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24 de março de 2016

A Páscoa Bizantina: Curiosidades sobre a cultura Católico-Ucraniana

Caríssimos, Salve Maria!

Para nossa Sexta-feira santa, em parceria com a capela maringaense de Rito Ucraino-católico, posto abaixo um resumo sobre as principais tradições pascais destes próximos dias.

Lembretes:
SEXTA-FEIRA, 25/03 haverá celebração às 15h00 na Capela São Pedro e São Paulo de Maringá-PR
SÁBADO, 26/03 haverá Divina Liturgia (Missa) às 18h00 na Capela São Pedro e São Paulo de Maringá-PR

Na semana santa, dentro das famílias cristãs ucranianas antigas, cada tinha tinha um trabalho predeterminado; na Segunda-feira Santa lavava-se a casa e todas as suas dependências, como também era o dia de se trabalhar na horta, principalmente semear os canteiros e hortaliças; na Terça-feira Santa toda roupa da casa, todos os panos deveriam ser lavados, secados e passados. Continuava-se a cuidar da horta; na Quarta-feira terminava-se o trabalho dos dias anteriores e começavam-se a preparar ovos para serem pintados. O chefe da família deva concluir o trabalho na lavoura e preparava lenha para o forno como também fazia faxina nas dependências ao redor da casa; até a Quinta-feira Santa, chamada de "Jêvney Tchetver" (Quinta-feira gorda), todos os trabalhos na lavoura deveriam ser terminados, porque na quinta-feita já começavam as festas da Páscoa. Neste dia, os que possuiam apiários, preparavam três velas de cera que eram enfeitadas com flores e ramos e com estas velas acesas o dono ficava em pé, na igreja, na Quinta-feira santa á noite durante a leitura dos doze evangelhos da Paixão, diante do Santo Sudário na  Sexta-feira Santa e durante as matinas da Ressurreição. Uma das ramificações da vela era dedicada ao Sol, outra aos falecidos da família e a terceira aos vivos. Neste dia, à noite, era lido os doze Evangelhos da Paixão e após essa celebração calam-se os sinos. Em muitas regiões a Quinta-feira Santa era o "Dia Santo dos Mortos" Acreditava-se que após a leitura dos doze Evangelhos da Paixão, quando o povo deixa a igreja, os mortos se reúnem com seus sacerdotes e cantores, também mortos, e celebram seu "Mertvetskyj Velykdenh" (Páscoa dos Mortos).

Recomenda-se a todos os fiéis a fazerem sua confissão (para aqueles que não têm o costume de confessarem-se mensalmente) e comunhão especialmente neste período.

21 de março de 2016

O Significado de Cada dia da Semana Santa

Domingo de Ramos
A Semana Santa começa com o domingo, chamado "Domingo de Ramos”, e que comemora a entrada de Jesus em Jerusalém. Este evento, está presente nos Evangelhos que contam a jornada de Jesus à cidade santa, para celebrar a sua última Páscoa, com os discípulos. À chegada, Jesus foi recebido com grande fervor e entusiasmo, nesta sua “entrada gloriosa” (Mt 21,1-11). Nos dias de hoje, os fiéis levam para a igreja ramos de oliveira, a fim de serem abençoados, como símbolo de sua fé. A procissão que introduz esta celebração, convida todos os cristãos a saudar, e acompanhar, o Senhor que entra em Jerusalém.
Segunda-Feira Santa

14 de abril de 2014

Uma explicação das tradições da Semana Santa na história da Igreja

Caríssimos Leitores,

Salve Maria!

Terminada as reformas no site, para alimentar o espírito da Semana Santa, enviamos o texto abaixo, traduzido por nós rapidamente do inglês.

In Xto,
Grupo S. Domingos de Gusmão.



Uma explicação das tradições da Semana Santa na história da Igreja.


