Mostrando postagens com marcador Crise da Igreja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crise da Igreja. Mostrar todas as postagens

24 de março de 2015

Movimentos da Resistência: Um bispo em ação




No mosteiro beneditino de Nova Friburgo, um acontecimento pode pegar muita gente de surpresa!







Tal acontecimento poderá abalar alguns, espantar a outros, surpreender a muitos, dar esperanças a outros, em especial, dar muitas esperanças para muitos fiéis da Tradição do Brasil e do mundo. Mas, afinal, qual acontecimento é este que pode causar tão grande impacto? Ele é importante, importantíssimo. Teremos uma sagração episcopal!











Sim, meus caros fiéis, parece que a Providência guiou-nos a isso. Parece que teremos a graça, a honra, o privilégio de realizar em nosso mosteiro uma sagração.







Esse dia, essa grande e belíssima cerimônia, ficará marcada para sempre na memória e na história de cada um de nós como marca indelével de fé e caridade.







Mas, muitos poderiam nos criticar, poderiam objetar dizendo: - Que escândalo, para que tudo isso? Qual a necessidade? Qual o motivo? “Que necessidades temos de mais testemunhas... Que vos parece?”




19 de outubro de 2013

Mons. Lefebvre e Nossa Senhora do Bom Sucesso e Oração

Mons. Lefebvre falou da Aparição de Nossa Senhora do Bom Sucesso no sermão da Sagração dos Bispos de 1988.
Aqui está o texto extraído desse sermão:

"Não somente o Papa Leão XIII profetizou estas coisas, senão Nossa Senhora. Recentemente, o sacerdote que está encarregado do Priorado de Bogotá em Colômbia, me trouxe um livro que fala sobre as aparições de Nossa Senhora do Bom Sucesso, que tem uma Igreja, uma grande Igreja no Equador, em Quito, capital do Equador. Estas aparições à uma religiosa, tiveram lugar em um convento de Quito pouco tempo depois do Concílio de Trento, fazem então vários séculos como vocês vêem. Todo isto foi registrado, reconhecendo-se esta aparição por Roma e pelas autoridades eclesiásticas, já que se construiu uma magnífica igreja para a Virgem, e ainda mais os historiadores afirmam que o rosto da Virgem havia sido terminado milagrosamente: se encontrava o escultor modelando o rosto da Virgem, quando se encontrou com o mesmo terminado milagrosamente. Esta Virgem milagrosa é honrada ali com muita devoção pelos fiéis do Equador e profetizou para o século XX. Disse a esta religiosa claramente: "Durante o século XIX e a maior parte do século XX, os erros se propagarão cada vez com mais força na Santa Igreja, e levarão a Igreja à uma situação de catástrofe total, quê catástrofe! Os costumes se corromperão e a Fé desaparecerá".
Nossa impressão é que não podemos deixar de constatar esta profecia.
Peço desculpas por continuar o relato desta aparição, mas nela se fala de um Prelado que se oporá totalmente à esta orla de apostasia e de impiedade e preservará o sacerdócio preparando bons sacerdotes. Faça vocês a aplicação* se quiserem, eu não quero faze-la. Eu mesmo me senti estupefacto lendo estas linhas, não posso nega-lo. Está escrito, impresso, registrado nos arquivos desta aparição."


*Aqui Mons. Lefebvre disse façam vocês a aplicação, já que ele por humildade no quis faze-la ele mesmo. Mas, ele foi o único Prelado que no século XX se opôs de maneira total a estes erros formando bons sacerdotes e defendendo os direitos de Deus e da Igreja.

Oração à Nossa Senhora do Bom Sucesso



31 de julho de 2013

Onde não há Ódio à Heresia, não há Santidade.

Se odiássemos o pecado como deveríamos odiá-lo; puramente, profundamente, valentemente, deveríamos fazer mais penitência, infligir em nós próprios maiores castigos, deveríamos chorar os nossos pecados mais abundantemente. Pois, então, a suprema deslealdade para com Deus é a heresia. É o pecado dos pecados, a mais repugnante das coisas que Deus desdenha neste mundo enfermo. No entanto, quão pouco entendemos da sua enorme odiosidade! É a poluição da verdade de Deus, o que é a pior de todas as impurezas.

