mais acredita e, por consequência, que têm o direito de não acreditar.

31 de julho de 2013

Onde não há Ódio à Heresia, não há Santidade.

Se odiássemos o pecado como deveríamos odiá-lo; puramente, profundamente, valentemente, deveríamos fazer mais penitência, infligir em nós próprios maiores castigos, deveríamos chorar os nossos pecados mais abundantemente. Pois, então, a suprema deslealdade para com Deus é a heresia. É o pecado dos pecados, a mais repugnante das coisas que Deus desdenha neste mundo enfermo. No entanto, quão pouco entendemos da sua enorme odiosidade! É a poluição da verdade de Deus, o que é a pior de todas as impurezas.

Porém, quão pouca importância damos à heresia! Fitamo-la e permanecemos calmos. Tocâmo-la e não trememos. Misturamo-nos com ela e não temos medo. Vêmo-la tocar nas coisas sagradas e não temos nenhum sentido do sacrilégio. Inalamos o seu odor e não mostramos qualquer sinal de abominação ou de nojo. De entre nós, alguns simpatizam com ela e alguns até atenuam a sua culpa. Não amamos a Deus o suficiente para nos enraivecermos por causa da Sua glória. Não amamos os homens o suficiente para sermos caridosamente verdadeiros por causa das suas almas.

Tendo perdido o tacto, o paladar, a visão e todos os sentidos das coisas celestiais, somos capazes de morar no meio desta praga odiosa, impertubavelmente tranquilos, reconciliados com a sua repulsividade, e não sem proferirmos declarações em que nos gabamos de uma admiração liberal, talvez até com uma demonstração solícita de simpatia tolerante [para com os seus promotores].

Porque estamos tão abaixo dos antigos santos, e até dos modernos apóstolos destes últimos tempos, na abundância das nossas conversões? Porque não temos a antiga firmeza! Falta-nos o velho espírito da Igreja, o velho génio eclesiástico. A nossa caridade não é sincera porque não é severa, e não é persuasiva porque não é sincera.

Falta-nos a devoção à verdade enquanto verdade, enquanto verdade de Deus. O nosso zelo pelas almas é fraco porque não temos zelo pela honra de Deus. Agimos como se Deus ficasse lisonjeado pelas conversões, e não pelas almas trémulas, salvas por uma abundância de misericórdia.

Dizemos aos homens a metade da verdade, a metade que melhor convém à nossa própria pusilanimidade e aos seus próprios preconceitos. E, então, admiramo-nos que tão poucos se convertam e que, desses tão poucos, tantos apostatem.

Somos tão fracos a ponto de nos surpreendermos que a nossa meia-verdade não tenha tanto sucesso como a verdade completa de Deus.

Onde não há ódio à heresia, não há santidade.

Um homem, que poderia ser um apóstolo, torna-se uma úlcera na Igreja por falta de recta indignação.

Fonte: Pe. Frederick William FABER [1814-1863], The Precious Blood, or: The Price of Our Salvation [O Preciosíssimo Sangue, ou: o Preço da Nossa Salvação], 1860, pp. 314-316.

Texto retirado do antigo blog odioaheresia

30 de julho de 2013

Os Novíssimos: Morte, Juízo, Céu e Inferno

Artigo sobre os novíssimos do homem, contendo uma importante meditação extraída dos escritos de Santo Afonso Maria de Ligório, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor.     
(Revista Catolicismo)

A Morte: o primeiro novíssimo

O Livro do Eclesiástico contém um conselho fundamental para nossa salvação: “Em todas as tuas obras, lembra-te dos teus novíssimos, e jamais pecarás (Ecl. 7, 40). Assim se recordamos sempre da morte, do juízo, do céu e do inferno jamais pecaremos. Se o mundo anda tão mal, é porque pouco se medita ou mesmo não se cogita seriamente sobre os Novíssimos. Os Santos, no entanto, não só os tinham sempre presentes, mas também pregavam sobre eles aos outros. Um deles foi o grande Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja e grande moralista.

Aos 22 anos, formado em Direito Civil e Canônico e um dos mais promissores advogados de Nápoles, tudo abandonou, após um lapso involuntário na defesa de uma causa judicial, para entregar-se às pregações populares.Fundou a Congregação do Santíssimo Redentor e escreveu inúmeras obras. É de sua famosa Preparação para a Morte que extraímos trechos que versam sobre os Novíssimos, começando hoje com a morte.

