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26 de julho de 2014

Uma conversão, pelo Sagrado Coração de Jesus

Um pecador convertido testemunha:

    "Na véspera de minha Primeira Comunhão prometi solenemente a Jesus amá-lo sempre... Mas, ai! fui vítima dessas pragas terríveis que, hoje em dia, fazem tantos perderem a virtude e a honra: as más companhias e as leituras perigosas.
     Aos vinte anos era o maior libertino de minha cidade. Trinta anos seguidos acrescentei feridas sobre feridas.
     Por acaso, passei por Paray-le-Monial. A cidade estava em festa. Surpreso, aproximei-me de uma mulher e perguntei:
    - Que é que está acontecendo?
    - Como? O sr. não sabe? É a grande peregrinação, respondeu ela.
    - Para quê?
    - Para honrar o Coração de Jesus.
    - O Coração de Jesus? onde está? posso vê-lo?
    - Não se pode ver. O Sagrado Coração manifestou-se a uma religiosa da Visitação, Santa Margarida Maria, e recomendou-lhe que trabalhasse para que este Coração fosse honrado por todos os homens.
    - Onde fica a Visitação?

19 de maio de 2014

Inteligência, dá-me o nome exacto das coisas!

Inteligência, dá-me 
o nome exacto das coisas! ... Minha palavra seja a própria coisa, criada por minha alma novamente.
Que por mim cheguem todos os que não as conhecem, às coisas; que por mim cheguem todos, 
os que já as esquecem, às coisas; que por mim cheguem todos os próprios que as amam, às coisas... 
Inteligência, dá-me o nome exacto, e teu, e seu, e meu, das coisas.


Juan Ramón Jiménez, in "Eternidades". Compartilhado pelo amigo Noel, de Bezerros - PE.

14 de abril de 2014

Uma explicação das tradições da Semana Santa na história da Igreja

Caríssimos Leitores,

Salve Maria!

Terminada as reformas no site, para alimentar o espírito da Semana Santa, enviamos o texto abaixo, traduzido por nós rapidamente do inglês.

In Xto,
Grupo S. Domingos de Gusmão.



Uma explicação das tradições da Semana Santa na história da Igreja.


NOMES - Na Igreja Grega a Semana Santa leva o título solene de "Grande e Sagrada Semana" (He hagia kai megale hebdomas). Na Igreja Latina o termo oficial é "Semana Maior" (hebdomada major). Os nomes populares são "Grande Semana" entre as nações eslavas e "Semana Santa" noutros países. O nome germânico Karwoche significa "semana de luto". Nos tempos antigos a Semana Santa era também chamada "Semana de Remissão", uma vez que os pecadores públicos eram absolvidos na Quinta-feira Santa. Outro nome era "Semana Laboriosa" (semaine peineuse) por causa do maior peso da penitência e jejum. Os fiéis  das Igrejas Orientais também chamam-na "Semana da Salvação".

OBSERVÂNCIA - Desde o início da Cristandade, esta semana foi sempre dedicada a uma comemoração especial da Paixão e morte de N. Senhor pela prática da meditação, oração, jejum e penitência. Depois das grandes perseguições, os imperadores cristãos das duas partes do Império Romano emitiram vários decretos proibindo não somente divertimentos e jogos, mas também o trabalho regular do comércio, negícios, profissões e côrtes. Os dias sagrados deviam ser livres das ocupações mundanas, inteiramente devotados aos exercícios religiosos. Todos os anos durante a Semana Santa, um edito imperial garantia o perdão à maioria daqueles detidos na prisão; nas côrtes, muitas acusações eram retiradas em honra da Paixão de Cristo.

25 de dezembro de 2013

Precônio Natalino

O Grupo São Domingos de Gusmão deseja a todos um Feliz Natal!