Porém, quão pouca importância damos à heresia! Fitamo-la e permanecemos calmos. Tocâmo-la e não trememos. Misturamo-nos com ela e não temos medo. Vêmo-la tocar nas coisas sagradas e não temos nenhum sentido do sacrilégio. Inalamos o seu odor e não mostramos qualquer sinal de abominação ou de nojo. De entre nós, alguns simpatizam com ela e alguns até atenuam a sua culpa. Não amamos a Deus o suficiente para nos enraivecermos por causa da Sua glória. Não amamos os homens o suficiente para sermos caridosamente verdadeiros por causa das suas almas.

Tendo perdido o tacto, o paladar, a visão e todos os sentidos das coisas celestiais, somos capazes de morar no meio desta praga odiosa, impertubavelmente tranquilos, reconciliados com a sua repulsividade, e não sem proferirmos declarações em que nos gabamos de uma admiração liberal, talvez até com uma demonstração solícita de simpatia tolerante [para com os seus promotores].

Porque estamos tão abaixo dos antigos santos, e até dos modernos apóstolos destes últimos tempos, na abundância das nossas conversões? Porque não temos a antiga firmeza! Falta-nos o velho espírito da Igreja, o velho génio eclesiástico. A nossa caridade não é sincera porque não é severa, e não é persuasiva porque não é sincera.

Falta-nos a devoção à verdade enquanto verdade, enquanto verdade de Deus. O nosso zelo pelas almas é fraco porque não temos zelo pela honra de Deus. Agimos como se Deus ficasse lisonjeado pelas conversões, e não pelas almas trémulas, salvas por uma abundância de misericórdia.

Dizemos aos homens a metade da verdade, a metade que melhor convém à nossa própria pusilanimidade e aos seus próprios preconceitos. E, então, admiramo-nos que tão poucos se convertam e que, desses tão poucos, tantos apostatem.

Somos tão fracos a ponto de nos surpreendermos que a nossa meia-verdade não tenha tanto sucesso como a verdade completa de Deus.

Onde não há ódio à heresia, não há santidade.

Um homem, que poderia ser um apóstolo, torna-se uma úlcera na Igreja por falta de recta indignação.

Fonte: Pe. Frederick William FABER [1814-1863], The Precious Blood, or: The Price of Our Salvation [O Preciosíssimo Sangue, ou: o Preço da Nossa Salvação], 1860, pp. 314-316.

Texto retirado do antigo blog odioaheresia

22 de julho de 2013

Commonitorium: Regra para distinguir a Verdade Católica do erro

São Vicente de Lérins -
COMMONITORIUM
Notas para conhecer a verdadeira Fé.
 

INTRODUÇÃO
 
1. Dado que a Escritura nos aconselha: "Interroga teu pai e ele te contará; os teus avós, e eles te dirão". (Dt 32,7); "Ouve as palavras dos sábios" (Pr22,17); e também: "Meu filho, não te esqueças da minha lei, e guarda no teu coração os meus preceitos" (Pr 3,1), a mim, Peregrino, último entre todos os servos de Deus, me parece que é coisa de não pouca utilidade escrever os ensinamentos que recebi fielmente dos Santos Padres. Para mim isto é absolutamente imprescindível, a causa de minha debilidade, para ter assim ao alcance das mãos um auxílio que, com uma leitura assídua, supra as deficiências de minha memória. Induzem-me a empreender este trabalho, ademais, não só a utilidade desta obra, mas também a consideração do tempo e a oportunidade do lugar. Em relação ao tempo, já que ele nos tira tudo o que há de humano, também nós devemos, em compensação, roubar-lhe algo que nos seja gozoso para a vida eterna, tanto mais quanto que ver aproximar-se o terrível juízo divino nos convida a pôr maior empenho no estudo de nossa Fé; por outro lado, a astúcia dos novos hereges reclama de nós uma vigilância e uma atenção cada vez maiores. Em relação ao lugar, porque afastados da multidão e da agitação da cidade,habitamos num lugar bem separado no qual, na cela tranqüila de um mosteiro, se pode pôr em prática, sem medo de distrair-se, o que canta o salmista: "Desisti – disse ele – e reconhecei que sou Deus". (Sl 45,11) Aqui tudo se harmoniza para que eu alcance minhas aspirações. Durante muito tempo fui perturbado pelas diferentes e tristes peripécias da vida secular.

