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25 de fevereiro de 2015

Os 11 maiores mitos sobre a Idade Média (reveja seus conceitos)

Os 11 maiores mitos sobre a Idade Média (reveja seus conceitos)

A chamada Idade das Trevas, período que compreende o continente europeu entre os séculos V e XV, é uma era misteriosa, sobre a qual aprendemos na escola uma série de “verdades” bizarras acerca de como os homens viviam, suas crenças, leis, sempre com um viés recheado de ignorância e inferioridade em relação aos tempos modernos. Muitas crenças indevidas foram difundidas sobre a vida nessa época, generalizando fatos que, muitas vezes, eram restritos a certos grupos, ou lendas infundadas, como a de que o homem medieval acreditava que a Terra era achatada, ou que todos eram totalmente obedientes à religião, que as mulheres não tinham direito algum. Selecionamos os 11 mais interessantes e fizemos a tradução do artigo, incrementando com mais informações pesquisadas sobre cada um dos mitos citados:

26 de julho de 2014

Uma conversão, pelo Sagrado Coração de Jesus

Um pecador convertido testemunha:

    "Na véspera de minha Primeira Comunhão prometi solenemente a Jesus amá-lo sempre... Mas, ai! fui vítima dessas pragas terríveis que, hoje em dia, fazem tantos perderem a virtude e a honra: as más companhias e as leituras perigosas.
     Aos vinte anos era o maior libertino de minha cidade. Trinta anos seguidos acrescentei feridas sobre feridas.
     Por acaso, passei por Paray-le-Monial. A cidade estava em festa. Surpreso, aproximei-me de uma mulher e perguntei:
    - Que é que está acontecendo?
    - Como? O sr. não sabe? É a grande peregrinação, respondeu ela.
    - Para quê?
    - Para honrar o Coração de Jesus.
    - O Coração de Jesus? onde está? posso vê-lo?
    - Não se pode ver. O Sagrado Coração manifestou-se a uma religiosa da Visitação, Santa Margarida Maria, e recomendou-lhe que trabalhasse para que este Coração fosse honrado por todos os homens.
    - Onde fica a Visitação?

19 de agosto de 2013

O Fim do Sacerdócio

O fim do Sacerdócio

I

O Sacerdócio, aos olhos dos santos, é um encargo terrível

Dizia S. Clemente de Alexandria que os que estavam verdadeiramente animados do Espírito de Deus, se encontravam possuídos de temor ao receberem o sacerdócio, como um homem que treme à vista dum fardo enorme, que lhe vão lançar sobre os ombros, com perigo de ele ficar esmagado72. Santo Efrém nos diz que não encontrava ninguém que quisesse ser ordenado de presbítero (Ep. ad Joan. hieros.). Um concílio de Cartago decretou que os que fossem julgados dignos do sacerdócio e o recusassem, podiam ser obrigados a deixar-se ordenar. “Ninguém, dizia S. Gregório de Nazianzo, recebe de boa vontade o sacerdócio”73. Refere o diácono Pôncio que S. Cipriano, ao saber que o queriam ordenar sacerdote, correra a esconder-se por humildade: Humiliter secessit (Vita S. Cypr.). O mesmo fez, por igual motivo, S. Fulgêncio. Prevendo que ia ser eleito, correu a esconder-se num lugar desconhecido74. Refere Sozomeno que também Sto. Atanásio fugira para não ser elevado ao sacerdócio. Santo Ambrósio fez grandes resistências, como ele próprio afirma75. S. Gregório procurou disfarçar-se em trajo de negociante para escapar à ordenação, apesar de Deus ter mostrado por milagres que o chamava à ordenação.

28 de julho de 2013

Sermão de Santo Antônio, do Padre Antônio Vieira.


Sermão de Santo Antônio, do Padre Antônio Vieira.
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Edição de Referência:
Sermões.Vol. XI Erechim: EDELBRA, 1998.

SERMÃO DE SANTO ANTÔNIO

Panegírico e Apologético, contra o nome que vulgarmente em Roma, na Igreja dos Portugueses, se lhe dá de Santo Antonino.