NOMES - Na Igreja Grega a Semana Santa leva o título solene de "Grande e Sagrada Semana" (He hagia kai megale hebdomas). Na Igreja Latina o termo oficial é "Semana Maior" (hebdomada major). Os nomes populares são "Grande Semana" entre as nações eslavas e "Semana Santa" noutros países. O nome germânico Karwoche significa "semana de luto". Nos tempos antigos a Semana Santa era também chamada "Semana de Remissão", uma vez que os pecadores públicos eram absolvidos na Quinta-feira Santa. Outro nome era "Semana Laboriosa" (semaine peineuse) por causa do maior peso da penitência e jejum. Os fiéis  das Igrejas Orientais também chamam-na "Semana da Salvação".

OBSERVÂNCIA - Desde o início da Cristandade, esta semana foi sempre dedicada a uma comemoração especial da Paixão e morte de N. Senhor pela prática da meditação, oração, jejum e penitência. Depois das grandes perseguições, os imperadores cristãos das duas partes do Império Romano emitiram vários decretos proibindo não somente divertimentos e jogos, mas também o trabalho regular do comércio, negícios, profissões e côrtes. Os dias sagrados deviam ser livres das ocupações mundanas, inteiramente devotados aos exercícios religiosos. Todos os anos durante a Semana Santa, um edito imperial garantia o perdão à maioria daqueles detidos na prisão; nas côrtes, muitas acusações eram retiradas em honra da Paixão de Cristo.

19 de agosto de 2013

O Fim do Sacerdócio

O fim do Sacerdócio

I

O Sacerdócio, aos olhos dos santos, é um encargo terrível

Dizia S. Clemente de Alexandria que os que estavam verdadeiramente animados do Espírito de Deus, se encontravam possuídos de temor ao receberem o sacerdócio, como um homem que treme à vista dum fardo enorme, que lhe vão lançar sobre os ombros, com perigo de ele ficar esmagado72. Santo Efrém nos diz que não encontrava ninguém que quisesse ser ordenado de presbítero (Ep. ad Joan. hieros.). Um concílio de Cartago decretou que os que fossem julgados dignos do sacerdócio e o recusassem, podiam ser obrigados a deixar-se ordenar. “Ninguém, dizia S. Gregório de Nazianzo, recebe de boa vontade o sacerdócio”73. Refere o diácono Pôncio que S. Cipriano, ao saber que o queriam ordenar sacerdote, correra a esconder-se por humildade: Humiliter secessit (Vita S. Cypr.). O mesmo fez, por igual motivo, S. Fulgêncio. Prevendo que ia ser eleito, correu a esconder-se num lugar desconhecido74. Refere Sozomeno que também Sto. Atanásio fugira para não ser elevado ao sacerdócio. Santo Ambrósio fez grandes resistências, como ele próprio afirma75. S. Gregório procurou disfarçar-se em trajo de negociante para escapar à ordenação, apesar de Deus ter mostrado por milagres que o chamava à ordenação.

15 de fevereiro de 2013

O Jejum e a Abstinência na lei da Igreja

Jejum e abstinência no Novo Código de Direito Canônico de 1983.

Os dias e períodos de penitência para a Igreja universal são todas as sextas-feiras de todo o ano e o tempo da Quaresma [Cânon 1250]. A abstinência de carne ou de qualquer outro alimento determinado pela Conferência Episcopal deve ser observada em todas as sextas, exceto nas solenidades. [Cânon 1251].

A abstinência e o jejum devem ser observados na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. [Cânon 1252]. A lei da abstinência vincula a todos que completaram 14 anos. A lei do jejum vincula a todos que chegaram à maioridade, até o início dos 60 anos [Cânon 1252].

Jejum e abstinência tradicionais conforme o Código de Direito Canônico de 1917.

Entre 1917 e o Novo Código de 1983, certos países tinham dias de jejum e abstinência particulares, e.g., os Estados Unidos tinham a vigília da Imaculada Conceição em vez da Assunção como dia de abstinência; dispensas para S. Patrício e São José, etc. Não é possível relacioná-los todos. Publicamos as prescrições do código de 1917, com menção da extensão do jejum e abstinência até meia noite do Sábado Santo que foi ordenada por Pio XII.