9 de janeiro de 2013

A Capela Mór


Por Dom José Carlos de Aguirre

Nosso Senhor deu a Igreja uma organização hierárquica: Clero e laicato.
No templo, o lugar reservado ao clero é a «Capela Mór ».
Capela mór é a parte da igreja separada da nave central pelo arco-cruzeiro ou arco-triunfo.
Compõe-se de: abside atrás do Altar mor, presbitério, ou santuário, anterior ao Altar mor (elevado sobre o nível da nave central alguns degraus ímpares); coro da oficiatura divina, fechado por uma grade no arco-cruzeiro.

Antigamente, era em geral a seguinte disposição da capela mor:
Na abside, atrás do Altar mor, bem no fundo, ficava o trono episcopal, ladeado em semicírculo de assentos dos cônegos e clérigos cantores, formando o que se chama um coro. Depois, o Altar foi recuado mais para o fundo da abside, o trono episcopal passou para o presbitério, ao lado do Evangelho, e o coro ou assentos dos cônegos e clérigos cantores desceu para além do presbitério, ficando este só para os clérigos em função no Altar. O próprio Bispo,  quando em simples vestes corais, tem seu assento no coro, entre os cônegos.

Esta é a disposição atual da capela mor.

4 de outubro de 2012

O verdadeiro Francisco de Assis não era um Gnomo de Jardim

By Fr. George William Rutler

Em 4 de outubro, devemos dar graças a um dos mais conhecidos e também menos conhecidos de todos os santos. Menos conhecido, sim, pois Francisco de Assis não era um gnomo de jardim, um hippie de olhos meigos brincando com animais e abraçando arvores. Gnomos de jardim não carregam os Estigmas de Cristo.

Um vegetariano? Ele repreendeu um frade que queria se abster de carne em um dia de festa e disse que no natal ele iria “marchar a parede com carne”.
Um iconoclasta? Ele foi meticuloso com as cerimonias da Missa, insistindo que cada vaso sagrado e vestimenta fossem os melhores, e sua regra expulsava qualquer frade que se separava do Papa no menor artigo de fé.

Um pacifista? Ele se juntou a Quinta Cruzada, fervendo desde que 11 mil muçulmanos invadiram Roma e profanaram as tumbas de Pedro e Paulo no ano de 846. Ele foi ao Norte da África em 1219 para converter os Muçulmanos e enfrentou o Sultão al Malik al-Kamil, que tinha acabado de massacrar 5 mil Cristãos em Damietta. Francisco sem medo disse ao Sultão: “É justo que Cristãos invadam a terra que você vive, pois você blasfema o nome de Cristo e aliena com sua adoração todos que puder”. Quando conselheiros pediram a decapitação de S. Francisco de acordo com a lei muçulmana, o Sultão ficou tão tocado com a humildade de Francisco que apenas mandou o espancar, acorrentar e prender, e depois o libertou.

21 de setembro de 2012

A Descoberta da Outra

Por Gustavo Corção 

Um leitor que se diz assíduo, numa longa conversa telefônica, estranhou o pós-conciliar. O leitor entende o termo como se significasse a mesma Igreja Católica, na era pós-conciliar. Bem sei que nesse período conturbado continua a existir, na terra, a Igreja Católica dita militante. Ora, minha sofrida e firme convicção, tantas vezes sustentada aqui, ali e acolá é que existe, entre a Religião Católica professada em todo o mundo católico até poucos anos atrás e a religião ostensivamente apresentada como "nova", "progressista", "evoluída", uma diferença de espécie ou diferença por alteridade. São portanto duas as Igrejas atualmente governadas e servidas pela mesma hierarquia: a Igreja Católica de sempre, e a Outra. E note bem, leitor: quando acaso der a essa outra o nome de Igreja pós-conciliar não quero de modo algum insinuar a infeliz idéia de que, após o Concílio, a Igreja de Cristo se teria transformado a ponto de tornar-se irreconhecível, devendo os fiéis de bem forma­da doutrina católica acreditar nessa nova forma visível da Igreja, por pura disciplina, ainda que a maioria das pregações e dos novos ensinamentos sejam ostensivamente diversos e as vezes opostos à doutrina católica. Não! A Igreja Católica e Apostólica continua a existir na era pós-conciliar, submetida a duras provações, mas sempre permanente e fiel guardiã do depósito sagrado. 