Qui fecerit et docuerit, hic Magnus vocabitur. [1]


§ I


Assunto do sermão: Os agravos do nome de Santo Antônio em Roma. O nome de Antônio Magno, a quem o deu Roma? Se o Evangelho tão conhecidamente promete o nome de Magno ao nosso Antônio, por que lho nega aquela cidade, que contém em si a regra do mesmo Evangelho? Se Roma dá o nome de Máximo a Fábio e a Valério, por que o não daria a Antônio?

Desgraça é minha e nossa, e não sei se diga do mesmo santo que celebramos, que quando havíamos de levantar troféus, seja necessário tomar as armas, e defender dentro em Roma a quem tanto merecia triunfar nela. Eu, que hoje havia de fazer panegíricos, sou obrigado a desfazer agravos. E que agravos? Os agravos do nome de Santo Antônio em Roma. Em Roma, cabeça e adoração do mundo; em Roma, mãe universal de todos os peregrinos, os agravos daquele peregrino português, que a pés descalços a visitou com tanta devoção, a edificou com tantos exemplos, a ilustrou com sua doutrina, e a admirou e fez admirável com o prodígio estupendo de seus milagres! Celebra hoje Portugal a Santo Antônio de Lisboa, Itália a Santo Antônio de Pádua, e já este não era pequeno agravo, mas é força dissimular os menos grandes, para acudir aos maiores. Não determino disputar com Pádua de tão longe: com Roma é o meu pleito, de Roma é a minha queixa, e não menos bem-fundada que no mesmo texto do Evangelho que propus.

Qui fecerit et docuerit, hic Magnus vocabitur (Mt. 5, 19): Aquele que fizer e ensinar - diz Cristo - esse terá o nome de Magno. - Não pode ser a lei mais clara. Agora, diga-me Roma, o nome de Antônio Magno, a quem o deu. Não o deu ao Antônio de Portugal, senão ao Antônio do Egito. Ele é o que se nomeia e venera com a antonomásia de Magnus Antonius. Pois, se o Evangelho tão conhecidamente promete o nome de Magno aos merecimentos do nosso Antônio, por que lho nega aquela cidade, que contém em si a regra do mesmo Evangelho? Por que lho nega, e o dá a outro? Dir-me-á porventura Roma que o outro Antônio foi muitos anos primeiro, e que quando o nosso veio ao mundo, já o nome estava dado. Mas lembra-me a este propósito o que já disse Tertuliano à mesma Roma: Não fostes vós, meu santo, o que tardastes, senão ela a que se apressou. Argúi Tertuliano aos primeiros que canonizaram os deuses gentílicos, e diz que ficaram sem altares e sem nome os que melhor o mereciam, não porque a antigüidade os quisesse excluir, senão porque se apressou: Properavit opinor: Fez deus da guerra a Marte? Properavit, porque, se não se apressara tanto, fora deus da guerra Cipião. Fez deus das musas a Apolo? Properavit, porque, se esperara mais, fora deus das musas Homero. Fez deus da medicina a Esculápio? Properavit porque, se aguardara mais tempo, fora deus da Medicina Hipócrates. Fez deus das ciências a Mercúrio? Properavit, porque, se não se adiantara tanto, fora deus das ciências Aristóteles. Eu não nego, antes venero e adoro as excelências do grande Antônio africano; só tenho para mim que, se o mundo, e a cabeça do mundo, se não antecipara, pode ser a grandeza daquele nome não a consagrara ao da África, senão ao da Europa; ao português, e não ao egípcio.