Dias de jejum simples:

O jejum consiste numa refeição completa e duas menores, que juntas são menos que uma refeição inteira. Não é permitido comer entre as refeições, mas líquidos podem ser tomados. É permitido comer carne em dia de jejum simples. Os dias de jejum simples são: segundas, terças, quartas e quintas-feiras da Quaresma. [Cânon 1252/3]

Todos eram vinculados à lei do jejum a partir dos 21 até os 60 anos.

Dias de abstinência:

A abstinência consiste em abster-se de comer carne de animais de sangue quente, molhos ou sopa de carne nos dias de abstinência. A abstinência era em todas as sextas-feiras, a não ser que fosse um Dia de Guarda [cânon 1252/4]. A lei da abstinência vinculava a todos que tinham completado 7 anos de idade. [Cânon 1254/1].

Dias de jejum e abstinência:

O jejum e abstinência consistem numa refeição completa e duas refeições menores que juntas são menos que uma refeição inteira. Não era permitido comer carne de animais de sangue quente, molhos e sopas de carne. Não era permitido comer entre as refeições, embora bebidas pudessem ser tomadas. Esses dias eram: quarta-feira de cinzas, toda sexta e sábado da Quaresma (até meia noite no Sábado Santo), em cada uma das Quatro Temporas, Vigília de Pentecostes, Assunção, Todos os Santos e Natal. [Cânon 1252/2]

Os dias tradicionais de abstinência aos que usam o Escapulário de Nossa Senhora do Monte Carmelo são Quartas e Sábados.

Fonte: The year of Our Lord Jesus Christ 2009, The Desert Will Flower Press.

(Post originalmente publicado na quaresma de 2009)

9 de janeiro de 2013

A Capela Mór


Por Dom José Carlos de Aguirre

Nosso Senhor deu a Igreja uma organização hierárquica: Clero e laicato.
No templo, o lugar reservado ao clero é a «Capela Mór ».
Capela mór é a parte da igreja separada da nave central pelo arco-cruzeiro ou arco-triunfo.
Compõe-se de: abside atrás do Altar mor, presbitério, ou santuário, anterior ao Altar mor (elevado sobre o nível da nave central alguns degraus ímpares); coro da oficiatura divina, fechado por uma grade no arco-cruzeiro.

Antigamente, era em geral a seguinte disposição da capela mor:
Na abside, atrás do Altar mor, bem no fundo, ficava o trono episcopal, ladeado em semicírculo de assentos dos cônegos e clérigos cantores, formando o que se chama um coro. Depois, o Altar foi recuado mais para o fundo da abside, o trono episcopal passou para o presbitério, ao lado do Evangelho, e o coro ou assentos dos cônegos e clérigos cantores desceu para além do presbitério, ficando este só para os clérigos em função no Altar. O próprio Bispo,  quando em simples vestes corais, tem seu assento no coro, entre os cônegos.

Esta é a disposição atual da capela mor.

