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7 de fevereiro de 2011

O quarto mandamento

Por Gustavo Corção

Uma desordem total invadiu o nosso século. Em proporções gigantescas e com indomável força ela, dia a dia, conquista os núcleos básicos da comunidade humana.

A característica principal da forma moderna da desordem é a inversão dos valores do convívio humano, que começa cortando os laços que ligam os diversos escalões da hierarquia social e termina no desentendimento total dos homens.

Na família, os filhos estão surdos para o timbre da voz paterna. Os pais estupefatos temem os filhos. Temem principalmente perdê-los. Com cabisbaixa fraqueza cedem às suas imposições, para não perderem aqueles que de há muito perderam. Congrega-os o lar apenas por laços de um certo instinto gregário e os interesses monetários dos filhos. Mas o filho já é um estranho na casa.

Na escola, a professora condicionada por uma pedagogia que nega a tendência da criança para o mal (tendência que é um claro indício do pecado original) e o valor educativo das punições, docilmente cede a todos os caprichos infantis.

Nos ginásios, os adolescentes agrupados na promiscuidade da co-educação, iniciam-se nas “viagens do fumo” e dos tóxicos, preparam-se para o amor nas “inocentes” práticas sexuais, sob os olhares estimulantes e compreensivos dos orientadores educacionais.

Nas universidades, os representantes do mais tolo mito do século, o mito do JOVEM, elaboram os programas, impõem e depõem os mestres e dirigentes, sob o pastoral treinamento, nas universidades católicas, de sacerdotes mais imaturos que eles e que os orientam conforme a moral permissiva e a linha subversiva.

As nações, na desarvorada corrida para a tirânica democratização, já atingiram, ou estão prestes a atingir, o mais que perfeito regime da desordem institucionalizada de um Chile, de um Argentina ou dos ensaios brasileiros pré-64.

Entre os católicos o vírus do desconcerto infiltrou-se em proporções alarmantes. Os detentores do poder sagrado, por pusilanimidade, por irresponsabilidade, por comodidade, por estupidez, ou, o que é mais provável, por tudo isso junto, entregaram de mãos beijadas o governo às conferências episcopais, às comissões de peritos, que funcionam como imensas máquinas manipuladas pelos técnicos da pastoral. Um poder invisível, onipresente e onipotente, age como um rolo compressor, esmagando o doce e paterno cuidado dos pastores. Estes, submissos e silenciosos, no clima asfixiantes dos diálogos, assinam tudo o que os secretários das linhas pastorais 1, 2, 3, etc. lhes enviam para que livremente não deixem de aprovar. O resultado do funcionamento dessa burocracia eclesiástica é, além das estatísticas e das verbas astronômicas dispendidas, a orientação para uma vida cristã onde em moral vale tudo e, em doutrina, nada vale a verdade transmitida há dois mil anos.

O princípio norteador da Grande Revolução é a quebra da ordem pela destruição da hierarquia, da imagem do pai, do sacerdote e do príncipe.

A subordinação livre e consciente do homem ao homem na família, na cidade e na religião, força propulsora da ordem e da paz, é uma continuação da subordinação ao Criador, ao Pai Eterno. Se tudo no Universo a Deus se subordina e a Ele se relaciona como ao Criador, desde as suas origens a criatura humana a Deus se liga como ao Pai. Porque Deus concedeu ao homem algo do seu próprio ser, da sua própria vida: a inteligência, pela qual penetra no mistério da essência das coisas; a graça, num plano mais alto, que permite ao homem pela fé, nesta vida, e pela visão, na outra, perscrutar as profundezas de Deus.

Deus é Pai porque gerando o homem pelo sêmen da graça fá-lo ser de um modo ainda mais pleno a sua imagem e semelhança. O nome que mais convém a Deus, enquanto fonte dessa vida divina em nós, é o de Pai. Pai que está sempre a nos lembrar as nossas humildes origens do nada e as nossas grandiosas origens no amor e na misericórdia divina; a nossa dependência, a nossa fraqueza.

Em piedoso reconhecimento dessa paternidade divina, que nos tirou do nada para o ser, de criatura, para filhos de Deus, na qual se encontra o sentido último de toda autoridade humana, exclama S. Paulo: “Eu dobro os meus joelhos diante do Pai, do qual toda paternidade no céu e na terra tira o seu nome”. (Ef., 3, 14).