Mas, porque o meu intento não é tirar o direito adquirido, senão defender o tirado, já que o nome de Magno se deu àquele Antônio, por que se não havia de dar também ao nosso: Hic Magnus vocabitur? Se entre os capitães houve um nome de Magno para Alexandre, e outro para Pompeu; se entre os pontífices houve um nome de Magno para Leão, e outro para Gregório; se, onde não havia nem podia haver comparação, houve um nome de Magno para Cristo: Hic erit Magnus (Le. 1, 32) - e outro para o Batista: Erit coram Domino (ibid. 15) - por que se não daria o nome de Magno ao nosso Antônio, assim como se tinha dado ao outro? Vejo que me pode responder Roma que os nomes se fizeram para distinção das pessoas, e que, havendo dois Antônios, ambos Magnos, não se distinguiam. Venho nisso; mas distinguirá Roma aos Antônios, como distinguiu aos Fábios e aos Valérios. Já que ao primeiro Antônio tinha chamado Magno, ao segundo chamara-lhe Máximo. E vede se o merecia. A dois heróis - como notou Plutarco - deu Roma o nome de Máximos: a Fábio, porque restituiu as perdas do Império; a Valério, porque reconciliou o povo com o Senado. Pois, se Roma dá o nome de Máximo a Fábio, por restituidor das perdas, por que o não daria a Antônio, que tem por graça e por ofício restituir todas as coisas perdidas? Tanto o tem por ofício e por obrigação, que na nossa terra o prendemos como devedor, para que as restitua. E se Roma deu o nome de Máximo a Valério, por reconciliador da plebe com o Senado, por que o não daria a Antônio, que não só reconciliou com Deus tanta infinidade de almas, que andavam fora de sua graça, mas reconciliou com a mesma Igreja romana tantos hereges, tantas seitas, tantos heresiarcas, que por isso lhe chamaram Martelo das Heresias: Perpetuas haereticorum malleus?

26 de julho de 2013

Santa Catarina: «Um querubim em hábito de mulher, ou um rosto de mulher com entendimento e asas de querubim»



Sermão de Santa Catarina (1663),
de Padre António Vieira.

Quinque autem ex eis erant fatuae, et quinque prudentes (1).

I
A casa que edificou para si a Sabedoria: Sapientia aedificavit sibi domum (2)era aquela parte mais interior e mais sagrada do Templo de Salomão, chamada por outro nome Sancta Sanctorum. Levantavam-se no meio dela dois grandes querubins, cujo nome quer dizer sábios, e são entre todos os coros dos anjos os mais eminentes na sabedoria. Com as asas cobriam estes querubins a Arca do Testamento, e com as mãos sustentavam o propiciatório, que eram os tesouros e o assento da Sabedoria divina. A Arca era o tesouro da Sabedoria divina em letras, porque nela estavam encerradas as tábuas da lei, primeiro escritas, e depois ditadas por Deus; o propiciatório era o assento da mesma Sabedoria em voz, porque nele era consultado Deus, e respondia vocalmente, que por isso se chamava oráculo. As paredes de toda a casa em roda estavam ornadas com sete palmas, cujos troncos formavam outras tantas colunas, e os ramos de umas para as outras faziam naturalmente seis arcos, debaixo dos quais se viam em pé seis estátuas, também de querubins. Esta era a forma e o ornato da casa da Sabedoria, edificada por Salomão, porém traçada por Deus, e não se viam em toda ela mais que querubins e palmas, em que a mesma Sabedoria, como vencedora de tudo, ostentava seus troféus e triunfos. 

Mas se Deus naquele tempo se chamava Dominus exercituum, e se prezava de mandar sobre os exércitos e batalhas, e dar ou tirar as vitórias, parece que as estátuas colocadas debaixo de arcos triunfais de palmas não haviam de ser de querubins sábios, senão de capitães famosos. Não pareceria bem, debaixo do primeiro arco, a estátua de Abraão com a espada sacrificadora de seu próprio filho, vencendo a quatro reis só com os guardas das suas ovelhas? Não diria bem, debaixo do segundo arco, a estátua de Moisés com o bastão da vara prodigiosa, afogando no Mar Vermelho a Faraó, e triunfando de todo Egito? Não sairia bem, debaixo do terceiro arco, a estátua de Josué com o sol parado desfazendo o poder e geração dos gabaonitas, sem deixar homem à vida? Não avultaria bem, debaixo do quarto arco, a estátua de Gedeão com a tocha na mão esquerda e a trombeta na direita, metendo em confusão e ruína os exércitos inumeráveis de Madiã e Amalec? Não campearia bem, debaixo do quinto arco, a estátua de Sansão com o leão aos pés e a queixada do jumento na mão, matando a milhares dos filisteus? Finalmente, não fecharia esta famosa fileira a estátua de Davi com a funda e a pedra, derrubando o gigante e cortando-lhe a cabeça com a sua própria espada? Pois se estas seis estátuas famosas ornariam pomposamente a sala do Senhor dos exércitos, por que razão os arcos triunfais das palmas cobrem antes estátuas de querubins sábios, que de capitães valorosos? Porque é certo na estimação de Deus, ainda que alguns homens cuidem o contrário, que as vitórias da Sabedoria são muito mais gloriosas que as das armas, quanto vai das mãos à cabeça. Por isso quis o mesmo Deus que lhe edificasse a casa, não o pai, senão o filho, não Davi, o valente, senão Salomão, o sábio. 

