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24 de março de 2016

A Páscoa Bizantina: Curiosidades sobre a cultura Católico-Ucraniana

Caríssimos, Salve Maria!

Para nossa Sexta-feira santa, em parceria com a capela maringaense de Rito Ucraino-católico, posto abaixo um resumo sobre as principais tradições pascais destes próximos dias.

Lembretes:
SEXTA-FEIRA, 25/03 haverá celebração às 15h00 na Capela São Pedro e São Paulo de Maringá-PR
SÁBADO, 26/03 haverá Divina Liturgia (Missa) às 18h00 na Capela São Pedro e São Paulo de Maringá-PR

Na semana santa, dentro das famílias cristãs ucranianas antigas, cada tinha tinha um trabalho predeterminado; na Segunda-feira Santa lavava-se a casa e todas as suas dependências, como também era o dia de se trabalhar na horta, principalmente semear os canteiros e hortaliças; na Terça-feira Santa toda roupa da casa, todos os panos deveriam ser lavados, secados e passados. Continuava-se a cuidar da horta; na Quarta-feira terminava-se o trabalho dos dias anteriores e começavam-se a preparar ovos para serem pintados. O chefe da família deva concluir o trabalho na lavoura e preparava lenha para o forno como também fazia faxina nas dependências ao redor da casa; até a Quinta-feira Santa, chamada de "Jêvney Tchetver" (Quinta-feira gorda), todos os trabalhos na lavoura deveriam ser terminados, porque na quinta-feita já começavam as festas da Páscoa. Neste dia, os que possuiam apiários, preparavam três velas de cera que eram enfeitadas com flores e ramos e com estas velas acesas o dono ficava em pé, na igreja, na Quinta-feira santa á noite durante a leitura dos doze evangelhos da Paixão, diante do Santo Sudário na  Sexta-feira Santa e durante as matinas da Ressurreição. Uma das ramificações da vela era dedicada ao Sol, outra aos falecidos da família e a terceira aos vivos. Neste dia, à noite, era lido os doze Evangelhos da Paixão e após essa celebração calam-se os sinos. Em muitas regiões a Quinta-feira Santa era o "Dia Santo dos Mortos" Acreditava-se que após a leitura dos doze Evangelhos da Paixão, quando o povo deixa a igreja, os mortos se reúnem com seus sacerdotes e cantores, também mortos, e celebram seu "Mertvetskyj Velykdenh" (Páscoa dos Mortos).

Recomenda-se a todos os fiéis a fazerem sua confissão (para aqueles que não têm o costume de confessarem-se mensalmente) e comunhão especialmente neste período.

26 de março de 2013

O Cristão sofre por si e pelos outros

Os seguidores de Cristo aprendem a sofrer, mas agora é num outro sentido que repetimos a sentença: aprendem a sofrer, não somente porque adquirem ouvido mais fino para os desconcertos do mundo, mas também, e sobretudo, porque adquirem a compreensão do valor positivo e construtivo da dor. Aprendem a sofrer para os outros e pelos outros. Se é verdade que o mundo anda cheio de aflições é também verdade que nem sempre os homens as sentem como deveriam sentir. Ora, é preciso que as injustiças sejam sentidas como injustiças, que o mal seja visto como mal, que as ofensas a Deus sejam compreendidas como ofensas a Deus; e por isso é necessário que uma equipe assuma na carne esta dívida tremenda, e que chore por seus olhos as lágrimas dos outros. É através de um sutil mecanismo que o mundo não conhece, mas dele se beneficia, essas lágrimas trarão alívio àqueles que não as choraram. Pelos outros como vítimas oferecidas, e para os outros como pagadores de um resgate, assim aprendem a sofrer os que caminham na sequela do Homem das Dores.

Gustavo Corção, "Claro Escuro", p; 126-127

É com esta meditação, caros leitores, que desejamos a todos vocês uma ótima semana santa. Ofereçamos nesta semana especialíssima em que unimos nossos pequenos sacrifícios ao Sacrifício de Cristo, as nossas pequenas penitências quaresmais às grandes penitências do Homem Deus; ofereçamo-las pela conversão das almas, em especial as mais empedernidas, que não possuem quem as ofereça por elas.