A Grande Desordem que contemplamos, conseqüência natural da Grande Revolução que o “inimigo do homem” declarou contra o Filho do Homem nos tempos modernos, tem por força motriz a desobediência. Mas desobediência qualificada por um novo aspecto, pois quem promove agora a subversão é a própria autoridade, como que pressionada por um inevitável impulso suicida.

Os pais pelas atitudes de fraqueza, educam os filhos para a desobediência. Os governos tolerantes de um Frei, no Chile, de militares fracos, na Argentina, levaram essas duas nações à desordem total. Pela tática renúncia dos governantes ao poder, muitas outras nações caíram nas mãos da desordem organizada dos regimes marxistas. Quem entre os católicos fala oficialmente pregando a revolta do filho ao pai, do povo ao governo, não são os fiéis, são os próprios membros do corpo docente consagrados para ensinarem aos homens a piedade, a paciência, a submissão e a paz.

O processo revolucionário dirigido pelo “pai da mentira” contra o Pai Eterno só poderá ser detido pela contra revolução dos filhos de Deus que contemplam no superior a imagem do Pai. A mais terrível arma do “filho das trevas” contra o Pai das Luzes é ter conseguido arrancar dos corações o sentimento de piedade, de respeito e de amor aos pais. As palavras de S.Paulo dirigidas para a comunidade familiar, onde a ordem social encontra a sua fonte, poderão, com as devidas transposições, ser aplicadas a todas as esferas da sociedade dos homens. “Filhos, obedecei os vossos pais no Senhor, porque isso é justo. Pais, não exaspereis vossos filhos, mas educai-os na disciplina e na correção conforme o Senhor”. (Ef., 6. 1;4).

Editorial da Revista Permanência, no. 57, Julho de 1973

22 de janeiro de 2011

A Educação Cristã dos Filhos - Santa Catarina de Sena

Carta 156
Para João Perotti

1 - Saudação e objetivo

Caríssimo e muito querido filho (João Perotti, casado com dona Lippa, era de Luca, Catarina lhe escreveu as cartas 156 e 160), no doce Cristo Jesus, eu Catarina, serva e escrava dos servos de Jesus Cristo, vos escrevo no Seu precioso sangue, desejosa de vos ver como autêntico pai que nutre, orienta e governa vossa família no santo temor de Deus, de modo que vós sejais uma árvore frutífera e vossos filhos sejam bons e virtuosos.

2 - Na educação, Cristo é o exemplo

Meu filho, sabeis que uma árvore, para produzir frutos, deve ser de boa qualidade e bem formada. Assim, afirmo que vossa alma também deve ser formada no autêntico e santo temor e amor de Deus. Se por acaso disséssemos: "Eu não sei como aperfeiçoar-me", eis que o Verbo, Filho de Deus, tornou-se nosso exemplar. Ele disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida". Quem vai por esse caminho, não poderá errar e produzirá o fruto da vida.

Essa vida alimentará os vossos filhos espirituais, mas sobretudo os filhos naturais, que receberão o perfume e a essência daquela vida.

Qual foi a maneira de viver do bondoso Mestre, o imaculado Cordeiro? Ele viveu em profunda humildade. Sendo Deus, humilhou-se diante dos homens. Sua vida foi de sofrimentos, tormentos, acusações, dores e cansaços e por fim acabou na terrível morte de cruz.

Desprezando prazeres e satisfações pessoais, sempre caminhou pelas estradas mais humildes e desprezadas. E qual foi o resultado dessa caminhada para nós? Que qualquer pessoa pode segui-lO, se quiser. Já ouviste contar de um ato de paciência semelhante ao Seu, quando estava pregado na Cruz? Ao grito dos judeus: "Crucifica-o", Ele respondia: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23,34).

Desmedida bondade divina! Além de perdoar, apresenta justificações ao Pai! Cristo é um manso Cordeiro e d'Ele ninguém ouviu qualquer queixa. Ele nos revelou um grande amor, pois foi o amor que O conservou pregado na Cruz. Não foram os cravos, nem a madeira. Unicamente o amor. Cristo foi obediente ao Pai celeste, nunca pensou em Si, mas somente na glória do Pai e em nossa salvção.

Meu bondoso filho, eis o caminho que desejo que sigais, para serdes um bom pai, nutrindo vossa alma e a alma dos filhos que Deus vos deu, fazendo-os crescer de virtude em virtude.