4 de maio de 2012

Clergyman? Melhor a batina!


[Excerto: Card. Giuseppe Siri, A Te sacerdote, vol. II, Frigento: Casa Mariana, 1987, pp. 67-73].
Entendo oportuno chamar a atenção para um problema que está se tornando extremamente importante: o problema do hábito eclesiástico. [...] De fato, estamos testemunhando a maior decadência do hábito eclesiástico. [...] O hábito condiciona fortemente e, às vezes, até forja a psicologia de quem o veste. O traje [eclesiástico], de fato, é um compromisso quando de sua tomada, em sua conservação e em sua substituição. É a primeira coisa que se vê, a última que se depõe. Ele lembra o compromisso, a pertença, o decoro, o vínculo, o espírito de conjunto, a dignidade! Isto o faz de forma contínua. Cria, portanto, limites à ação; evoca constantemente esses limites; aciona a barreira do pudor, do bom nome, do próprio dever, da repercussão pública, das consequências das interpretações maldosas. [...]
O hábito não faz o monge por inteiro, mas certamente o faz em uma notável parte; em sua maior parte, conforme cresce a sua fraqueza de temperamento. [...] Por esta razão, a questão de um uniforme se agiganta no campo eclesiástico e requer a atenção de todos os que querem salvar as vocações e ter perseverança nos deveres, disciplina, piedade e santidade que aceitaram! [...]

5 de março de 2012

Sobre a Missa Pós-Conciliar

ERROS CONCERNENTES A SANTA MISSA E A SANTA LITURGIA

3.0. A adoção da obscura noção do "mistério pascal", cavalo de batalha da nova teologia. A redenção se teria realizado praecipue "no mistério pascal da paixão, da ressurreição e da ascensão" do Cristo (Sacrosantum Concilium 5); portanto ela não resultaria mais, principalmente, de sua Crucifixão, do valor que esta Crucifixão tem de sacrifício expiatório pelo qual a justiça divina foi satisfeita. Além disso, a Santa Missa fica identificada ao "mistério pascal", já que o Concílio declara que a Igreja, desde os primeiros tempos, sempre se reuniu em assembléia "para celebrar o mistério pascal" (SC 6) e que ela "celebra o mistério pascal todos os oitavos dias" (SC 106).

Em seguida se diz que pelo batismo "os homens são enxertados no mistério pascal do Cristo" (SC 6), e não que Ele os faz entrar na Santa Igreja, como se "o mistério pascal" fosse a mesma coisa que a Igreja, o Corpo Místico do Cristo. Trata-se de uma definição vaga, indeterminada, irracional que permite, precisamente por essas características, alterar a significação da redenção e da Missa, ocultando a natureza sacrifical e expiatória desta última, pondo o acento na ressurreição e na ascensão, no Cristo Glorioso, contra o dogma de fé afirmado em Trento.

9 de janeiro de 2012

Sobre a Pregação, a Verdade, e o Valor das Idéias Claras

Caríssimos leitores, Salve Maria!

Estou lendo um livro de Gustavo Corção a respeito da indissolubilidade matrimonial; bem no começo, ele explica que as pessoas normalmente, pelo modernismo, tem a mente obscurecida em muitas coisas, e não pode o pregador, em sua pregação, dar total valor às idéias que acha que são claras para todo católico. Pois para as mentes viciadas, muitas coisas não são claras. Pois muita claridade vem do hábito mental.

Achei interessante digitar a parte que diz isso, para futuros apostolados.

Att., Grupo São Domingos de Gusmão. 
       
"Muito pregador, sobretudo em nosso meio católico, tem o vício cartesiano de acreditar demais no valor das idéias claras; e daí passa a pensar, e a dizer que só por má fé não se convence quem o ouve. Parece-lhe que deve ser claro para os outros o que sente em si mesmo como claro, sem lembrar que, na falta de verdadeira evidência, muita claridade aparente vem do hábito mental, do sistema interior e inconsciente das idéias referencias.