Todos os Santos e Santas do Céu, rogai por nós!

Att.,
In corde Iesu et Mariae,
Grupo São Domingos de Gusmão.

9 de janeiro de 2013

A Capela Mór


Por Dom José Carlos de Aguirre

Nosso Senhor deu a Igreja uma organização hierárquica: Clero e laicato.
No templo, o lugar reservado ao clero é a «Capela Mór ».
Capela mór é a parte da igreja separada da nave central pelo arco-cruzeiro ou arco-triunfo.
Compõe-se de: abside atrás do Altar mor, presbitério, ou santuário, anterior ao Altar mor (elevado sobre o nível da nave central alguns degraus ímpares); coro da oficiatura divina, fechado por uma grade no arco-cruzeiro.

Antigamente, era em geral a seguinte disposição da capela mor:
Na abside, atrás do Altar mor, bem no fundo, ficava o trono episcopal, ladeado em semicírculo de assentos dos cônegos e clérigos cantores, formando o que se chama um coro. Depois, o Altar foi recuado mais para o fundo da abside, o trono episcopal passou para o presbitério, ao lado do Evangelho, e o coro ou assentos dos cônegos e clérigos cantores desceu para além do presbitério, ficando este só para os clérigos em função no Altar. O próprio Bispo,  quando em simples vestes corais, tem seu assento no coro, entre os cônegos.

Esta é a disposição atual da capela mor.

3 de novembro de 2012

Palavras de Nosso Senhor à Santa Brígida

Palavras de louvor a Deus pela Corte Celeste; sobre como teriam nascido as crianças se nossos primeiros pais não tivessem pecado; sobre como Deus mostrou seus milagres através de Moisés e, depois, por si mesmo a nós com sua própria vinda; sobre a perversão do matrimônio corporal nestes tempos e sobre as condições do matrimônio espiritual.

LIVRO 1 - CAPÍTULO 26

A Corte Celeste foi vista diante de Deus, e toda a Corte disse: “Louvado e honrado sejas, Senhor Deus, que és e foste sem fim! Somos teus servidores e te louvamos e honramos por uma tríplice razão. Primeiro, porque nos criaste para nos regozijarmos contigo e nos deste uma luz indescritível na qual nos regozijemos eternamente.

Segundo, porque todas as coisas são criadas e mantidas por tua bondade e constância, e todas as coisas permanecem de acordo com tua vontade e se submetem à tua palavra. Terceiro, porque criaste a humanidade e assumiste a natureza humana para o bem dela; esse assumir a natureza humana é a razão da nossa grande alegria, e também por vossa castíssima Mãe que foi digna de vos dar à luz e a quem os Céus não podem conter nem limitar".

15 de outubro de 2012

Como era forte Zélia Martin, a mãe de Santa Teresinha

Através de tantos altos e baixos de toda a espécie, ao lado do pai de família, em cuja imagem serena e grave havemos de fixar mais tarde, aparece-nos, crescendo e impondo-se cada vez mais, a ideal figura da mãe.

Como não admirar aquela mulher de saúde débil*, precocemente atacada de um mal implacável, atreita às nevralgias, às enxaquecas, à febre, e cujo rosto, como ela mesmo confessava, metia medo em certas ocasiões; que em quatorze anos teve nove filhos, em sessenta e quatro meses seis lutos, sem falar nas doenças de que era a enfermeira efectiva; que juntava aos cuidados da casa a direção de uma manufactura de rendas e que em momentos de afluência de trabalho "estava a pé desde as quatro e meia da manhã até às onze da noite"; que suportou o saque da sua casa e os abalos de uma crise econômica, sem nunca deixar diminuir a confiança nem alterar o bom humor? 