Precônio Natalino (Kalendas de Natal)

"Vinte e cinco de Dezembro. Vigésima segunda Lua.
Tendo transcorrido inúmeros séculos desde a criação do mundo, quando no princípio criara Deus o céu e a terra, e formara o homem à sua imagem;

Também muitíssimos séculos de quando, depois do dilúvio, o Altíssimo assentara sobre as nuvens o arco-íris, sinal da aliança e da paz;

Vinte e um séculos depois da partida de Abraão, nosso pai na fé, de Ur dos Caldeus;

Treze séculos depois da saída de Israel do Egito, sob a guia de Moisés;

Cerca de mil anos depois da unção de David como rei de Israel;

Na sexagésima quinta semana, segundo a profecia de Daniel;

Na época da centésima nonagésima quarta Olimpíada

No ano setecentos e cinquenta e dois da fundação da cidade de Roma;

Do Império de César Otaviano Augusto, ano quadragésimo segundo;

Quando em todo o orbe reinava a paz, Jesus Cristo, Deus Eterno e Filho do Eterno Pai, querendo santificar o mundo com a sua piedosíssima vinda, concebido do Espírito Santo, tendo transcorrido nove meses depois da concepção, nasce em Belém da Judeia da Virgem Maria, feito homem:

Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo carne."

25 de setembro de 2013

Como se Devem Evitar as Conversas Supérfluas

Avisos úteis para a vida espiritual...
Cap. 10. Como se devem evitar as conversas supérfluas, 38


Evita, quando puderes, o bulício dos homens, porque muitos nos perturbam os negócios mundanos ainda quando tratados com reta intenção; pois bem depressa somos manchados e cativos da vaidade. Quisera eu ter calado muitas vezes e não ter conversado com os homens. Por que razão, porém, nos atraem falas e conversas, se raras vezes voltamos ao silêncio sem dano da consciência? Gostamos tanto de falar, porque pretendemos, com essas conversações, ser consolados uns pelos outros e desejamos aliviar o coração fatigado por preocupações diversas. E ordinariamente sentimos prazer em falar e pensar, ora nas coisas que muito amamos e desejamos, ora nas que nos contrariam.

19 de agosto de 2013

O Fim do Sacerdócio

O fim do Sacerdócio

I

O Sacerdócio, aos olhos dos santos, é um encargo terrível

Dizia S. Clemente de Alexandria que os que estavam verdadeiramente animados do Espírito de Deus, se encontravam possuídos de temor ao receberem o sacerdócio, como um homem que treme à vista dum fardo enorme, que lhe vão lançar sobre os ombros, com perigo de ele ficar esmagado72. Santo Efrém nos diz que não encontrava ninguém que quisesse ser ordenado de presbítero (Ep. ad Joan. hieros.). Um concílio de Cartago decretou que os que fossem julgados dignos do sacerdócio e o recusassem, podiam ser obrigados a deixar-se ordenar. “Ninguém, dizia S. Gregório de Nazianzo, recebe de boa vontade o sacerdócio”73. Refere o diácono Pôncio que S. Cipriano, ao saber que o queriam ordenar sacerdote, correra a esconder-se por humildade: Humiliter secessit (Vita S. Cypr.). O mesmo fez, por igual motivo, S. Fulgêncio. Prevendo que ia ser eleito, correu a esconder-se num lugar desconhecido74. Refere Sozomeno que também Sto. Atanásio fugira para não ser elevado ao sacerdócio. Santo Ambrósio fez grandes resistências, como ele próprio afirma75. S. Gregório procurou disfarçar-se em trajo de negociante para escapar à ordenação, apesar de Deus ter mostrado por milagres que o chamava à ordenação.

29 de julho de 2013

Escapulário Azul e Preto de São Miguel Arcanjo

Este escapulário originou sob o reinado de Pio IX, que o deu a sua bênção, porém foi formalmente aprovado sob o reinado de Leão XIII. Em 1878, a confraria em honra de São Miguel Arcanjo foi fundada na Igreja de St. Eustáquio em Roma, e no ano seguinte na Igreja de Sant 'Angelo em Pescheria (Sancti Angeli no foro Piscium). Em 1880, Leão XIII elevou à categoria de uma Arquiconfraria, que foi expressamente chamado da Arquiconfraria do Escapulário de São Miguel.

Na primeira (Roma - 1878) a confraria recebeu indulgências de Leão XIII por sete anos, o resumo das indulgências da Pia Associação de São Miguel foi aprovado pela última vez para sempre por um Decreto da Congregação das Indulgências, 28 de março de 1903.