17 de dezembro de 2012

Antífonas do Ó



As sete antífonas do Magnificat no ofício ferial dos sete dias precedendo a vigília de Natal, são assim chamadas porque todas começam com a interjeição "O". Suas palavras iniciais são: (1) "O Sapientia", (2) "O Adonai", (3) "O Radix Jesse", (4) "O Clavis David", (5) "O Oriens", (6) "O Rex Gentium", (7) "O Emmanuel". Endereçadas a Cristo em um de seus títulos escriturais, elas concluem com uma petição distinta para o Senhor que em breve há-de vir (e.g. "Ó Sabedoria... venha e ensine-nos o caminho da prudência"; "Ó Adonai... vinde e redimi-nos pelos vossos braços abertos"; "Ó Chave de Davi... vinde e conduzi da prisão o cativo, sentado nas trevas e na sombra da morte" etc.). Estruturado numa fraseologia poética e escritural, constituem um aspecto notável dos ofícios do Advento. Estas sete antífonas são encontradas no Breviário Romano; mas outros breviários medievais adicionavam (1) "O virgo virginum quomodo fiet" etc., ainda mantido no Breviário Romano como a antífona do Magnificat das segundas Vésperas da festa Expectatio Partus B. M. V. (18 de dezembro), a oração desta festa sendo seguida pela antífona "O Adonai" como uma comemoração do ofício ferial de 18 de Dezembro; (2) "O Gabriel, nuntius caelorum", subsequentemente substituída, quase universalmente, pela antífona do século XIII, "O Thoma Didyme", para a festa do Apóstolo S. Tomás (21 de Dezembro). Algumas igrejas medievais tem as doze antífonas maiores, adicionando às já citadas acima (1) "O Rex Pacifice", (2) "O Mundi Domina", (3) "O Hierusalem", enderessadas respectivamente a Nosso Senhor, Nossa Senhora e Jerusalém. Dom Guérranger dá-nos o texto latino de todas estas (exceto o de "O Mundi Domina"), com a tradução em prosa no vernáculo ("Ano Litúrgico", Advento, Dublin, 1870, 508-531), além de muito comentário devocional e histórico. O rito parisiense adicionou duas antífonas ("O sancte sanctorum" and "O pastor Israel") às sete do rito romano e começava a recitação das nova em 15 de dezembro. 

Trecho extraído da Catholic Encyclopedia: http://www.newadvent.org/cathen/11173b.htm

12 de dezembro de 2012

Festa de Nossa Senhora de Guadalupe

12 de Dezembro
 Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira das Américas
Orémus.
Deus, qui sub beatissimae Virginis Mariae singulari patrocinio constitutos perpetuis beneficiis nos cumulari voluisti: praesta supplicibus tuis; ut, cuius hodie commemoratione laetamur in terris, eius conspectu perfruamur in caelis. 
Per Dominum nostrum Iesum Christum, Filium tuum: qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum. 
R. Amen.

22 de agosto de 2012

Imaculado Coração de Maria

22 de agosto - Festa do Imaculado Coração de Maria. 

Depois de ter em plena guerra consagrado o gênero humano ao Imaculado Coração de Maria para o colocar por este modo debaixo da particular proteção da Mãe do Salvador, S. Santidade Pio XII decretou em 1944 que todos os anos se celebrasse doravante na Igreja inteira uma festa especial em honra do Coração Imaculado no dia 22 de Agosto, Oitava da festa da Assunção. É já antiga a devoção ao Coração Imaculado de Maria. No século XVII propagou-o muito São João Eudes juntamente com a do Sagrado Coração de Jesus. No século XIX, Pio VII e depois Pio IX concederam a várias Igrejas particulares uma festa do «Coração Puríssimo de Maria», fixada primeiramente no Domingo dentro da Oitava da Assunção e mais tarde no Sábado que se segue à festa do Sagrado Coração. Pio XII transferiu-a para 22 de Agosto e designou-lhe como principal intenção pedir, por intercessão da Santíssima Virgem, a «paz para os povos, a liberdade da Igreja, a conversão dos pecadores, o amor da pureza e prática da virtude» (Dec. de 4 de Maio de 1944).

"Naquele tempo: Estavam de pé junto à cruz de Jesus Sua Mãe e a irmã de Sua Mãe, Maria mulher de Cléofas e Maria Madalena. Jesus, pois, tendo visto Sua Mãe e o discípulo que Ele amava, o qual estava presente, disse à Sua Mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua Mãe. E, desta hora por diante, a levou o discípulo para sua casa". (Jo 19, 25-27)


Fonte: Missal Quotidiano e Vesperal: por Dom Gaspar Lefebvre. Bruges, 1951, p. 1579-1580; 1581.