A indissolubilidade conjugal não é uma idéia clara e comunicável por via demonstrativa, como a idéia do quadrado da hipotenusa. Torna-se clara em nós pela convergência de luzes que vem de outras idéias fundamentais, mas onde faltar essa organização interior, essa mentalidade predispósta, não podemos contar com o bom êxito da demonstração, e não é justo chamar de má fé essa terrível dificuldade que vem dos consolidados preconceitos subjacentes a quase tôdas as mentalidades de nossos tempos.

O pregador que não conhece a existência dessa dificuldade deve mudar de ofício, pois é quase certo que só consiga, pela jactância do tom, pela ostensiva alegria com que se apresenta como iniciado nas grandes verdades, e pela impaciência que demonstra diante das resistências, tornar antipática a causa que defende"

Que com o auxílio da graça, possamos ajudar as pessoas, cada uma em sua dificuldade, a sairem da escuridão. E ensina-las as verdades da Religião."

São Tomás de Aquino, rogai por nós!

20 de novembro de 2011

Aprendizado de solidão

Carlos Nougué

Escreveu-me um amigo perguntando que argumentos devemos opor aos dos ateus com respeito à existência de Deus, e particularmente a afirmações como a de que “a ordem percebida do universo é um mecanismo de defesa do cérebro”, o que “invalidaria a 5ª. via” de Santo Tomás. Transcrevo a seguir parte da resposta que lhe dei.


“Infelizmente, nada se pode dizer de muito extenso com respeito ao que pede. Por quê? Porque as provas tomistas da existência de Deus já são a razão natural elevada a metafísica, ou seja, nada há que acrescentar a elas. Dizia S. Tomás que com homens de outras religiões não se podia discutir fé, porque eles negavam a fé verdadeira; mas deviam-se desmontar seus erros racionais porque, fazendo-o, se podia mostrar que sua fé falsa se baseava também em erros de razão. E o dizia porque aqueles homens [de modo geral] não negavam a razão natural. Ora, [especialmente] os ateus atuais negam a razão natural e, logo, a metafísica, que não é senão a razão natural elevada a ciência. Prova? Basta o que o amigo mesmo me envia: o dizer que a ordem percebida do universo é um mecanismo de defesa do cérebro e que isso invalidaria a 5ª via. Como discutir com homens que negam a capacidade humana de compreensão?

18 de novembro de 2011

O Grande Frasista G. K. Chesterton

Verdades Eternas


Os sovinas acordam cedo; os ladrões, pelo que sei, acordam na noite anterior.



Defender quaisquer das virtudes cardeais tem, hoje em dia, toda a excitação de um vício.



Uma coisa morta pode seguir a correnteza, mas somente uma coisa viva pode contrariá-la.



As falácias não se tornam menos falácias porque se tornaram modas.

10 de novembro de 2011

Sermão de Dom Tomás de Aquino - Festa de Cristo Rei



Fonte : SPES 


(Sermão feito no dia 30 de outubro de 2011 no ano do Senhor) 

Quinta feira passada, 27 de outubro, mês do Rosário, Bento XVI reuniu em Assis diversos representantes de falsas religiões para obter a paz. Pena perdida. Por quê? Porque o que causa a guerra, quer entre nações, quer entre pessoas individuais, quer no interior de cada homem, é o pecado. Ora, as falsas religiões, cultuando não a Deus mas o demônio, não são capazes de vencer o pecado. O único a vencer o pecado é Jesus Crucificado. Fora d’Ele tudo é ilusão, mentira. Fora d’Ele o homem permanece no seu pecado e assim é incapaz de obter a paz para si e para os outros. Que diz a coleta da festa de hoje?

3 de novembro de 2011

Gigantes Adormecidos


Por León Hispano 

"É verdade que o mundo está cheio de perigos, e que há nele muitos lugares sombrios, porém há também muitas coisas bonitas, e embora em toda a parte o amor hoje esteja unido à tristeza, não se torna menos poderoso". (O senhor dos Anéis, I) 

Estava dando voltas na minha cabeça esta frase, que meu pai compartilhou comigo enquanto conversávamos, numa típica tarde de chuva no Condado, ele me disse: - "Nós católicos somos gigantes adormecidos". O tema de nossa conversa era a situação dos católicos no mundo de hoje.

E na minha tentativa de buscar imagens, encontrei uma que me parece espetacular, os Ents.