O Escapulário é tão associado à confraria que cada membro é investido com ele.A fórmula para abençoar o escapulário, dada no Rituale Romanum foi aprovado pela Congregação dos Ritos em 23 de agosto de 1883.

Em forma externa este escapulário é diferente dos outros, na medida em que os dois segmentos de pano têm a forma de um pequeno escudo, dos quais um é feito de azul o outro de pano preto, e das bandas também uma é azul e a outra preta. Ambas as porções do escapulário contêm a representação conhecida do Arcanjo Miguel  ao dragão, inscrição: "Quis ut Deus".

27 de julho de 2013

A Gravidade do Pecado Venial



(Padre Alexandrino Monteiro, S. J.)

Entre os hebreus usavam-se duas sortes de pesos e de balanças. Havia o chamado peso do Santuário, que era verdadeiro e justo; e o chamado peso público, que era falso e injusto.

Ora, com duas sortes de balanças se pesam também os pecados dos homens. Se se pesam na balança pública do mundo, que é mentirosa e falaz (Prov 11, 1), dir-se-á que o pecado mortal não é coisa de valor, e que o venial, como leve que é, não tem nenhuma importância. Mas esse modo de pensar já o lamentava Santo Antônio de Pádua em seu tempo (Dom. 4 post Trin.).

Os Santos, porém, e as almas iluminadas pela fé, pesam o pecado venial com a balança do Santuário, e por isso, o choravam e detestavam de morte. Santa Catarina de Gênova quase morria ao considerar a gravidade do pecado venial; e São Luís Gonzaga [em sua primeira confissão] caiu desfalecido aos pés do confessor, depois de confessar suas levíssimas culpas. São João Crisóstomo chegou a dizer que lhe parecia que se deviam evitar com mais cuidado os pecados veniais que os mortais. E dá a razão: os pecados mortais por sua natureza repelem [a alma justa]; porém, os veniais, por isso mesmo que são leves, não amedrontam, e se cometem facilmente.

Meditemos, pois, sobre o pecado venial, para nos enchermos de um grande temor de o cometer. Dividiremos a meditação em três pontos: I. O que é o pecado venial; II. Os danos que causa à alma; III. Como Deus o castiga. (...)

24 de julho de 2013

A leitura espiritual



A leitura espiritual

(Santo Afonso Maria de Ligório)

§ I. Grande utilidade da leitura espiritual

A leitura espiritual nos é talvez tão útil na tendência à perfeição como a oração, porque ela nos conduz tanto à oração como à virtude, diz São Bernardo (De modo bene viv., c. 59). 'A meditação e a leitura espiritual, diz o mesmo Santo, são excelentes meios para se vencer o demônio e conquistar o Céu'. Não podemos ter sempre nosso diretor espiritual junto de nós para pedir-lhe conselho em todas as nossas ações e, especialmente, em nossas dúvidas; a leitura espiritual, porém, supre o seu lugar, dando-nos as luzes de que necessitamos e os meios de evitar os enganos do demônio e do amor próprio, e de viver segundo a Vontade de Deus. E por isso, segundo afirma Santo Atanásio, não se encontrará um fervoroso servo de Deus que não seja dado à leitura de livros espirituais. 

Do mesmo modo, tanto quanto é perniciosa a leitura de maus livros, é útil a leitura dos bons. Como aquela precipita tantas vezes a mocidade na perdição, assim esta é, muitas vezes a causa da conversão de muitos pecadores. 