11 de setembro de 2012

A boa escolha

Por Gustavo Corção

Se alguma coisa no mundo merece ser defendida com indefectível dedicação, se o regime deve ser defendido, se a pátria, a Constituição, os direitos dos homens devem ser defendidos, então, antes de qualquer outra coisa, deve ser defendida a instituição familiar. Ora, esse imperativo, do qual depende a sorte do mundo, se conjuga com o mais espontâneo e o mais veemente dos desejos humanos. Entre os diversos fatores que constituem o sistema de fortificações da família está em primeiro lugar o da criteriosa escolha recíproca. Ao contrário do regime divorcista que a desvaloriza, rebaixando-a até o nível do capricho, a indissolubilidade exalta a importância da escolha. E reciprocamente, a boa escolha é a melhor garantia da solidez do vínculo. O primeiro requisito de um escolha feliz, a julgar pelo que incansavelmente repetem os observadores das almas, é o da maturidade dos pretendentes. O mundo moderno, com seu vertiginoso estilo de vida, está cheio de imaturos escondidos sob as aparências da compleição adulta. O que mais se encontra é a atrofia psicológica, geralmente acompanhada da atrofia moral. O que mais se vê a olhos vistos, num e noutro sexo, é a falta de integridade psíquica, é a incapacidade de resistir aos sopros da vida e de cumprir os compromissos tomados. Ou então é a vontade débil e vacilante que nem sabe querer o que quer. Ou ainda, como se dizia antigamente, é a falta de caráter. Os inquéritos feitos nos Estados Unidos para apurar a causa mais forte e frequente da infelicidade conjugal chegaram ao mesmo resultado: é na imaturidade psicológica dos cônjuges que reside a causa. Mal formados, mal preparados, os moços se atiram com almas de crianças caprichosas num empreendimento que exige determinação e coragem. Antes das fraquezas trazidas pelas paixões, antes dos tropeços da infidelidade, o principal inimigo do casamento é a futilidade dos cônjuges. Mas por favor não se confunda maturidade com experiência da vida ou com adestramento técnico de economia doméstica. Uma pessoa pode ser inexperiente, pode e é bom que tenha a candura dos vinte anos sem ser o que se chama imaturo. Não é pelos dotes profissionais nem pelas prendas de dona de casa que se conhece a robustez de alma; é pela capacidade de resistir e perseverar, e sobretudo pela capacidade de cumprir o que prometeu. Cuide pois a moça de escolher um homem que seja homem. Não apenas pelo metro e oitenta nem pela barba cerrada que podem perfeitamente ser adornos duma alma não crescida. Trate de escolher um homem viril, um homem feito, e não um imaturo, um hesitante que não sabe querer o que quer ou um fraco que procura instintivamente o regaço materno. E o moço, se quer família estável, procure a mulher que ainda tenha as fortes e obscuras virtudes de seu sexo. 

10 de setembro de 2012

Demagogia do amor e da felicidade

Por Gustavo Corção

Para o individualista, o casamento é o epílogo de uma história de amor; para nós é o prólogo de uma história de amor. No primeiro caso o amor é exigente e se acerca do guichê nupcial para receber os juros; no segundo caso o amor é paciente e fecundo, e não procura o seu próprio interesse. Para o individualista o casamento é uma empresa que visa primordialmente o lucro; para nós é uma empresa que visa primordialmente a produção. O individualista sonha obter no casamento um fruto e um descanso. Nós outros, na difícil medida em que bem servimos nosso ideal, queremos a aventura fecunda dos grandes descobridores: os noivos partem juntos numa nau armada para descobrir, colonizar e cristianizar terras desconhecidas. Enquanto os outros tiveram de batizar e de alfabetizar silvícolas que o acaso lhes entregara, os noivos terão de cuidar, lá para onde vão, dos ferozes aborígenes que eles mesmos geraram. Ao contrário do que pretendem os individualistas, o casamento para nós é a fundação de uma pequenina pátria, cristal formador da pátria maior comum. E se todos concordam que valha a pena dar a vida pela pátria comum, em que por acaso nascemos, por que não haveremos de dar a vida pela pátria pequenina que nós mesmos fundamos?

9 de setembro de 2012

Eles Pertencem ao Mundo!!