21 de outubro de 2011

A reação de São Padre Pio ao Concílio e à Missa Nova

Publicamos a seguir um extrato do artigo do Frei João, capuchinho de Morgon (França), publicado na Carta aos amigos de São Francisco, n° 17, de 02.02.1999:

«Modelo de respeito e de submissão para com os seus superiores eclesiásticos e religiosos, em particular por ocasião das perseguições contra a sua pessoa, o Padre Pio de Pietrelcina não podia ficar mudo perante um desafio nefasto à Igreja.

Antes mesmo do fim do concílio, em fevereiro de 1965, anunciaram-lhe que seria preciso em breve celebrar a missa segundo um novo rito “ad experimentum”, em língua vulgar, e elaborado por uma comissão litúrgica conciliar para responder às aspirações do homem moderno.

Antes mesmo de ter o seu texto debaixo dos olhos, escreveu imediatamente a Paulo VI pedindo-lhe fosse dispensado desta experiência litúrgica e pudesse continuar a celebrar a missa de São Pio V.

28 de setembro de 2011

Um Exemplo a Seguir

Não obstante o grande número de Papas que passaram pela cátedra de São Pedro em odor de santidade, permitiu a Providência Divina que ocupassem o sólio pontifício uns poucos eclesiásticos sem as virtudes que devem ornar um Pontífice Romano. Entre eles, destacamos o advogado e militar, Rodrigo de Bórgia, que adotou o nome, tristemente célebre, de Alexandre VI. Hoje, quando se tenta impor aos católicos uma obediência ao atual Pontífice, é interessante recordarmos o desastroso pontificado de Alexandre VI e a tenaz resistência que lhe pôs um santo prior dominicano.

A História da Igreja registra que Alexandre VI "foi eleito Papa por detestáveis maquinações simoníacas". (D. Jaime Câmara-Apont. de Hist. Eclesiástica - pág. 196). "Os cardeais sem constrangimento, nem precipitação, em plena liberdade e, por isso, validamente, mas com vergonhosos tráficos simoníacos e, por isso, ilicitamente, puseram a tiara na cabeça do Cardeal Rodrigo Bórgia, cujos adultérios, perfídias e crueldades eram conhecidos por todo mundo (...) Permitiu a Divina Providência que subisse ao mais alto grau da hierarquia um homem que a Igreja primitiva não teria admitido nem à mais baixa dignidade eclesiástica."

"Contra os excessos do Papa e em geral contra os abusos da Cúria, ergueu-se qual novo Elias o célebre Girólamo Savonarola" (F. D. Romag - Compêndio de Hist. da Igreja - Vol. II - pág. 278/280). "O genial Savonarola, prior do convento dos dominicanos, em Florença, que gozava de extraordinário  prestígio naquela cidade, por causa da austeridade de sua vida e da força arrebatadora da sua eloquência, fazia invectivas veementes contra o Papa e sua Cúria mundana". (D. J. Câmara - pág. 197). Com ardor desusado exortou os cristãos a reformar seus costumes e trabalhou por se reunir um Concílio Geral onde o Papa fosse deposto. Alexandre VI chamou-o a seu tribunal. Savonarola, porém, não obedeceu e desprezou a excomunhão". (F. D. Romag Vol. II - pág. 280). Ele tinha plena convicção da nulidade dessa excomunhão, tanto que, por diversas vezes "frisou energicamente que afastar-se da Igreja Romana era afastar-se do próprio Cristo", e ele estava com Cristo e sua Igreja. Contra ele foi instaurado um processo onde foi condenando à morte "como herético, cismático e desprezador da Santa Sé". Morreu na fogueira.

24 de setembro de 2011

A Renovação Carismática Católica

Fruto do Concílio Vaticano II, Semente de Destruição.

Introdução:

  Batizados no "Espírito"

            "Batizado no Espírito", "Oração em Línguas", "O Dom da Profecia", e um "Relacionamento Pessoal com Jesus Cristo" são todas expressões muito em voga e indispensáveis no vocabulário da assim chamada "Renovação Carismática Católica" (RCC) , um movimento cujas origens se deve a um retiro sem nenhum acompanhamento realizado em 1967 por alguns estudantes da Universidade de Duquesne em Pittsburg (USA) . Por volta de 1990, o movimento já contava com cerca de 72 milhões de seguidores no mundo inteiro e organizações oficiais em mais de 120 países.