29 de julho de 2013

Escapulário Azul e Preto de São Miguel Arcanjo

Este escapulário originou sob o reinado de Pio IX, que o deu a sua bênção, porém foi formalmente aprovado sob o reinado de Leão XIII. Em 1878, a confraria em honra de São Miguel Arcanjo foi fundada na Igreja de St. Eustáquio em Roma, e no ano seguinte na Igreja de Sant 'Angelo em Pescheria (Sancti Angeli no foro Piscium). Em 1880, Leão XIII elevou à categoria de uma Arquiconfraria, que foi expressamente chamado da Arquiconfraria do Escapulário de São Miguel.

Na primeira (Roma - 1878) a confraria recebeu indulgências de Leão XIII por sete anos, o resumo das indulgências da Pia Associação de São Miguel foi aprovado pela última vez para sempre por um Decreto da Congregação das Indulgências, 28 de março de 1903.

O Escapulário é tão associado à confraria que cada membro é investido com ele.A fórmula para abençoar o escapulário, dada no Rituale Romanum foi aprovado pela Congregação dos Ritos em 23 de agosto de 1883.

Em forma externa este escapulário é diferente dos outros, na medida em que os dois segmentos de pano têm a forma de um pequeno escudo, dos quais um é feito de azul o outro de pano preto, e das bandas também uma é azul e a outra preta. Ambas as porções do escapulário contêm a representação conhecida do Arcanjo Miguel  ao dragão, inscrição: "Quis ut Deus".

23 de julho de 2013

A Cera e o Fogo



Um dos pontos mais indispensáveis para uma alma conseguir guardar perfeitamente a castidade é a fuga das ocasiões próximas de pecado.

Já foi dito que "em matéria de castidade não há fortes nem fracos. Há prudentes ou imprudentes."

Com o pecado original ocorreu uma desordem nas paixões do homem, desordem esta que o inclina constantemente ao mal e que, com o auxílio da graça, pode ser domada, mas não extinta durante esta vida, sendo preciso estar sempre alerta com relação a ela, não lhe dando qualquer ocasião de nos dominar.

Ocasião próxima de pecado é a pessoa, coisa, lugar ou circunstância que atiça as paixões humanas, seduzindo a pessoa a pecar.
 
Em virtude da fraqueza da natureza humana e da força de atração que o pecado exerce sobre nós depois da culpa original, expor a própria alma a uma ocasião perigosa, é praticamente como expor cera ao fogo.

Se pudesse pensar, de nada a cera fugiria tanto quanto do fogo.

13 de novembro de 2012

É permitido fazer tatuagem?


Por Pe. Peter R. Scott
Traduzido por Andrea Patrícia

O uso de tatuagens não é algo novo na história da humanidade. A destruição de um corpo é vista em muitas sociedades primitivas como um sinal de bravura e conquista, um verdadeiro sinal de honra.

A prática moderna de tatuagens é comparável a isso? Tatuagens estão sob a categoria de automutilação. A automutilação é certamente permissível quando realizada para o bem de todo o corpo, de acordo com o princípio da totalidade, que a parte é para o todo. Isso serve de base para a compreensão do sentido comum destas palavras do Senhor:
“Se teu olho direito é uma ocasião de pecado para ti, arranca-o e lança-o de ti, porque é melhor para ti que um dos teus membros se perca do que todo o teu corpo seja lançado no inferno”. (Mt. 5,29)

3 de novembro de 2012

Palavras de Nosso Senhor à Santa Brígida

Palavras de louvor a Deus pela Corte Celeste; sobre como teriam nascido as crianças se nossos primeiros pais não tivessem pecado; sobre como Deus mostrou seus milagres através de Moisés e, depois, por si mesmo a nós com sua própria vinda; sobre a perversão do matrimônio corporal nestes tempos e sobre as condições do matrimônio espiritual.

LIVRO 1 - CAPÍTULO 26

A Corte Celeste foi vista diante de Deus, e toda a Corte disse: “Louvado e honrado sejas, Senhor Deus, que és e foste sem fim! Somos teus servidores e te louvamos e honramos por uma tríplice razão. Primeiro, porque nos criaste para nos regozijarmos contigo e nos deste uma luz indescritível na qual nos regozijemos eternamente.