28 de maio de 2012

O Canto Litúrgico

Segundo Santo Tomás de Aquino, In Suma Teológica, II-II, q. 91, a. 2.

• “O louvor pela voz é necessário para estimular a afeição humana por Deus. Por isso, qualquer coisa que seja útil para tal é assumido convenientemente no louvor divino. Também é verdade que, segundo as diferenças das melodias, as pessoas são movidas a sentimentos diferentes. A esta conclusão chegaram Aristóteles e Boécio. Por isso foi salutar a introdução do canto nos louvores divinos para que os espíritos mais fracos fossem mais incentivados à devoção. A este respeito, escreve Agostinho: ‘Inclino-me a aprovar a prática do canto na Igreja para que, pelo deleite auditivo, as almas fracas se elevem em piedoso afeto’. E diz de si mesmo: ‘Chorei a ouvir os teus hinos e cânticos, profundamente emocionado pelas vozes de tua Igreja, que canta suavemente’” (corpus). 

• “Deve-se dizer que os cantos espirituais podem significar não só o que se canta interiormente, mas também o que as palavras sonoras dizem exteriormente: assim, a devoção é estimulada por tais cantos” (ad 1). 

5 de março de 2012

Sobre a Missa Pós-Conciliar

ERROS CONCERNENTES A SANTA MISSA E A SANTA LITURGIA

3.0. A adoção da obscura noção do "mistério pascal", cavalo de batalha da nova teologia. A redenção se teria realizado praecipue "no mistério pascal da paixão, da ressurreição e da ascensão" do Cristo (Sacrosantum Concilium 5); portanto ela não resultaria mais, principalmente, de sua Crucifixão, do valor que esta Crucifixão tem de sacrifício expiatório pelo qual a justiça divina foi satisfeita. Além disso, a Santa Missa fica identificada ao "mistério pascal", já que o Concílio declara que a Igreja, desde os primeiros tempos, sempre se reuniu em assembléia "para celebrar o mistério pascal" (SC 6) e que ela "celebra o mistério pascal todos os oitavos dias" (SC 106).

Em seguida se diz que pelo batismo "os homens são enxertados no mistério pascal do Cristo" (SC 6), e não que Ele os faz entrar na Santa Igreja, como se "o mistério pascal" fosse a mesma coisa que a Igreja, o Corpo Místico do Cristo. Trata-se de uma definição vaga, indeterminada, irracional que permite, precisamente por essas características, alterar a significação da redenção e da Missa, ocultando a natureza sacrifical e expiatória desta última, pondo o acento na ressurreição e na ascensão, no Cristo Glorioso, contra o dogma de fé afirmado em Trento.

22 de fevereiro de 2012

Preparação para a festa da Páscoa


Os três domingos  consecutivos da  septuagésima, sexagésima e  quinquagésima (70, 60 e 50 dias  antes da Páscoa), tem por fim encaminhar  os  fiéis à preparação próxima da festa pascal. 

Chama-se  Quaresma os 40 dias  de jejum e penitência que precedem à festa da Páscoa.  Essa preparação existe  desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias , em memória do jejum de Jesus  Cristo no deserto. Durante esse tempo a  Igreja  veste seus  ministros com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de alegria: O "Glória",  o "Aleluia" e o "Te Deum". 

Na  4ª.  feira depois do domingo da quinquagésima, dia que começa a Quaresma, a Igreja  faz  imposição das cinzas (quarta-feira de cinzas), para lembrar os fiéis que são pó  e  em pó hão de tornar. 

12 de fevereiro de 2012

Domingo da Sexagésima


Constituição da religião

É outra parábola que o Evangelho de hoje nos apresenta: a do semeador.

O semeador é Deus que lançou a semente divina da religião, - a sua palavra, - no terreno das almas que compõem este campo imenso da humanidade.

Esta semente, infelizmente, não caiu toda no bom terreno; uma parte caiu em terreno duro, outra em terreno pedregoso, outra em terreno coberto de espinhos e outra em terreno fértil.