Suposta esta verdade, que em toda a parte, e muito mais neste empório das letras, se deve supor sem controvérsia, acomodando-me à profissão do auditório e à celebridade do dia, só falarei de Santa Catarina hoje enquanto doutora e sábia. Lá diz Ezequiel que viu uma roda junto a um querubim: Rota una juxta cherub unum (Ez. 10,9). E que querubim é aquele, que tem a roda ao lado, senão Santa Catarina? Na casa da Sabedoria, a cada palma respondia um querubim; nesta, que também é da sabedoria, veremos um querubim com muitas palmas. O assunto pois do sermão serão as vitórias de Catarina, e o título: A sábia vencedora. Ave Maria.

25 de julho de 2013

O Porquê das Heresias


Do livro "As Grandes Heresias" 
de Monsenhor Cristiani

O Porquê das Heresias

Na oração sublime que os exegetas chamam "oração sacerdotal", Cristo pede ao Pai, com certa angústia, que os seus discípulos guardem para sempre a unidade: "Pai Santo, guarda em teu nome aqueles que me confiou, de modo que sejam um, como Nós... Não rogo somente por eles, mas também para aqueles que, movidos por sua pregação, creiam em mim, para que todos sejam um, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti, para que também eles também sejam um em Nós, a fim de que o mundo saiba que Tu me enviaste "(Jo XVII, 11, 20-24).

Cristo sabia o preço e a dificuldade da unidade, o que seria o principal sinal da verdadeira Igreja. Porém haveria divisões, rupturas da unidade, divergências de opinião, em uma palavra, heresias. Este é, de fato, o significado desta palavra de origem grega, que adotado pelo latim, foi quase desconhecido pela linguagem clássica, e, em vez disso, usado com freqüência pelos Padres da Igreja. De onde provém as heresias? Da diversidade de idéias, de características, temperamentos, e por fim, o próprio fato da liberdade humana. A Fé na Palavra de Deus é livre. Deus não força ninguém. Porém é inevitável que a fé exija por parte do homem um esforço de submissão e obediência. Esta obediência é uma opção. O papel das heresias é destacar essa opção. Por isso São Paulo disse: “É necessário que entre vós haja heresias para que possam manifestar-se os que são realmente virtuosos” (I Coríntios, XI, 19).

30 de abril de 2013

Quero ser Padre!