Segundo, porque todas as coisas são criadas e mantidas por tua bondade e constância, e todas as coisas permanecem de acordo com tua vontade e se submetem à tua palavra. Terceiro, porque criaste a humanidade e assumiste a natureza humana para o bem dela; esse assumir a natureza humana é a razão da nossa grande alegria, e também por vossa castíssima Mãe que foi digna de vos dar à luz e a quem os Céus não podem conter nem limitar".

24 de outubro de 2012

Reflexões Teológicas Pré-Cirúrgicas

Amigos, chegou a hora. A cirurgia SERÁ AMANHÃ (quinta, 25/10), às 7 e meia da manhã. Os que puderem, rezem por mim.

Em vista da notícia, escrevi um texto de meditação sobre amor, vida, morte e medo, que compartilho com vocês, o qual me veio à mente quase espontaneamente.

Abraço a todos.

Sidney Silveira

Amar com medo é medo de não ser amado. É ato pela metade. Gula espiritual travestida de doação da alma. Amar com medo é rejeição, e não entrega. É pedido de caução, e não confiança. Isto porque o medo tem por objeto um mal, e o amor, um bem. O medo é a vontade em fuga, o amor é a vontade em seu ímpeto sublime. O medo é resistência psicológica, o amor é contemplação de uma excelência. O medo é força desagregadora, o amor é virtude unitiva. O medo é volátil e abrupto, o amor é firme e perene. O medo, se persiste, pode transformar-se em desespero, mas o amor, se não persiste, não é amor. Podemos chamá-lo de miragem.

19 de outubro de 2012

Sobre o Homossexualismo

O Supremo Magistério da Igreja contém condenações ao homossexualismo? 

Além dos Padres da Igreja, dos santos e dos exegetas, cujos ensinamentos gozam de autoridade e integram o patrimônio eclesiástico, há muitíssimos documentos emanados do Magistério infalível da Igreja condenando o homossexualismo. Dentre esses, destaquemos alguns: 

3o. Concílio Ecumênico de Latrão (1179): "Todos aqueles culpados do vício antinatural - pelo qual a ira de Deus desceu sobre os filhos da desobediência e destruiu as cinco cidades de fogo - se são clérigos, que sejam expulsos do clero e confinados em mosteiros para fazerem penitência; se são leigos, devem ser excomungados e completamente separados dos fiéis" (Cânon 11). 

5o. Concílio Ecumênico de Latrão (1512-1517): Este concílio estabeleceu que qualquer membro do clero surpreendido na prática da homossexualidade seja suspenso de ordens ou obrigado a fazer penitência em um mosteiro. 

15 de outubro de 2012

Como era forte Zélia Martin, a mãe de Santa Teresinha

Através de tantos altos e baixos de toda a espécie, ao lado do pai de família, em cuja imagem serena e grave havemos de fixar mais tarde, aparece-nos, crescendo e impondo-se cada vez mais, a ideal figura da mãe.

Como não admirar aquela mulher de saúde débil*, precocemente atacada de um mal implacável, atreita às nevralgias, às enxaquecas, à febre, e cujo rosto, como ela mesmo confessava, metia medo em certas ocasiões; que em quatorze anos teve nove filhos, em sessenta e quatro meses seis lutos, sem falar nas doenças de que era a enfermeira efectiva; que juntava aos cuidados da casa a direção de uma manufactura de rendas e que em momentos de afluência de trabalho "estava a pé desde as quatro e meia da manhã até às onze da noite"; que suportou o saque da sua casa e os abalos de uma crise econômica, sem nunca deixar diminuir a confiança nem alterar o bom humor? 

5 de outubro de 2012

O Paraíso, complexo de todas as alegrias imagináveis

Por Santo Afonso de Ligório

“Oh! que delícias gozarão as almas no paraíso! Segundo o testemunho de S. Paulo são elas inenarráveis: O olho não viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais experimentou o coração do homem o que preparou Deus àqueles que O amam (1 Cor 2, 9). Deverei dizer-vos alguma coisa do céu?, pergunta São Bernardo, e responde: Lá nada existe que desagrade, mas tudo que pode satisfazer.”