É o que explica que ao lado da única religião verdadeira, há várias religiões falsas. Todas, no fundo, como veremos, provêm da semente divina; o terreno, porém, não era próprio para o seu desenvolvimento: daí nasceram plantas raquíticas, outras disformes, outras quase desconhecíveis.

No fundo de todas as religiões, encontra-se entretanto, um ponto comum: suas partes constitutivas, que correspondem às três grandes aspirações do homem: conhecer, amar e servir.

A estas três aspirações correspondem as 3 partes essenciais da religião que são:

16 de dezembro de 2011

Novena de Natal - Início 16/12




Puer Natus in Béthlehem

1. Puer nátus in Béthlehem, allelúia:
Unde gáudet Jerúsalem, allelúia, allelúia.
In córdis júbilo, Christum nátum adorémus,
Cum nóvo cántico.

3 de dezembro de 2011

Segundo Domingo do Advento



O encarceramento de João e a utilidade das tribulações


Ioannes autem cum audisset in vinculis opera Christi... – “Como João, estando no cárcere, tivesse ouvido as obras de Cristo...” (Mat. 11, 2).

Sumário. É muito grande a utilidade que nos trazem as tribulações. O Senhor no-las envia para em seguida nos enriquecer com as melhores graças. Considerai, com efeito, que São João, estando encarcerado, chega a conhecer as obras de Cristo, e recebe dele os mais elevados elogios. No tempo das tribulações, em vez de nos lastimarmos, abracemos a cruz com resignação e com ação de graças.

I. É no tempo das tribulações que Deus enriquece as almas, suas prediletas, com as graças mais copiosas. Vede São João Batista, que entre as correntes e as angústias do cárcere chega a conhecer as obras de Jesus Cristo, recebe da boca de Jesus os elogios mais honrosos de homem forte, de penitente austero, de maior dos profetas, e é apontado e tido como o Anjo do Senhor, destinado a preparar-lhe o caminho: Praeparabit viam tuam ante te. Bem apreciáveis são, portanto, as utilidades que as tribulações nos trazem, e o Senhor no-las envia não porque nos quer mal, mas porque nos quer bem.

27 de novembro de 2011

O Advento

Os domingos que precedem a festa do Natal são os quatro domingos do Advento. Representam os quatro grandes períodos durante os quais Deus preparou progressivamente os homens do Antigo Testamento para a vinda do Salvador: o tempo de Adão até Noé  e de Noé até Abraão, de Abraão até Moisés e de Moisés até Cristo. Nestes períodos a imagem do Salvador, que Deus mesmo descrevera pela boca de seus profetas, tornava-se cada vez mais nítida, e a aspiração dos justos pela vinda do mesmo mais intensa. Após a vinda do Redentor já se passaram 2.000 anos. Contudo, o divino Salvador quer renascer espiritualmente na alma de cada cristão, para cumulá-la com a abundância de graças que lhe mereceu pela redenção. Quanto mais preparada para tal fim se encontrar uma alma, tanto maiores serão as graças que Jesus lhe concederá no dia do seu nascimento. É, por isso, vontade da Santa Igreja que os fiéis se recordem do estado em que jazia o gênero humano antes da vinda do Salvador, meditem sobre o que seria o mundo sem Jesus, excitem em si um verdadeiro desejo de recebê-lo dignamente em seus corações. 

Primeiro Domingo do Advento


A temeridade do pecador e o dia do Juízo



Videbunt Filium hominis venientem in nube cum potestate magna et maiestate – “Verão o Filho do homem que virá sobre uma nuvem com grande poder e majestade” (Luc. 21, 27).

Sumário. Uma consideração séria nos ensina que não há atualmente no mundo pessoa mais desprezada de que Jesus Cristo; pois é injuriado tão continuamente e com tão desenfreada liberdade, como não o seria o mais vil dos homens. Eis porque o Senhor destinou um dia, no qual virá, com grande poder e majestade, a reivindicar a sua honra. Recorramos agora ao trono da divina misericórdia, para que naquele dia não sejamos condenados pela justiça de Deus.