Sermão de São João Maria Vianney, o Santo Cura D’ars

Uma parte, e talvez a maior parte das pessoas, está totalmente envolvida com as coisas deste mundo. E, neste largo número, existem aqueles que se julgam felizes por terem suprimido todo e qualquer sentimento de religiosidade, todo e qualquer pensamento sobre a vida eterna, aqueles que fizeram de tudo que estava em seu poder para apagar da memória a terrível recordação do Julgamento, no qual, um dia, todos nós teremos que nos apresentar e prestar contas. Durante o curso de suas vidas, eles usam de tudo quanto é artimanha, e freqüentemente até suas posses, para atraírem para o seu modo de vida tantos quanto puderem. Eles já não acreditam em mais nada. Aliás, eles até sentem um certo orgulho em se exibirem mais ímpios e incrédulos do que realmente são, para poderem convencer os outros a acreditarem, não em verdades, mas sim em falsidades, que vão fincando raízes nos corações daqueles que são influenciados por eles.

9 de maio de 2012

A mulher deve ser submissa ao homem?


Por Padre Peter R. Scott, FSSPX
Traduzido por Andrea Patrícia
Ainda pode-se afirmar que a esposa deve ser submissa ao seu marido, dadas as mudanças na sociedade moderna?
A devida submissão da esposa ao seu marido pode ser considerada em dois planos diferentes:
• Em primeiro lugar no da lei natural, homem e mulher tendo cada um funções profundamente diferentes no bloco de construção da sociedade que é a família;
• E em segundo lugar no plano sobrenatural.
Esta segunda perspectiva é de longe a mais importante, e ilumina toda a vida de casado. Porque a submissão de uma esposa ao marido é totalmente clara na lei natural a qualquer mulher que não tenha sido contaminada pelos princípios do liberalismo rebelde, que é confirmada explicitamente no Novo Testamento. São Paulo, no quinto capítulo de sua epístola aos Efésios, estabelece os princípios. O marido tem, em virtude do sacramento do matrimônio, sempre de imitar a Cristo no seu amor pela Igreja, e a mulher tem sempre, em virtude do mesmo sacramento, que imitar a Igreja no seu amor por Cristo. Assim, o homem é realmente a cabeça de sua esposa, e tem o dever de assumir a liderança, enquanto que a mulher deve se esforçar para ser o coração respondendo e dependendo da cabeça.

16 de dezembro de 2011

Novena de Natal - Início 16/12




Puer Natus in Béthlehem

1. Puer nátus in Béthlehem, allelúia:
Unde gáudet Jerúsalem, allelúia, allelúia.
In córdis júbilo, Christum nátum adorémus,
Cum nóvo cántico.

27 de novembro de 2011

Curiosidades sobre o TEMPO DO NATAL


Por Evaristo Eduardo de Miranda


Quem inventou a árvore de Natal? O inventor da árvore de Natal foi São Bonifácio, o apóstolo dos germanos ou evangelizador da Alemanha. Ele nasceu na Inglaterra em 672 e faleceu martirizado em 5 de junho de 754. Seu nome religioso, em latim Bonifacius, quer dizer “aquele que faz o bem”, e retoma o mesmo significado do seu nome saxão Wynfrith. Em 718 ele esteve em Roma e o Papa Gregório II enviou-o à Alemanha, com a missão de reorganizar a Igreja. Por cinco anos ele evangelizou territórios que hoje fazem parte dos estados alemães de Hessen e Turíngia. Em 722, foi feito bispo dos territórios da Germânia e, um ano depois, inventou a árvore de Natal, causando um certo impacto no meio ambiente germânico.


Quando surgiu a árvore de Natal? Em 723 São Bonifácio derrubou um enorme carvalho dedicado ao deus Thor, perto da atual cidade de Fritzlar, na Alemanha. Para convencer o povo e os druidas de que não era uma árvore sagrada, ele abateu-a. Esse acontecimento é considerado o início formal da cristianização da Alemanha. Algum dia estudarão o impacto ambiental da evangelização: na queda o carvalho destruiu tudo que ali se encontrava, menos um pequeno pinheiro. Segundo a tradição, Bonifácio interpretou esse fato casual como um milagre. Era o período do Advento e, como ele pregava sobre o Natal, declarou: “Doravante, nós chamaremos esta árvore de Árvore do Menino Jesus”. O costume de plantar pequenos pinheiros para celebrar o nascimento de Jesus começou e estendeu-se pela Alemanha e de lá para o mundo, dizem.

