Por Gustavo Corção
Pode-se dizer que o católico, na medida em que é fiel e coerente, possui um equilíbrio, uma paz interior que o homem do mundo desconhece; mas essa paz não quer dizer ausência de sofrimento. Seria mais acertado dizer que o católico, na medida em que progride no caminho que Deus lhe propõe, alarga na alma espaços novos para a dor. Como no seu próprio Filho, com o suor sanguíneo, preparou a pele para a subsequente flagelação, assim também a nossa é preparada, é enriquecida com um grau de sensibilidade que o mundo não suspeita. O católico na medida em que procura ser o que é, aprende a sofrer como o músico aprende a ouvir e o pintor aprende a ver. [...]