Lembrai-vos, porém, que não podemos obter as virtudes por nós mesmos. Somos todos árvores silvestres. Temos de fazer um enxerto naquela doce árvore de Cristo crucificado, mediante o amor e o desejo. Vendo-nos tão amados por Cristo que por nós deu a vida, sentimo-nos obrigados a formar uma só coisa com Ele.

Inebriada de amor, a pessoa não aceita seguir outro caminho senão o seu Mestre. Despreza o prazer e as consolações do mundo, porque Cristo os evitou. Ama a virtude, despreza o vício. Prefere morrer a ofender o Criador. Nem suportará que os próprios filhos e a família O ofendam. Repreenderá até, como autêntico pai. E quanto pode, exige que sigam o próprio exemplo.

É sobre isso que vos peço atenção. Lembranças à vossa família e muitas recomendações à mãe e à esposa. De modo especial abençoai aquela filha, que eu quero que seja religiosa e consagrada a Cristo.

3 - Conclusão

Nada mais acrescento. Permanecei no santo e doce amor de Deus. Jesus doce, Jesus amor.

21 de dezembro de 2010

Da dignidade de São José, Esposo da Virgem Maria

Iacob autem genuit Ioseph, virum Mariae, de qua natus est Iesus ― «Jacob gerou a José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus» (Mat. 1, 16)



Sumário: Para formarmos uma ideia da dignidade de São José, basta ponderarmos que, na qualidade de esposo de Maria e chefe da sagrada Família, tinha verdadeiros direitos sobre a Mãe de Deus e seu divino Filho, que assumiram a obrigação de lhe obedecer, e lhe obedeceram em tudo. Quanto devemos, pois, honrar àquele a quem Deus honrou tanto! Quanto devemos confiar na eficácia de sua proteção! ― E tu, és-lhe realmente devoto?... Recorres prontamente a ele em tuas necessidades?


I. Considera em primeiro lugar a dignidade de São José por ser esposo de Maria. Nesta qualidade adquiriu o direito de lhe dar ordens, e Maria, na qualidade de esposa, assumiu a obrigação de obedecer a São José. O humílimo São José nunca se serviu de mandos para com a santa Virgem, mas somente de pedidos, por venerar nela a grande santidade e a dignidade de Mãe de Deus. A humílima Esposa, porém, entre todas as criaturas a mais humilde, considerava sempre aqueles pedidos como outras tantas ordens. ― Ó Maria, ó José, ó Esposos santíssimos, que por vossa grande humildade vos fizestes tão amados de Deus, suplico-vos que me alcanceis o perdão de todos os meus atos de soberba, e a graça de sofrer d’aqui por diante com paciência todos os desprezos e injúrias que me vierem da parte dos homens, porquanto hei merecido ser pisado aos pés dos demônios no inferno.

Considera em segundo lugar a alta dignidade de São José por lhe ser conferido por Deus o ofício de pai de Jesus Cristo: Et erat subditus illis (Luc. 2, 51) ― «E era-lhes submisso». Quem é que estava submisso? O Rei do mundo, o Filho de Deus e também verdadeiramente Deus todo-poderoso, eterno, perfeito, em tudo igual ao Pai. Este é quem na terra quis estar submisso a São José. Por si mesmo não tinha José autoridade sobre Jesus, por não ser o pai verdadeiro, mas tão somente o pai putativo. Como esposo, porém, e chefe de Maria, foi o chefe também de Jesus Cristo, enquanto homem, por ser o fruto das entranhas de Maria. Quem é dono de uma árvore, o é também dos frutos.

Eis porque a Beata Virgem o chamou pai de Jesus: Pater tuus et ego dolentes quaerebamos te (Luc. 2, 48) ― «Eu e teu pai angustiados te procuramos».

Foi portanto a São José, como chefe daquela pequena Família, que coube o ofício de mandar, e a Jesus o de obedecer; de sorte que Jesus nada fazia, não se movia, não tomava alimento nem repouso, senão segundo as ordens de José. Ó dignidade inefável!


II. Devemos honrar muito aquele a quem Deus mesmo tanto tem honrado. E grande confiança devemos pôr na proteção de São José, que viu nesta terra o Senhor do mundo submisso às suas ordens. Escreve Santa Teresa: «O Senhor nos quis dar a entender que, assim como na terra quis ficar submisso a São José, assim faz agora no céu tudo o que o Santo lhe pede».