21 de novembro de 2011

Nossa Senhora Colegial

Festa da Apresentação de Nossa Senhora no Templo - 21 de novembro

O Evangelho nada nos diz, porém existe uma tradição antiga e venerada de que a Santíssima Virgem se educou no templo de Jerusalém, como muitas outras jovens de Israel.


A Igreja celebra a festa da Apresentação da Santíssima Virgem no templo. 

A vida daquelas jovens podia comparar-se com a das meninas que se educam num colégio; podemos pois chamar à menina Maria, colegial. Faremos o retrato com os dados que nos dá a tradição. As ocupações das jovens que viviam no templo, reduziam-se à oração e ao trabalho. Quando o sol começava a dourar os longínquos montes da Arábia, as jovens assistiam ao sacrifício matutino. Cobertas com o véu, inclinavam a cabeça e oravam pedindo a vinda do Messias Redentor. Depois dedicavam-se a trabalhar: cosiam os véus do altar, limpavam os vasos das oferendas e esfregavam o chão de mosaicos. Aquelas jovens faziam trabalhos primorosos. Umas volteavam com os seus dedos ágeis o fuso de cedro; outras recamavam de ouro, de púrpura e de jacintos os véus do templo; outras inclinadas sobre um tear ou um bastidor, confeccionavam delicados trabalhos de tapeçaria. As ocupações da mulher forte, que descreve a Sagrada Escritura, as que, segundo Homero, realizavam as antigas princesas. Ainda hoje chamam os orientais fio da Virgem a uns finíssimos trabalhos de renda, subtis como a névoazinha que sobe do fundo dos vales nas manhãs de outono.

15 de novembro de 2011

A mulher na vida quotidiana na Idade Média


Criada Século XV
Faltaria falar das mulheres comuns, camponesas ou citadinas, mães de família ou trabalhadoras. 

A questão é muito extensa, e os exemplos podem chegar através de diversas fontes como documentos ou mil outros detalhes colhidos ao acaso e que mostram homens e mulheres através dos menores atos de suas existências. 

Através de documentos, pôde-se constatar a existência de cabeleireiras, salineiras (comércio do sal), moleiras, castelãs, mulheres de cruzados, viúvas de agricultores, etc. 

É por documentos deste gênero que se pode, peça por peça, reconstituir, como em um mosaico, a história real ‒ muito diferente dos romances de cavalaria ou de fontes literárias que apresentam a mulher como um ser frágil, ideal e quase angélico ou diabólico ‒ mas que não tinha voz nem vez. 

Frankfurt - Vestido para ir à Missa
Existem documentos demonstrando como em muitos locais, mulheres e homens votavam em assembléias urbanas ou comunas rurais. 


Ouve um caso curioso: Gaillardine de Fréchou foi uma mulher e a única pessoa que, diante da proposta de um arrendamento aos habitantes de Cauterets, nos Pirineus, pela Abadia de Saint Savin, votou pelo Não, quando a cidade inteira votou pelo Sim. 


Nas atas dos notários é muito freqüente ver uma mulher casada agir por si mesma, abrir, por exemplo, uma loja ou uma venda, e isto sem ser obrigada a apresentar uma autorização do marido. 

Enfim, os registros de impostos, desde que foram conservados, como é o caso de Paris, no fim do século XIII, mostram multidão de mulheres exercendo funções: professora, médica, boticária, estucadora, tintureira, copista, miniaturista, encadernadora, etc.

(Fonte: Régine Pernoud, “Idade Média ‒ o que não nos ensinaram”).

5 de novembro de 2011

A mulher moderna, Papa Pio XII




Nota: Apresentamos dois discursos do Papa Pio XII (A mulher moderna), discursos que em outra publicação, havíamos transcrito apenas algumas partes.