            Um crescimento tão rápido aqui e no exterior, juntamente com o quase completo abandono de práticas e crenças genuinamente católicas, bem como modo de se expressar, tem sido motivo de preocupação para os Católicos já por um bom espaço de tempo. À luz  do trigésimo aniversário da RCC ocorrido no ano de 1997, uma análise mais profunda  de suas práticas, crenças e idéias vem bem a calhar.

            O trecho abaixo  tirado da literatura carismática, diz respeito a um dos carro-chefes da RCC, "Batismo no Espírito", uma "Experiência de fé", na qual uma pessoa "libera" as graças recebidas no Batismo, Confirmação e Sagrada Eucaristia e assim experimenta a presença de Deus de um modo profundamente pessoal. Só por aí já podemos antecipar a visão e a compreensão dos Sacramentos mais comuns para os seguidores desse movimento:

7 de setembro de 2011

Sobre os "pedidos de perdão"

Carta recebida

"Eu, ao menos, estou perplexo diante da última invenção do Papa: pedir perdão a todos pelos "crimes" cometidos pela Igreja no decurso de toda a sua longa história até a virada radical representada pelo Vaticano II: desculpas aos muçulmanos pelas cruzadas; aos judeus pelo "anti semitismo"; aos hereges pela Santa Inquisição, aos protestantes pelas incompreensões,aos franceses pelo apoio dado ao governo de Vichy, aos espanhóis pelo sustentáculo oferecido a Franco, (um e outro, Pétain e Franco — eram valentes defensores da Igreja católica contra o comunismo ateu e inimigo do homem), etc. ... E tudo isto sem ter havido, na parte oposta, nenhuma vontade de reconhecer, por seu lado, os seus delitos. Não vos parece que esta atitude que raia pelo masoquismo ou pela sede de martírio que os Padres da Igreja condenaram sabiamente, seja extremamente perigosa por servir de aval à idéia de que a Igreja de Cristo foi, durante 2000 anos, o Império do Mal, o reino de Satanás, tendo-se assim manchado de faltas tão horríveis?

Sinceramente, que pensais a respeito?
(...)

Carta assinada

26 de agosto de 2011

Da Natureza e da Existência do sacrifício da Missa


P. O que é Missa?
R. Missa é, pois, o sacrifício do corpo e do sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, imolado desde o princípio do mundo pelas promessas feitas por Deus e pela fé dos justos, aos quais se aplicavam, antecipadamente, seus frutos.

P. Há figuras do santo sacrifício no livro do Gênesis?
R. Sim. No Gênesis encontramos figuras do santo sacrifício, como, por exemplo, as ofertas de Abel, de Abraão e de Melquisedec.

P. E na lei de Moisés?
R. Encontramos, também, figuras daquele sacrifício na lei de Moisés, como no cordeiro pascal, e na variedade de tantos outros sacrifícios por ele estabelecidos, cujos diferentes objetos convergem para a única imolação de valor infinito, a Missa, anunciada pelos profetas (em especial, profeta Malaquias).

3 de agosto de 2011

As Modas Indecentes e a Maçonaria

Por Dom Tomás de Aquino, OSB

A Maçonaria não está isenta de culpa no que diz respeito a decadência dos costumes que todos podem constatar no nosso país e, em particular, em Nova Friburgo, inundada de propagandas indecentes para alimentar o comércio da dita, para não dizer maldita, moda íntima, com seus desfiles, cartazes e tudo o mais.

Num livro editado em 1931 que reúne os 100 primeiros números da antiga publicação “Raios de Sol” encontramos as seguintes informações sobre o papel da maçonaria na corrupção dos países católicos.

“Persuadamo-nos intimamente de uma coisa: no dia em que tivermos o apoio e auxílio da mulher, então, e só então, seremos realmente vitoriosos das superstições; mas enquanto não tivermos conseguido arrancar e subtrair as nossas filhas aos ensinamentos da Igreja, os nossos esforços ficarão infrutíferos, condenados a um deplorável malogro.”

E o que queriam estes ilustres maçons das mulheres? Eles queriam que elas não fossem mais as educadoras, mas sim as corruptoras do gênero humano.