Meu santo Patriarca, pela grande reverência que, como a seu esposo, vos teve Maria, rogo-vos que me recomendeis a ela, e me alcanceis a graça de ser o seu verdadeiro e fiel servo até à morte. E pela submissão que na terra vos mostrou o Verbo encarnado, obtende-me a graça de lhe obedecer e de amá-lo perfeitamente. No céu Jesus se compraz em conceder todas as graças que vós pedis em favor daqueles que a vós se recomendam. Eu também, miserável como sou, me recomendo a vós, escolho-vos por meu advogado especial e prometo honrar-vos cada dia com algum obséquio particular. Meu Pai, São José, por piedade, alcançai-me aquela graça que vós sabeis ser mais útil à minha alma, e especialmente a virtude da santa pureza.

«Sim, glorioso São José, pai e protetor das virgens, guarda fiel, a quem Deus confiou Jesus, a mesma inocência, e Maria, a virgem das virgens, eu vos peço e conjuro por Jesus e Maria, este duplo depósito a vós tão caro, com vosso eficaz auxílio dai-me conservar meu coração isento de toda mancha, e que, puro e casto, sirva constantemente a Jesus e Maria em perfeita castidade»[1]. ― E vós, ó Mãe de Deus e minha Mãe Maria, pela santa humildade e obediência com que executastes tudo que vosso santo Esposo José vos pedia, alcançai-me de Deus a graça da santa humildade e da perfeita obediência a seus preceitos divinos[2].

[1] Indulgência de 100 dias.

[2] Esta meditação, embora não se ache nas obras completas de Santo Afonso, é todavia do santo Doutor.

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Santo Afonso Maria de Ligório. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Primeiro: Desde o primeiro Domingo do Advento até Semana Santa inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 324-326.

2 de dezembro de 2010

Roupas para a Missa e o decoro na Casa d...

Roupas para a Missa e o decoro na Casa de Deus




Por Melissa Bergonso

Você já se perguntou como deve ir vestido(a) à Igreja? Se sim, louvado seja Deus. Infelizmente, nem todas as pessoas têm essa preocupação. Não é porque vamos à Igreja que não precisamos nos arrumar bem, é justamente o contrário! Quando digo sobre nos arrumarmos bem, não estou dizendo em questão de “elegância”, e muito menos de modismos, mas de decência e de decoro. A Casa de Deus não é qualquer casa, muito menos um lugar qualquer. Lamentavelmente, as pessoas têm a idéia errada de que a Casa de Deus é igual à “casa-da-mãe-joana”, e adentram nela vestidas bastante “à vontade”, quando não desleixadas ou mesmo irreverentes. A Igreja é um lugar Santo, pois ali reside Nosso Senhor na Hóstia Consagrada dentro do Sacrário, e é por este motivo que devemos estar bem apresentáveis (com decoro e decência) quando adentramos no Santo Templo de Deus.

Quando vamos à casa de alguém importante nos vestimos do melhor modo possível. Quando vamos a um casamento, colocamos nossas roupas mais bonitas. Se tivéssemos que visitar algum rei nos vestiríamos do modo mais apresentável e respeitável possível. Garanto que ninguém vestiria bermuda e chinelo em nenhuma das circunstâncias que citei. Pois bem, na Igreja reside o Rei dos reis, Senhor dos senhores, e tem gente que insiste em ir lá vestida com trajes inapropriados, quase praianos. Para Deus devemos nos apresentar com o maior zelo possível, da melhor forma possível de acordo com a condição de cada um. Vestir-se bem na presença de Deus não implica em usar roupa chique, mas em usar roupa modesta! Portanto, vestir-se bem é sinônimo de modéstia.

Roupas para ir à Igreja e à Santa Missa

Antigamente as pessoas usavam o termo “roupa de domingo” para as roupas usadas para ir à Missa; não raro era somente uma peça de roupa! e era só para ir à Santa Missa mesmo, no domingo. Nos demais dias, a “roupa de domingo” ficava guardadinha, esperando a próxima Missa! E como era boa e respeitosa essa época, as mulheres com seus vestidos modestos e comportados, usando véu na Igreja, e os homens com trajes simples, sociais, mas modestos e de muito bom gosto!