Aquele que havia de ser o fundador da Congregação do SS. Sacramento, o Pe Julião Eymard, parecia predistinado desde pequenino a ser um grande devoto da Eucaristia. Quando sua mãe, levando-o nos braços, ia à benção do Santissimo, o menino não se cansava de olhar para Jesus na custódia.
Ia com a mãe em todas as visitas à igreja e não se cansava nem pedia para sair antes dela.
Sua irmã Mariana, que tinha dez anos mais e foi sua segunda mãe, costumava comungar com frequência. O irmãonzinho, invejando-a, dizia:
- Oh! como você é feliz, podendo comungar tantas vezes; faça-o alguma vez por mim.
- E que pedirei a Jesus por você?
- Peça-lhe que eu seja muito mansinho e puro e me de a graça de ser padre.
Às vezes desaparecia durante horas inteiras. Procuravam-no e iam encontrá-lo ajoelhado num banquinho perto do altar, rezando com as mãos juntas e os olhos pregados no sacrário.
Antes mesmo do uso da razão ansiava por confessar-se; mas não o admitiam. Quando tinha nove anosquia aproveitar a festa de Natal para converte-se como dizia.
Apresentou-se ao vigário e depois ao coadjutor, mas, como estavam ocupados, não o entenderam.
Apresentou-se ao vigário e depois ao coadjutor, mas, como estavam muito ocupados, não o atenderam.
Partiu, pois, com um companheiro, em jejum, e, fazendo uma caminhada de oito quilometros sobre a neve, lá, na paróquia vizinha, coseguiu confessar-se.
- Como sou feliz - dizia - como estou contente! Agora estou puro!
- Que grandes pecados havia cometido?
- Ai! cometi muitos pecados em minha infância: roubei um quepe (boné) numa loja e, depois, arrependido, voltei e deixei-o em cima do balcão.
Para preparar-se para a primeira comunhão, começou a fazer penitências: Colocava uma tábua em baixo do lençol, jejuava e quando a fome apertava, corria a fazer uma visita ao Santissimo para esquecê-la.
Enfim, a 16 de março de 1823, chegou para ele o grande dia. Que se passou neste seu primeiro abraço com Jesus?
Quando o apertava ao coração, dizia-lhe:
"Quero ser padre! Eu prometo".


FONTE:  http://www.saopiov.org/2012/01/tesouro-de-exemplos-parte-21.html#ixzz2RRL6QRev

26 de dezembro de 2012

26 de Dezembro: Santo Estêvão Protomártir




Hierosolymis natalis sancti Stephani
Protomartyris, qui a Judaeis, non longe post
Ascensionem Domini, lapidatus est. (...}

Em Jerusalém, nascimento* de Santo Estêvão Protomártir
lapidado pelos judeus não muito depois da Ascensão do Senhor.

Do Martirológio Romano.

* nascimento para a vida eterna [n.d.t.]

15 de outubro de 2012

Como era forte Zélia Martin, a mãe de Santa Teresinha

Através de tantos altos e baixos de toda a espécie, ao lado do pai de família, em cuja imagem serena e grave havemos de fixar mais tarde, aparece-nos, crescendo e impondo-se cada vez mais, a ideal figura da mãe.

Como não admirar aquela mulher de saúde débil*, precocemente atacada de um mal implacável, atreita às nevralgias, às enxaquecas, à febre, e cujo rosto, como ela mesmo confessava, metia medo em certas ocasiões; que em quatorze anos teve nove filhos, em sessenta e quatro meses seis lutos, sem falar nas doenças de que era a enfermeira efectiva; que juntava aos cuidados da casa a direção de uma manufactura de rendas e que em momentos de afluência de trabalho "estava a pé desde as quatro e meia da manhã até às onze da noite"; que suportou o saque da sua casa e os abalos de uma crise econômica, sem nunca deixar diminuir a confiança nem alterar o bom humor? 

29 de setembro de 2012

São Miguel Arcanjo (II)


A devoção a São Miguel e o pensamento da Igreja

Deus exalta os humildes e resiste aos soberbos, dizem as Escrituras Santas. Quer no Antigo, que no Novo, São Miguel foi sempre muito amado e venerado pelo povo de Deus. O Senhor o constituiu guarda e protetor da nação israelita, como se lê no profeta Daniel: "Surgirá Miguel, grande Príncipe, que guardará o teu povo" (Daniel 12, 1). 

E quando da tomada da cidade de Jericó, São Miguel aparece a Josué e diz-lhe: "Eu sou o chefe dos exércitos do Senhor". Caindo Josué por terra, exclama: "Que manda o Senhor ao seu servo?" Retorqui-lhe o arcanjo: "Todos os homens de armas marcharão em torno da cidade uma vez por dia, durante seis dias; no sétimo, os sacerdotes seguirão à frente da Arca da Aliança, após o toque das sete trombetas. Logo que o som das trombetas, prolongado e nítido, ressoe aos vossos ouvidos, todo o povo soltará gritos clamorosos; nessa altura as muralhas da cidade desmoronar-se-ão e o povo penetrará nela cada um no lugar à sua frente."