21 de julho de 2013

Do homem bom e pacífico


LIVRO SEGUNDO
Exortação à vida interior

Cap. 3. Do homem bom e pacífico, 97

  1. Primeiro conserva-te em paz, e depois poderás pacificar os outros. O homem apaixonado, até o bem converte em mal e facilmente acredita no mal; o homem bom e pacífico, pelo contrário, faz com que tudo se converta em bem. Quem está em boa paz de ninguém desconfia; o descontente e perturbado, porém, é combatido de várias suspeitas e não sossega, nem deixa os outros sossegarem. Diz muitas vezes o que não devia dizer, e deixa de fazer o que mais lhe conviria. Atende às obrigações alheias, e descuida-se das próprias. Tem, pois, principalmente zelo de ti, e depois o terás, com direito, do teu próximo.
  2. Bem sabes desculpar e cobrir tuas faltas, e não queres aceitar as desculpas dos outros! Mais justo fora que te acusasses a ti e escusasses o teu irmão. Suporta os outros, se queres que te suportem a ti. Nota quão longe estás ainda da verdadeira caridade e humildade, que não sabe irar-se ou indignar-se senão contra si própria. Não é grande coisa conviver com homens bons e mansos, porque isso, naturalmente, agrada a todos; e cada um gosta de viver em paz e ama os que são de seu parecer. Viver, porém, em paz com pessoas ásperas, perversas e mal educadas que nos contrariam, é grande graça e ação louvável e varonil.
  3. Uns há que têm paz consigo e com os mais; outros que não têm paz nem a deixam aos demais; são insuportáveis aos outros, e ainda mais o são a si mesmos. E há outros que têm paz consigo e procuram-na para os demais. Toda a nossa paz, porém, nesta vida miserável, consiste mais na humilde resignação, que em não sentir as contrariedades. Quem melhor sabe sofrer maior paz terá. Esse é vencedor de si mesmo e senhor do mundo, amigo de Cristo e herdeiro do céu.


Livro: Imitação de Cristo
Autor: Tomás De Kempis
Edição: 36ª
Editora: Vozes

20 de julho de 2013

Da obediência e sujeição


LIVRO PRIMEIRO
Avisos úteis para a vida espiritual

Cap. 9. Da obediência e sujeição, 36


  1. Grande coisa é viver na obediência, sob a direção de um superior, e não dispor da própria vontade. Muito mais seguro é obedecer que mandar. Muitos obedecem mais por necessidade que por amor: por isso sofrem e facilmente murmuram. Esses não alcançarão a liberdade de espírito, enquanto não se sujeitarem de todo o coração, por amor de Deus. Anda por onde quiseres: não acharás descanso senão na humilde sujeição e obediência ao superior. A imaginação dos lugares e mudanças a muitos tem iludido.
  2. Verdade é que cada um gosta de seguir seu próprio parecer e mais se inclina àqueles que participam da sua opinião. Entretanto, se Deus está conosco, cumpre-nos, às vezes, renunciar ao nosso parecer por amor da paz. Quem é tão sábio que possa saber tudo completamente? Não confies, pois, demasiadamente em teu próprio juízo; mas atende também, de boa mente, ao dos demais. Se o teu parecer for bom e o deixares, por amor de Deus, para seguires o de outrem, muito lucrarás com isso.
  3. Com efeito, muitas vezes ouvi falar que é mais seguro ouvir e tomar conselho que dá-lo. É bem possível que seja acertado o parecer de cada um: mas não querer ceder aos outros, quando a razão ou as circunstâncias o pedem, é sinal de soberba e obstinação.


Livro: Imitação de Cristo
Autor: Tomás De Kempis
 
Edição: 36ª
 
Editora: Vozes

19 de julho de 2013

Da mente pura e da intenção simples



LIVRO SEGUNDO
Exortação à vida interior

 Cap. 4. Da mente pura e da intenção simples, 99

  1. Com duas asas se levanta o homem acima das coisas terrenas: simplicidade e pureza. A simplicidade há de estar na intenção e a pureza no afeto. A simplicidade procura a Deus, a pureza o abraça e frui. Em nenhuma boa obra acharás estorvo, se estiveres interiormente livre de todo afeto desordenado. Se só queres e buscas o agrado de Deus e o proveito do próximo, gozarás de liberdade interior. Se teu coração for reto, toda criatura te será um espelho de vida e um livro de santas doutrinas. Não há criatura tão pequena e vil, que não represente a bondade de Deus.
  2.  Se fosses interiormente bom e puro, logo verias tudo sem dificuldade e compreenderias bem. O coração puro penetra o céu e o inferno. Cada um julga segundo seu interior. Se há alegria neste mundo, é o coração puro que a goza; se há, em alguma parte, tribulação e angústia, é a má consciência que as experimenta. Como o ferro metido no fogo perde a ferrugem e se faz todo incandescente a Deus fica livre da tibieza e transforma-se em novo homem.
  3. Quando o homem começa a entibiar, logo teme o menor trabalho e anseia as consolações exteriores. Quando, porém, começa deveras a vencer-se e andar com ânimo no caminho de Deus, leves lhe parecem as coisas que antes achava onerosas.
Livro: Imitação de Cristo
Autor: Tomás De Kempis
Edição: 36ª
Editora: Vozes