Como hoje já não se comenta mais sobre as roupas adequadas para homens e mulheres irem à Igreja e à Santa Missa, farei algumas descrições e considerações gerais, na medida do possível, acerca de roupas femininas e masculinas.
Vestimentas femininas


As roupas femininas ideais para as mulheres irem à Igreja e à Santa Missa são:

Saias: devem ser abaixo do joelho pelo menos uns 20 cm (aproximadamente até a metade da canela), de modo que mesmo sentando os joelhos ainda fiquem cobertos;

Blusas: não podem ser cavadas nem decotadas, devem ser com mangas pelo menos até a metade do braço[1]. O ideal é que as mangas, no comprimento mínimo, sejam pelos cotovelos e o decote não passe de dois dedos sob o poço da garganta[2].




Vestidos: devem seguir o mesmo esquema da saia para a parte de baixo e da blusa para a parte de cima[3].

Véu: deve preferencialmente ser branco para as solteiras e preto, marfim ou cinza para as casadas. O véu é um símbolo da “mulher como Maria”. O véu também simboliza a humildade de Maria e sua submissão à vontade Deus, além de “esconder nossa glória e beleza”, que pertencem a Deus e ao nosso marido somente. Além de tudo, o véu ajuda a nos concentrarmos nas orações sem ficarmos olhando para o lado distraídas com o “penteado da vizinha”, entre outras coisas.

JAMAIS se deve ir à Missa com roupas justas, com o colo de fora, mostrando partes dos seios, ou com os ombros, as costas, a barriga e as pernas de fora ou expostas sob roupas colantes. Além de ser vulgar e indecoroso, é desrespeitoso para com Deus e para com o Sacerdote que celebra a Santa Missa.




Vestimentas masculinas


Calças: devem ser discretas, de tons neutros, de preferência sociais.

Camisas: devem ser discretas, sóbrias, de preferência sociais e de mangas longas.

JAMAIS se deve ir à Missa de regatas e bermudas! Além de ser sinal de desleixo (pois Igreja não é ambiente praiano nem barzinho), é falta de respeito para com Deus.


Algumas observações: calça x véu



Há muitas pessoas que defendem a “tese” de que calça comprida (jeans, social etc.) também combina com o uso do véu. Porém, como alguém pode velar a cabeça mas não se importar em deixar o contorno do seu corpo à mostra? A calça comprida não é vestimenta para uma mulher que realmente quer imitar em tudo a Santíssima Virgem, pois essa peça de roupa não é feminina, muito menos modesta. Falar isso não é ser puritano, nem mesmo tradicionalista radical. Uma mulher que busca velar sua cabeça deve também buscar velar o corpo, e uma calça não vela o corpo, delineia-o muito mais do que deve[4].

O véu deve ter um significado muito maior do que simplesmente “combinar com saia”. O uso do véu significa velar-se para Deus, esconder-se do mundo, fazer-se como Maria. A Virgem Santíssima jamais usaria uma calça comprida. Não entendo porque ainda as mulheres se prestam a defender o uso dessa vestimenta como correto e bom, sendo que santos, como o Padre Pio, criticavam-na e abominavam-na completamente.

Nossa Senhora é modelo perfeitíssimo de modéstia e em todas suas aparições [levemos em conta aqui as aprovadas pela Igreja] ela jamais veio trajada com calças ou roupas semelhantes, mas sempre veio com seu lindo e longo vestido, com um manto Lhe cobrindo o vestido e o véu Lhe cobrindo a cabeça. Nós, mulheres, devemos imitá-la nesse sentido: cobrir nosso corpo e velarmo-nos para Deus. Devemos ter todo o cuidado de não sermos a “atração da igreja”. Há mulheres que de tão mal vestidas tornam-se o “espetáculo” da Missa. Lembremos sempre da figura de Maria: modesta, recatada, recolhida e absorta em oração. Esse deve ser nosso porte dentro da igreja e durante a Santa Missa.