E ao falar dos séculos futuros e sobretudo do que há de acontecer perto do Juízo final, o Anjo enviado por deus ao Profeta Daniel, diz-lhe estas palavras: "Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande príncipe que protege os filhos do teu povo. Será este um período de angústia tal, que não terá havido outro semelhante desde que existem nações até àquele tempo. Ora dentre a população do teu povo, serão salvos os que se encontrarem inscritos no Livro da vida eterna"(Daniel 12).

São Miguel Arcanjo

Quem é São Miguel? 

"Deus criou todas as coisas materiais e espirituais. O diabo e os outros espíritos malignos foram criados bons por Deus, mas tornaram-se maus por sim mesmos." (IV Concílio Ecumênico de Latrão - ano de 1215)

"Se alguém disse que satanás não foi criado ao princípio como anjo bom por Deus e que ele não é, pela sua natureza uma criatura de Deus, mas que ao contrário, saiu das próprias trevas e que não tem criador... que seja anátema." (Concílio de Braga - ano de 563)

"Creio em um só Deus, Pai onipotente, Criador do Céu e da Terra e de todas as coisas visíveis e invisíveis..."

17 de setembro de 2012

Nossa Senhora de Pontmain


NOSSA SENHORA DE PONTMAIN -  FRANÇA, 17 de Janeiro de 1871 

Em Janeiro de 1871, Paris está cercada pelo exército da Prússia que há três anos mantém prisioneiro Napoleão III. Pontmain situa-se entre a Bretanha e a Normandia

A aparição de Pontmain marca o fim da invasão prússica da Bretanha mas, pelo simbolismo dos diferentes quadros que se sucedem, ultrapassa o âmbito deste acontecimento.

17.30 h - Eugéneo Berbedette (12 anos), o irmão José (10 anos), e o pai pisam giestas numa granja para fazer cama para os animais.

Jeanette Detais, "a coveira", entra, interrompendo o trabalho, pondo-se à conversa sobre a guerra com o pai das crianças.  Eugénio sai "para ver o tempo".

A cerca de sete metros, por cima do telhado da casa dos Guidecoq, a uns seis metros de altura, Eugénio vê um sítio no céu com menos estrelas. Subitamente, por cima e ao meio do telhado, vê uma Bela Senhora sorridente que olha para a criança com um ar de bondade delicada e terna. Está vestida com um fato à oriental, amplo e de cor azul. Este fato azul (foi feita a associação com a cúpula da igreja de Pontmain, que naquela época estava pintada e salpicada de estrelas douradas), semeado de estrelas de ouro, vai do pescoço aos pés. As mangas são largas e descem até às mãos. A Senhora tem sapatos azuis como o vestido, e sobre o peito do pé, uma fita de ouro forma um anel semelhante a uma roseta bem desenhada. Um véu preto lançado para trás cai até metade das costas. A cabeça da Senhora está enquadrada por três estrelas em forma de triângulo. Tem uma coroa de ouro, espécie de diadema, duma altura de cerca de vinte centímetros, cingida por um galão vermelho mais ao menos a meio que se ia alargando como um cone truncado e voltado para baixo. A Senhora tinha as mãos estendidas e baixadas como na aparição da Medalha Milagrosa.

18 de agosto de 2012

A Revolução, o pecado e a Redenção – A utopia revolucionária

Dentre os múltiplos aspectos da Revolução, é importante ressaltar que ela induz seus filhos a subestimarem ou negarem as noções de bem e mal, de pecado original e Redenção.

1.       A Revolução é, como vimos, filha do pecado. Mas, se ela o reconhecesse, desmascarar-se-ia e se voltaria contra sua própria causa.

Explica-se, assim, por que a Revolução tende, não só a passar sob silêncio a raiz de pecado da qual brotou, mas a negar a própria noção do pecado. Negação radical, que inclui tanto a culpa original quanto a atual, e se efetua principalmente:

- Por sistemas filosóficos ou jurídicos que negam a validade e a existência de qualquer Lei moral ou dão a esta os fundamentos vãos e ridículos do laicismo.