18 de julho de 2013

Da meditação da morte


Da meditação da morte

Pela manhã, pensa que não chegarás à noite, e à noite não te prometes o dia seguinte. Por isso anda sempre preparado e vive de tal modo que te não encontre a morte desprevenido. Muitos morrem repentinamente e inesperadamente; pois na hora em que menos se pensa, virá o Filho do Homem (Lc 12,40). Quando vier aquela hora derradeira, começarás A julgar mui diferentemente toda a tua vida passada, e doer-te-á muito teres sido tão negligente e remisso.


Livro: Imitação de Cristo
Autor: Tomás De Kempis
Capítulo: 23 - Da meditação da morte, Página 74, Parágrafo 3.

17 de julho de 2013

Da humilde submissão



LIVRO SEGUNDO
Exortação à vida interior
Cap. 2. Da humilde submissão, 96

Não te importes muito de saber quem seja por ti ou contra ti; mas trata e procura que Deus seja contigo em tudo que fizeres. Tem boa consciência e Deus te defenderá, pois a quem Deus ajuda não há maldade que o possa prejudicar. Se souberes calar e sofrer, verás, sem dúvida, o socorro do Senhor. Ele sabe o tempo e o modelo de te livrar; portanto, entrega-te todo a ele. A Deus pertence aliviar-nos e tirar-nos de toda a confusão. Às vezes é muito útil, para melhor conservarmos a humildade, que os outros saibam os nossos defeitos e no-los repreendam.

Quando o homem se humilha por seus defeitos, aplaca facilmente os outros e satisfaz os que estão irados contra ele. Ao humilde Deus protege e salva, ao humilde ama e consola, ao humilde ele se inclina, dá-lhe abundantes graças e depois do abatimento o levanta a grande honra. Ao humilde revela seus segredos e com doçura o atrai e convida. O humilde, ao sofrer afrontas, conserva sua paz, porque confia em Deus e não no mundo. Não julgues ter feito progresso algum, enquanto te não reconheças inferior a todos.


Livro: Imitação de Cristo / Autor: Tomás De Kempis / Edição: 36ª // Editora: Vozes

9 de julho de 2013

As Excelências da Mortificação


 


As Excelências da Mortificação
(Santo Afonso Maria de Ligório)


I. Da mortificação externa

§ I. Necessidade da mortificação externa


A mortificação externa consiste em se fazer e sofrer o que contraria os sentidos exteriores e em se privar daquilo que os lisonjeia. Enquanto ela é necessária para evitar o pecado, é de obrigação absoluta para cada cristão. Se se trata de coisas que licitamente se podem desfrutar, a mortificação não é obrigatória, mas é muito útil e meritória. Contudo, deve-se notar aqui que, para aqueles que tendem à perfeição, a mortificação nas coisas lícitas é absolutamente necessária.

Como pobres filhos de Adão, devemos lutar até a nossa morte, pois 'a carne deseja contra o espírito e o espírito contra a carne' (Gál 5, 17). É próprio dos animais seguir os seus sentidos, enquanto que aos anjos compete cumprir a Vontade de Deus; disso conclui um ilustre escritor que nos tornamos anjos, esforçando-nos por cumprir com a Vontade de Deus, e irracionais, se procuramos satisfazer os nossos sentidos. Ou a alma subjuga o corpo, ou o corpo escraviza a alma.