“Tendo a alma entrado na bem-aventurança de Deus, nada mais encontrará que a desgoste, nada mais que a possa afligir. E Deus enxugará todas as lágrimas de seus olhos e não haverá mais nem morte, nem luto, nem dor alguma, porque as primeiras coisas passaram (Ap 21, 4). No céu não há doença alguma, nem pobreza, nem adversidade de espécie alguma. Lá não haverá mudança de dias e noites, de frio e calor; lá existirá uma primavera eterna e a todos os respeitos deliciosa. Não haverá perseguição e inveja, já que aí todos amar-se-ão ternamente; cada um se alegrará tanto com a felicidade do outro como com a própria. Lá não haverá mais temores, pois a alma confirmada em graça não poderá mais perder a Deus. Eis que faço novas todas as coisas. Tudo é novo, tudo nos alegra e satisfaz. Os olhos regozijar-se-ão com a vista dessa cidade de incomparável beleza. Que admiração não se apoderaria de nós, se víssemos uma cidade calçada de cristal, com palácios de pura prata forrados de ouro e ornados da maneira mais aprazível com jarros das mais esquisitas flores! Oh! quanto não fica acima disso a Jerusalém celeste. Que encanto ver os habitantes do céu vestidos com pompa real, pois lá haverá tantos reis quantos os moradores, segundo S. Agostinho. Que delícia ver a Santíssima Virgem, mais bela que todo o céu.

Sobre o Vício da Ira

Por Santo Alfonso de Ligório

Primeiro Ponto: A ruína que a ira desenfreada traz para a alma

São Jerônimo diz que a ira é a porta pela qual todos os vícios entram na alma. "Omnium vi-tiorum janua est iracundia”. A ira precipita os homens em ressentimentos, blasfêmias, atos de in-justiça, detrações, escândalos e outras iniquidades, pois a paixão da ira escurece o entendimento e faz o homem agir como uma besta e um louco. "Caligavit ab indignatione oculus meus" – Jó 17:7. Meu olho perdeu a visão, por causa da indignação. Davi disse: "Meu olho está atribulado pela ira." - Salmo 30:10. Por isso, segundo São Boaventura, um homem irritado é incapaz de dis-tinguir entre o que é justo e injusto. "Iratus non potest videre quod justum est, vel injustum". Em uma palavra, São Jerônimo diz que a ira priva o homem da prudência, da razão e do entendimen-to. "Ab omni consilio deturpat, ut donee irascitur, insanire credatur". Assim, São Tiago diz: "Por-que a ira do homem não produz a justiça de Deus." - Tiago 1:20. Os atos de um homem sob a influência da ira não podem estar de acordo com a justiça divina e, consequentemente, não po-dem ser irrepreensíveis.

Um homem que não refreia o impulso da ira cai facilmente em ódio contra a pessoa que tenha sido ocasião de sua paixão. Segundo Santo Agostinho, o ódio nada mais é que uma raiva perseverante. "Odium est ira diuturno tempore perseverans". Por isso, Santo Tomás diz que "a ira é súbita, mas o ódio é duradouro". Parece, então, que naquele em quem persevera a ira, o ódio também reina. Mas alguns dirão: Eu sou o chefe da casa, devo corrigir os meus filhos e servos, e, quando necessário, tenho que levantar a voz contra os distúrbios que testemunho.

2 de outubro de 2012

Mortificação Cristã

Livre-tradução do Artigo "La mortificación cristiana" do Cardeal Desidério José Mercier publicado em "Cuadernos de La Reja" número 2 do Seminário Internacional Nossa Senhora Corredentora da FSSPX.

Artigo 1 - Objeto da mortificação cristã

A mortificação cristã tem por fim neutralizar as influências malignas que o pecado original ainda exerce nas nossas almas, inclusive depois que o batismo as regenerou. Nossa regeneração em Cristo, ainda que anulou completamente o pecado em nós, nos deixa sem embargo muito longe da retidão e da paz originais. O Concílio de Trento reconhece que a concupiscência, ou seja, o triple apetite da carne, dos olhos e do orgulho, se deixa sentir em nós, inclusive depois do batismo, afim de excitar-nos às gloriosas lutas da vida cristã (Conc. Trid., Sess. 5, Decretum de pecc. orig.).