O caráter da vida da mulher e a iniciação da cultura feminina eram inspirados, conforme a mais antiga tradição, pelo seu instinto natural que Deus atribuia como reino próprio de atividade a família, a não ser no caso de por amor de Cristo preferir a virgindade. Retirada da vida pública e à margem das profissões públicas, a jovem, como flor que cresce guardada e reservada, estava destinada por sua vocação a ser esposa e mãe. Junto da mãe aprendia os labores femininos, os cuidados e negócio da casa e tomava parte na vigilância dos irmãos e irmãs menores, desenvolvendo assim as forças, o engenho, e instruindo-se na arte e no governo do lar. Manzoni apresenta na figura de Lúcia a mais alta e viva expressão literária desta concepção.


As formas simples e naturais em que a vida do povo se desenvolvia, a íntima e prática educação religiosa, que durante o século XIX tudo animara, o uso de contrair muito cedo o matrimônio, ainda possível naquelas condições sociais e econômicas, a preeminência que a família tinha no movimento do povo, tudo isto e outras circunstâncias mais, que entretanto mudaram radicalmente, constituíam o primeiro alimento e sustentáculo para aquele caráter e forma de cultura da mulher.

14 de julho de 2011

O Uso do Véu

Para as senhoras, jovens e meninas

1. Pergunta-se: Saiu alguma nota da Santa Sé abolindo ou modificando a disciplina contida no Cânon 1.262* do Código de Direito Canônico?

Resposta: “Até o presente não saiu nenhuma norma que tenha mudado a disciplina contida no Cânon 1.262 do Código de Direito Canônico. A) A. Bugnini, Secr. Da Sagrada Congregação para o Culto Divino, Roma, 21-6-1969 – Prot. N.º 518/69”. (Cf. Sedoc v. 2, f. 4, out. 1969).

2. Pergunta-se: O que prescreve o Cânon 1.262 § 2º do Código de Direito Canônico?

Resposta: O Cânon 1.262 § 2 prescreve que “as mulheres estejam com a cabeça coberta e modestamente vestidas, sobretudo quando forem receber a Comunhão” .

3. Pergunta-se: O Episcopado do Brasil, em obediência ao Cânon 1.262, encareceu a sua observância?

Resposta: Sim. O Episcopado do Brasil no Decreto 223, § 2 do Concílio Plenário Brasileiro assim se exprime: “Os que vão receber a Eucaristia estejam decentemente vestidos; as senhoras que não trouxerem a cabeça velada e hábitos decentes, sejam, conforme a intenção dos cânones 855 e 1.262 § 2, excluídas”.

4 de julho de 2011

Pequeno Catecismo do Namoro

Que é “namoro”?

Namoro é o período em que o rapaz e a moça procuram conhecer-se em preparação para o matrimônio.
Em que consiste o matrimônio?

No matrimônio homem e mulher doam seus corpos, constituem uma só carne e tornam-se instrumentos de Deus na geração de novas vidas humanas.

Então, em que deve consistir a preparação ao matrimônio?

Antes de dar os corpos é preciso doar as almas. No namoro os jovens procuram conhecer não o corpo do outro, mas sua alma.

Que conclusão podemos tirar daí?

Os namorados não podem ter relações sexuais (fornicação), nem atitudes contrarias à castidade.

Por quê?

23 de maio de 2011

Matrimônio

CAPÍTULO IX - Do Matrimônio - Catecismo de S. Pio X

§ 1º - Natureza do Sacramento do Matrimônio

826) Que é o Sacramento do Matrimônio?

O Matrimônio é um Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, que estabelece uma união santa e indissolúvel entre o homem e a mulher, e lhes dá a graça de se amarem um ao outro santamente, e de educarem cristãmente seus filhos.

827) Por quem foi instituído o Matrimônio?

O Matrimônio foi instituído pelo próprio Deus no Paraíso terrestre; e no Novo Testamento foi elevado por Jesus Cristo à dignidade de Sacramento.

828) Tem o Sacramento do Matrimônio alguma significação especial?

O Sacramento do Matrimônio significa a união indissolúvel de Jesus Cristo com a Santa Igreja, sua esposa e nossa Mãe amantíssima.

829) Por que se diz que o vínculo do Matrimônio é indissolúvel?