Em vista disso, devemos tratar o nosso corpo como um cavaleiro trata um cavalo bravio, puxando-lhe fortemente a rédea para que não o derrube, ou como o médico que, estando a tratar de um doente, prescreve remédios que lhe são desagradáveis e proíbe-lhe comidas e bebidas nocivas, que ele apetece. Sem dúvida alguma, seria cruel um médico que permitisse ao doente deixar os remédios prescritos por serem amargos e tomar outros, nocivos, por lhe agradarem. Quanto maior não é, pois, a crueldade de um homem sensual, que quer poupar a seu corpo todos os desgostos nesta vida, e expor, assim, sua alma e seu corpo, ao perigo de ter que sofrer por toda a eternidade penas imensamente maiores.

23 de maio de 2013

Pela Devoção a Maria Salvaram-se os Bem-aventurados

Os servos de Maria têm um belíssimo sinal de predestinação. Para confortá-los, a Santa Igreja aplica à Mãe de Deus o texto do Eclesiástico: Em todos estes busquei o descanso e assentarei a minha morada na herança do Senhor (24, 14). O Cardeal Hugo comenta: Feliz daquele em cuja morada a Santíssima Virgem encontra o lugar de seu repouso. Maria ama a todos os homens e quereria ver sua devoção reinar no coração de todos os fiéis. Muitos ou não a recebem ou não a conservam. Feliz de quem a recebe e conserva fielmente. “Assentarei a minha morada na herança do Senhor”, isto é, — segundo Pacciucchelli — a devoção à Santíssima Virgem ostenta-se em todos os que no céu formam a herança do Senhor e lá eternamente o louvam. E mais adiante lemos: Aquele que me criou descansou no meu tabernáculo e me disse: Habita em Jacó e possui a tua herança em Israel, e lança raízes nos escolhidos (Eclo 24, 12 e 13). Isto quer dizer: Meu Criador dignou-se vir repousar em meu seio, e quis que eu habitasse no coração de seus eleitos (dos quais Jacó foi figura), que são minha herança. Determinou que deitassem profundas raízes em todos os predestinados a devoção e a confiança para comigo.

30 de abril de 2013

Quero ser Padre!

Aquele que havia de ser o fundador da Congregação do SS. Sacramento, o Pe Julião Eymard, parecia predistinado desde pequenino a ser um grande devoto da Eucaristia. Quando sua mãe, levando-o nos braços, ia à benção do Santissimo, o menino não se cansava de olhar para Jesus na custódia.
Ia com a mãe em todas as visitas à igreja e não se cansava nem pedia para sair antes dela.
Sua irmã Mariana, que tinha dez anos mais e foi sua segunda mãe, costumava comungar com frequência. O irmãonzinho, invejando-a, dizia:
- Oh! como você é feliz, podendo comungar tantas vezes; faça-o alguma vez por mim.
- E que pedirei a Jesus por você?
- Peça-lhe que eu seja muito mansinho e puro e me de a graça de ser padre.
Às vezes desaparecia durante horas inteiras. Procuravam-no e iam encontrá-lo ajoelhado num banquinho perto do altar, rezando com as mãos juntas e os olhos pregados no sacrário.
Antes mesmo do uso da razão ansiava por confessar-se; mas não o admitiam. Quando tinha nove anosquia aproveitar a festa de Natal para converte-se como dizia.
Apresentou-se ao vigário e depois ao coadjutor, mas, como estavam ocupados, não o entenderam.
Apresentou-se ao vigário e depois ao coadjutor, mas, como estavam muito ocupados, não o atenderam.
Partiu, pois, com um companheiro, em jejum, e, fazendo uma caminhada de oito quilometros sobre a neve, lá, na paróquia vizinha, coseguiu confessar-se.
- Como sou feliz - dizia - como estou contente! Agora estou puro!
- Que grandes pecados havia cometido?
- Ai! cometi muitos pecados em minha infância: roubei um quepe (boné) numa loja e, depois, arrependido, voltei e deixei-o em cima do balcão.
Para preparar-se para a primeira comunhão, começou a fazer penitências: Colocava uma tábua em baixo do lençol, jejuava e quando a fome apertava, corria a fazer uma visita ao Santissimo para esquecê-la.
Enfim, a 16 de março de 1823, chegou para ele o grande dia. Que se passou neste seu primeiro abraço com Jesus?
Quando o apertava ao coração, dizia-lhe:
"Quero ser padre! Eu prometo".