- Pelos mil processos de propaganda que criam nas multidões um estado de alma em que, sem se afirmar diretamente que a moral não existe, se faz abstração dela, e toda a veneração devida à virtude é tributada a ídolos como o ouro, o trabalho, a eficiência, o êxito, a segurança, a saúde, a beleza física, a força muscular, o gozo dos sentidos, etc.

18 de maio de 2012

Os Sacrifícios da Antiguidade

Ser-nos-á bom examinar como os povos antigos ofereciam estes sacrifícios cruentos que repugnariam invencivelmente à razão do homem se não lhe tivessem sido impostos por uma justiça superior. Nos ritos, seguidos quase unanimemente, encontraremos um conjunto de símbolos que o homem jamais teria inventado e que somente o sacrifício da cruz podia esclarecer.

Tertuliano chama ao demônio de o falsário deste mundo, "interpolator huius saeculi" . Considerando o mundo um poema maravilhoso, poema que Deus não cessa de escrever um Seu louvor, Ele vê o demônio aplicado a corromper o texto divino deste poema. Contudo, sob o trabalho do falsário, se reencontra o texto original, que tem seu favor a prioridade do tempo.  Daí o famoso adágio do mesmo Tertuliano: "Hoc verum quod prius". "O verdadeiro é o que tem por si a antiguidade".

Este adágio verifica-se nos ritos religiosos dos povos antigos: debaixo de práticas idolátricas ou supersticiosas encontram-se cerimônias duma significação muito profunda. 

15 de março de 2012

Num Tribunal Revolucionário

Na revolução francesa de 1793, a igreja de São Pedro de Besançon foi entregue a um padre cismático. Os padres católicos, porém, fiéis às leis da Igreja, eram presos e assassinados pelos revolucionários.

Um dêstes padres, chamado João, ficara entre seus paroquianos disposto a sofrer tudo por Deus e pela Igreja. Andava disfarçado: botas largas, blusa de carroceiro, lenço grande ao pescoço e chicote em punho, lá ia pelas ruas visitando as casas de seus paroquianos. Levava pendurada ao cinturão uma caixinha em que se achava o necessários para administrar os sacramentos, bem como uma píxide de prata onde guardava o Santíssimo.

3 de fevereiro de 2012

Legenda de Fidelidade


Conta-se que em tempos muito remotos havia um convento de monjas agostinianas, perto da cartuxa de Monte Alegre. Havia entre elas — e era, por certo, a mais humilde — uma monja de família nobre, de alta linhagem e muito bela.

Numa tarde, um cavaleiro que habitava nos arredores do castelo desse lugar, por acaso viu-a no jardim, e de tal maneira impressionou-se por sua beleza, que não teve mais repouso. 

Desde então o cavaleiro rondava todas as noites o jardim do convento, chegando ao extremo de escalar os muros e cantar em frente à cela da enclausurada.

27 de novembro de 2011

Curiosidades sobre o TEMPO DO NATAL


Por Evaristo Eduardo de Miranda


Quem inventou a árvore de Natal? O inventor da árvore de Natal foi São Bonifácio, o apóstolo dos germanos ou evangelizador da Alemanha. Ele nasceu na Inglaterra em 672 e faleceu martirizado em 5 de junho de 754. Seu nome religioso, em latim Bonifacius, quer dizer “aquele que faz o bem”, e retoma o mesmo significado do seu nome saxão Wynfrith. Em 718 ele esteve em Roma e o Papa Gregório II enviou-o à Alemanha, com a missão de reorganizar a Igreja. Por cinco anos ele evangelizou territórios que hoje fazem parte dos estados alemães de Hessen e Turíngia. Em 722, foi feito bispo dos territórios da Germânia e, um ano depois, inventou a árvore de Natal, causando um certo impacto no meio ambiente germânico.