12 de maio de 2011

Assine a Carta de Protesto ao Senado Federal contra a “Lei da Homofobia”

O PLC 122/2006, conhecido com “Lei da Homofobia”, foi desarquivado no início de fevereiro de 2011 pela senadora Marta Suplicy, com a ajuda anônima de 26 senadores.

Os senadores não quiseram se identificar porque estão cientes da impopularidade de tal Projeto de Lei, que instala uma verdadeira perseguição religiosa, e coloca num mesmo patamar os direitos dos idosos, crianças e deficientes, e a prática homossexual, que é um vício contrário à Lei de Deus.

Não podemos aceitar que imputem a nós, cristãos, a categoria de discriminatórios, apenas porque obedecemos os Mandamentos. Não podem nos colocar na cadeia por seguirmos nossa consciência.

Precisamos reagir o quanto antes contra este Projeto de lei.

O Brasil cristão é contra o PLC 122/2006.

Envie agora a carta abaixo para os senadores e demais secretarias responsáveis, pedindo medidas para que o PLC 122/2006 não seja aprovado.

7 de maio de 2011

Pequeno Manual do Católico

Por Dom Lourenço Fleichman, OSB


A Missa e outras obrigações


O Santo Sacrifício da Missa


1) O que é a Missa?

A missa é o sacrifício da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo que se realiza sobre o altar.


2) Como pode ser a Missa o sacrifício de Jesus se este morreu na Cruz há dois mil anos?

Pelo rito da Santa Missa, o mesmo sacrifício realizado há dois mil anos torna-se presente novamente, de um modo novo, um modo sacramental, ritual, incruento, ou seja, sem derramamento do Sangue, mas verdadeiro e eficaz.


3) Porque dizemos que a missa é o mesmo sacrifício, presente de modo sacramental?

15 de fevereiro de 2011

Os adornos das mulheres estão isentos de pecado mortal?

Em relação aos adornos das mulheres, devem-se fazer as mesmas observações antes feitas, em geral, sobre a apresentação exterior, destacando, porém, algo especial, ou seja, que os adornos femininos despertam a lascívia nos homens, segundo o livro dos Provérbios: “Eis que essa mulher lhe vem ao encontro, trajada qual prostituta, toda insinuação”. No entanto, pode a mulher, licitamente, empenhar-se por agradar ao marido, para evitar que ele, desdenhando-a, venha a cair em adultério. Por essa razão, se diz na primeira Carta aos Coríntios: “A mulher casada preocupa-se com as coisas do mundo: ela procura como agradar ao marido”. Portanto, se a mulher casada se enfeita para agradar ao marido, pode fazê-lo sem pecado. Mas as que não têm marido nem os querem ter e vivem em celibato, não podem, sem pecado, querer agradar aos olhos dos homens, para lhes excitar a concupiscência, porque isso seria incentivá-los a pecar. Se, pois, se enfeitarem com essa intenção de provocar os outros à concupiscência, pecam mortalmente. Se o fizerem, porém, por leviandade, ou mesmo por um desejo vaidoso de aparecer, nem sempre será pecado mortal, mas às vezes venial. Diga-se o mesmo, aliás, a respeito dos homens. Por isso, escreve Agostinho: “Sugiro-te que não te precipites em proibir enfeites de ouro ou vestes preciosas, a não ser aos que, não sendo casados nem querendo sê-lo, deveriam pensar em como agradar a Deus. Quanto aos outros, eles pensam nas coisas do mundo: os maridos, como agradarão às esposas; as mulheres, como agradarão aos maridos, sempre com a ressalva feita pelo Apóstolo, a saber, nem às mulheres casadas convém trazer os cabelos descobertos”. Nesse caso, porém, ainda é possível que algumas mulheres fiquem isentas de pecado, se não agirem por vaidade, mas por um costume contrário, embora não recomendável.

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Santo Tomás de Aquino. Suma Teológica. II-II, q.169, a.2.

Fonte: Mulher Católica » http://mulhercatolica.blogspot.com/2011/02/modestia-na-apresentacao-exterior-os.html#ixzz1E2lyN7yq