FONTE:  http://www.saopiov.org/2012/01/tesouro-de-exemplos-parte-21.html#ixzz2RRL6QRev

24 de abril de 2013

A Cruz: nada é tão útil e tão agradável

Mas se, ao contrário, vocês sofrem da forma correta, a cruz se tornará um jugo fácil e leve, visto que o próprio Cristo a carregará convosco. Dará asas a vocês para elevá-los aos céus; se tornará o mastro do seu navio, conduzindo-os direta e facilmente ao porto da salvação. Carregue sua cruz pacientemente, e será uma luz em sua escuridão espiritual, porque aquele que nunca sofreu provas é ignorante. Carregue sua cruz alegremente e você ficará completo com o amor divino; porque somente sofrendo podemos residir no puro amor de Cristo. Rosas são encontradas somente entre os espinhos. É a cruz sozinha que alimenta nosso amor de Deus, como a madeira é o combustível que alimenta o fogo. Lembre do belo dito na "Imitação de Cristo ", "Conforme você faça violência a si mesmo, sofrendo pacientemente, assim você progredirá" no amor divino. 

Não espere qualquer coisa daquelas pessoas sensíveis e preguiçosas que rejeitam a cruz quando ela deles se aproxima, e que são cuidadosos em não procurar por cruzes. O que eles são senão uma terra inculta que não produzirá nada a não ser espinhos porque não foi trazida à tona, trabalhada e modificada por um lavrador experimentado? Elas são como água podre, que é inadequada tanto para lavar quanto para beber. 

26 de março de 2013

O Cristão sofre por si e pelos outros

Os seguidores de Cristo aprendem a sofrer, mas agora é num outro sentido que repetimos a sentença: aprendem a sofrer, não somente porque adquirem ouvido mais fino para os desconcertos do mundo, mas também, e sobretudo, porque adquirem a compreensão do valor positivo e construtivo da dor. Aprendem a sofrer para os outros e pelos outros. Se é verdade que o mundo anda cheio de aflições é também verdade que nem sempre os homens as sentem como deveriam sentir. Ora, é preciso que as injustiças sejam sentidas como injustiças, que o mal seja visto como mal, que as ofensas a Deus sejam compreendidas como ofensas a Deus; e por isso é necessário que uma equipe assuma na carne esta dívida tremenda, e que chore por seus olhos as lágrimas dos outros. É através de um sutil mecanismo que o mundo não conhece, mas dele se beneficia, essas lágrimas trarão alívio àqueles que não as choraram. Pelos outros como vítimas oferecidas, e para os outros como pagadores de um resgate, assim aprendem a sofrer os que caminham na sequela do Homem das Dores.

Gustavo Corção, "Claro Escuro", p; 126-127

É com esta meditação, caros leitores, que desejamos a todos vocês uma ótima semana santa. Ofereçamos nesta semana especialíssima em que unimos nossos pequenos sacrifícios ao Sacrifício de Cristo, as nossas pequenas penitências quaresmais às grandes penitências do Homem Deus; ofereçamo-las pela conversão das almas, em especial as mais empedernidas, que não possuem quem as ofereça por elas.

Todos os Santos e Santas do Céu, rogai por nós!

Att.,
In corde Iesu et Mariae,
Grupo São Domingos de Gusmão.

19 de março de 2013

Novena a São José

(de 10 a 19 de março, de 22 de abril a 1.o de maio, e em qualquer outro tempo)

— 1º dia —
S. José, Pai Nutrício de Jesus

Amabilíssimo São José, que tivestes a honra de alimentar, educar e abraçar o Messias, a Quem tantos profetas e reis desejaram ver e não viram: obtende-me, com o perdão das minhas culpas, a graça da oração humilde e confiante que tudo alcança de Deus. Acolhei com bondade paternal os pedidos que vos faço nesta Novena ..... e apresentai-os a Jesus que se dignou de obedecer-vos na terra. Amém.

Rogai por nós, São José, Pai Nutrício de Jesus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

Para todos os dias:

OREMOS! Ó Deus que por uma inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de vossa Mãe Santíssima: concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como Protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso Intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.