I. Considerando bem, não há no mundo atualmente quem seja mais desprezado que Jesus Cristo. Trata-se com mais consideração um aldeão ao ver-se por demais ofendido incessantemente e de caso pensado, como se não pudesse vingar-se quando quisesse. Por isso o Senhor marcou um dia (chamado com razão, na Escritura Sagrada, o dia do Senhor, Dies Domini), quando vai dar-se a conhecer tal como é: Cognoscetur Dominis iudicia faciens (1). Diz São Bernardo, explicando este texto: O Senhor será conhecido quando vier a fazer justiça, ao passo que agora, porque quer usar de misericórdia, é desconhecido. Então esse dia não mais se chama de misericórdia e de perdão, senão dia de ira, dia de tribulação e de angústia, dia de calamidade e de miséria (2).

21 de novembro de 2011

Nossa Senhora Colegial

Festa da Apresentação de Nossa Senhora no Templo - 21 de novembro

O Evangelho nada nos diz, porém existe uma tradição antiga e venerada de que a Santíssima Virgem se educou no templo de Jerusalém, como muitas outras jovens de Israel.


A Igreja celebra a festa da Apresentação da Santíssima Virgem no templo. 

A vida daquelas jovens podia comparar-se com a das meninas que se educam num colégio; podemos pois chamar à menina Maria, colegial. Faremos o retrato com os dados que nos dá a tradição. As ocupações das jovens que viviam no templo, reduziam-se à oração e ao trabalho. Quando o sol começava a dourar os longínquos montes da Arábia, as jovens assistiam ao sacrifício matutino. Cobertas com o véu, inclinavam a cabeça e oravam pedindo a vinda do Messias Redentor. Depois dedicavam-se a trabalhar: cosiam os véus do altar, limpavam os vasos das oferendas e esfregavam o chão de mosaicos. Aquelas jovens faziam trabalhos primorosos. Umas volteavam com os seus dedos ágeis o fuso de cedro; outras recamavam de ouro, de púrpura e de jacintos os véus do templo; outras inclinadas sobre um tear ou um bastidor, confeccionavam delicados trabalhos de tapeçaria. As ocupações da mulher forte, que descreve a Sagrada Escritura, as que, segundo Homero, realizavam as antigas princesas. Ainda hoje chamam os orientais fio da Virgem a uns finíssimos trabalhos de renda, subtis como a névoazinha que sobe do fundo dos vales nas manhãs de outono.

1 de novembro de 2011

Festa de Todos os Santos - 1º Novembro


História

Nos primeiros séculos da era cristã, o culto de louvor aos santos resumia-se unicamente aos mártires, que usufruíam da veneração dos fiéis, com as celebrações em sua intenção a terem lugar nos subterrâneos das catacumbas e no interior das primeiras basílicas. Em Antioquia, o primeiro domingo de Pentecostes ou o domingo imediato era reservado à consagração de todos os mártires em comum, culto que se estendeu ao Ocidente, dedicado depois a todos os mártires e também aos Apóstolos e aos anjos. No início do século VII (609), quando o papa Bonifácio IV recebe e santifica a propriedade do Panteão do Campo de Júpiter ou de Marte (templo mandado construir por Vipsânio Agripa, general romano, ministro e genro do imperador Augusto, encerrado ao culto desde o século v), toma a iniciativa de que o famoso panteão seja dedicado à Virgem Maria e a todos os cristãos já canonizados. Enquanto não se procedeu à sua beatificação, eram adorados no panteão romano o Sol e os cinco planetas até aí conhecidos, símbolos dos deuses pagãos. Um ano depois, a 13 de Maio, para assinalar essa dedicação, realiza-se a primeira festa litúrgica em comemoração de todos os santos em geral.