Considerações finais

Em relação ao decoro e à modéstia na Casa de Deus, devemos ser zelosos e procurar imitar e chegar o mais próximo das virtudes e da modéstia de Nossa Senhora [para as mulheres] e de São José [para os homens]. Claro que não é a roupa em si que confere a um católico o título de “bom” ou de “ruim”, mas todo um conjunto de práticas interiores e exteriores. Neste sentido, podemos dizer que a veste é um pequeno detalhe, é uma exteriorização da alma de certa forma, porém não é menos importante do que as virtudes interiores. Tudo é um conjunto, o interior e o exterior. À medida que crescemos na Fé e nas Virtudes Cristãs, nosso amadurecimento espiritual vai ficando evidente em nosso exterior, na maneira de nos portarmos, agirmos e vestirmos. Portanto não há desculpa para nos comportarmos mal ou nos vestirmos impudicamente, pois o exterior reflete o interior.

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[1] Devido a condições de mercado impossíveis de alterar, as mangas curtas são toleradas, temporariamente, com Aprovação Eclesiástica, até que a feminilidade Cristã se volte de novo para Maria, como o modelo do Pudor no vestuário”. (Normas Marianas: A Modéstia no Vestir – Item 2). Disponível em Fátima.org.
É também importante ter em mente que a manga protege os movimentos dos braços, não permitindo que as axilas, partes dos seios e/ou o sutiã sejam expostos. Por este motivo, não se deve usar blusas que não tenham nenhum tipo de manga, como por exemplo, regatas, blusas de alças e Cia, pois elas ferem a modéstia.

[2] Frase dita pelo Cardeal Donatto Sbaretti em 1930: “Um vestido não pode ser chamado decente se é cortado na largura de mais de dois dedos sob o poço da garganta, que não cubra os braços pelo menos até os cotovelos, e mal chegue até um pouco abaixo dos joelhos. Além disso, os vestidos de materiais transparentes são impróprios”. A medida de dois dedos sob o poço da garganta equivale a um decote de mais ou menos 3 cm. Já as Normas Marianas dizem o seguinte: “Os vestidos Marianas devem cobrir completamente o busto, peito, ombros, e costas, exceção feita à abertura do decote, desde que, abaixo da base do pescoço, essa abertura não exceda os cinco centímetros, tanto à frente como nas costas, e outros cinco centímetros na direção dos ombros”. (Normas Marianas: A Modéstia no Vestir – Item 3). Disponível em Fátima.org.

[3]Os vestidos Marianos não acentuam excessivamente o corpo: disfarçam, em vez de revelarem, as formas da pessoa que os usa. Um vestido Mariano deve ser uma cobertura de modéstia, ou seja, deve estar dentro das normas marianas do Pudor no vestuário (cf. Ponto 3) mesmo depois de se tirar o casaco, papa ou estola (no caso de vestidos de festa)”. (Normas Marianas: A Modéstia no Vestir – Itens 6 e 7). Disponível em Fátima.org.

[4] De forma geral, as calças compridas são feitas para delinear o corpo feminino e para salientar as formas femininas. Os cortes modernos, especialmente os das calças jeans, são cortes que evidenciam a sensualidade feminina, e procuram enfatizar as partes do corpo (bumbum, quadril e coxas) que deveriam estar devidamente cobertas e protegidas. Por este motivo, o corpo feminino fica exposto, mesmo estando “coberto”, e isto favorece olhares impudicos e pode propiciar facilmente ocasiões de pecado para quem lança o olhar sobre uma mulher assim trajada.

Modelos de roupa?

21 de outubro de 2010

As oito bem-aventuranças de uma casa‏



1) Bem-aventurada a casa onde se reza, porque Deus habitará dentro dela.

2) Bem-aventurada a casa onde se guardam as festas, porque seus moradores tomarão parte nas festas do céu.

3) Bem-aventurada a casa de onde se não sai para frequentar diversões mundanas, porque nela reinará a alegria cristã.

4) Bem-aventurada a casa cujos filhos são logo batizados, porque nela se criarão bem-aventurados para o céu.

5) Bem-aventurada a casa na qual se pratica a caridade para com os pobres, porque o trabalho de seus moradores será abençoado por Deus.

6) Bem-aventurada a casa onde os que morrem recebem os santos sacramentos, porque sua morte será tranquila e cheia de esperanças.

7) Bem-aventurada a casa onde se ama a doutrina cristã, porque nela jamais faltarão as consolações da religião.

8 ) Bem-aventurada a casa na qual pais e filhos mutuamente se edificam pelos exemplos de virtude, porque a felicidade e o contentamento aí morarão também.

(As três chamas do lar, Pe. Geraldo Pires de Sousa, p.374-375)