Quando surgiu a árvore de Natal? Em 723 São Bonifácio derrubou um enorme carvalho dedicado ao deus Thor, perto da atual cidade de Fritzlar, na Alemanha. Para convencer o povo e os druidas de que não era uma árvore sagrada, ele abateu-a. Esse acontecimento é considerado o início formal da cristianização da Alemanha. Algum dia estudarão o impacto ambiental da evangelização: na queda o carvalho destruiu tudo que ali se encontrava, menos um pequeno pinheiro. Segundo a tradição, Bonifácio interpretou esse fato casual como um milagre. Era o período do Advento e, como ele pregava sobre o Natal, declarou: “Doravante, nós chamaremos esta árvore de Árvore do Menino Jesus”. O costume de plantar pequenos pinheiros para celebrar o nascimento de Jesus começou e estendeu-se pela Alemanha e de lá para o mundo, dizem.

O Advento

Os domingos que precedem a festa do Natal são os quatro domingos do Advento. Representam os quatro grandes períodos durante os quais Deus preparou progressivamente os homens do Antigo Testamento para a vinda do Salvador: o tempo de Adão até Noé  e de Noé até Abraão, de Abraão até Moisés e de Moisés até Cristo. Nestes períodos a imagem do Salvador, que Deus mesmo descrevera pela boca de seus profetas, tornava-se cada vez mais nítida, e a aspiração dos justos pela vinda do mesmo mais intensa. Após a vinda do Redentor já se passaram 2.000 anos. Contudo, o divino Salvador quer renascer espiritualmente na alma de cada cristão, para cumulá-la com a abundância de graças que lhe mereceu pela redenção. Quanto mais preparada para tal fim se encontrar uma alma, tanto maiores serão as graças que Jesus lhe concederá no dia do seu nascimento. É, por isso, vontade da Santa Igreja que os fiéis se recordem do estado em que jazia o gênero humano antes da vinda do Salvador, meditem sobre o que seria o mundo sem Jesus, excitem em si um verdadeiro desejo de recebê-lo dignamente em seus corações. 

21 de novembro de 2011

Nossa Senhora Colegial

Festa da Apresentação de Nossa Senhora no Templo - 21 de novembro

O Evangelho nada nos diz, porém existe uma tradição antiga e venerada de que a Santíssima Virgem se educou no templo de Jerusalém, como muitas outras jovens de Israel.


A Igreja celebra a festa da Apresentação da Santíssima Virgem no templo. 

A vida daquelas jovens podia comparar-se com a das meninas que se educam num colégio; podemos pois chamar à menina Maria, colegial. Faremos o retrato com os dados que nos dá a tradição. As ocupações das jovens que viviam no templo, reduziam-se à oração e ao trabalho. Quando o sol começava a dourar os longínquos montes da Arábia, as jovens assistiam ao sacrifício matutino. Cobertas com o véu, inclinavam a cabeça e oravam pedindo a vinda do Messias Redentor. Depois dedicavam-se a trabalhar: cosiam os véus do altar, limpavam os vasos das oferendas e esfregavam o chão de mosaicos. Aquelas jovens faziam trabalhos primorosos. Umas volteavam com os seus dedos ágeis o fuso de cedro; outras recamavam de ouro, de púrpura e de jacintos os véus do templo; outras inclinadas sobre um tear ou um bastidor, confeccionavam delicados trabalhos de tapeçaria. As ocupações da mulher forte, que descreve a Sagrada Escritura, as que, segundo Homero, realizavam as antigas princesas. Ainda hoje chamam os orientais fio da Virgem a uns finíssimos trabalhos de renda, subtis como a névoazinha que sobe do fundo dos vales nas manhãs de outono.

17 de novembro de 2011

Universidades: genial criação da Igreja Católica

Universidade de Oxford
As cidades medievais foram o marco do aparecimento de uma das máximas criações medievais: a Universidade. Hoje elas estão tão difundidas no mundo que as pessoas custam acreditar que não existiram sempre. Entretanto, elas só conheceram a luz sob o bafejo da Igreja, em cidades que depois ficaram ilustres pelo seu caráter universitário: Coimbra, Oxford, Paris, Bologna, Salamanca... a lista é intérmina. 



Eis como o Prof. Thomas Woods se refere a esta genial criação da Igreja medieval, em livro recentemente publicado no Brasil: