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25 de setembro de 2013

Como se Devem Evitar as Conversas Supérfluas

Avisos úteis para a vida espiritual...
Cap. 10. Como se devem evitar as conversas supérfluas, 38


Evita, quando puderes, o bulício dos homens, porque muitos nos perturbam os negócios mundanos ainda quando tratados com reta intenção; pois bem depressa somos manchados e cativos da vaidade. Quisera eu ter calado muitas vezes e não ter conversado com os homens. Por que razão, porém, nos atraem falas e conversas, se raras vezes voltamos ao silêncio sem dano da consciência? Gostamos tanto de falar, porque pretendemos, com essas conversações, ser consolados uns pelos outros e desejamos aliviar o coração fatigado por preocupações diversas. E ordinariamente sentimos prazer em falar e pensar, ora nas coisas que muito amamos e desejamos, ora nas que nos contrariam.

28 de julho de 2013

Sermão de Santo Antônio, do Padre Antônio Vieira.


Sermão de Santo Antônio, do Padre Antônio Vieira.
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Edição de Referência:
Sermões.Vol. XI Erechim: EDELBRA, 1998.

SERMÃO DE SANTO ANTÔNIO

Panegírico e Apologético, contra o nome que vulgarmente em Roma, na Igreja dos Portugueses, se lhe dá de Santo Antonino.

Qui fecerit et docuerit, hic Magnus vocabitur. [1]


§ I


Assunto do sermão: Os agravos do nome de Santo Antônio em Roma. O nome de Antônio Magno, a quem o deu Roma? Se o Evangelho tão conhecidamente promete o nome de Magno ao nosso Antônio, por que lho nega aquela cidade, que contém em si a regra do mesmo Evangelho? Se Roma dá o nome de Máximo a Fábio e a Valério, por que o não daria a Antônio?

Desgraça é minha e nossa, e não sei se diga do mesmo santo que celebramos, que quando havíamos de levantar troféus, seja necessário tomar as armas, e defender dentro em Roma a quem tanto merecia triunfar nela. Eu, que hoje havia de fazer panegíricos, sou obrigado a desfazer agravos. E que agravos? Os agravos do nome de Santo Antônio em Roma. Em Roma, cabeça e adoração do mundo; em Roma, mãe universal de todos os peregrinos, os agravos daquele peregrino português, que a pés descalços a visitou com tanta devoção, a edificou com tantos exemplos, a ilustrou com sua doutrina, e a admirou e fez admirável com o prodígio estupendo de seus milagres! Celebra hoje Portugal a Santo Antônio de Lisboa, Itália a Santo Antônio de Pádua, e já este não era pequeno agravo, mas é força dissimular os menos grandes, para acudir aos maiores. Não determino disputar com Pádua de tão longe: com Roma é o meu pleito, de Roma é a minha queixa, e não menos bem-fundada que no mesmo texto do Evangelho que propus.

Qui fecerit et docuerit, hic Magnus vocabitur (Mt. 5, 19): Aquele que fizer e ensinar - diz Cristo - esse terá o nome de Magno. - Não pode ser a lei mais clara. Agora, diga-me Roma, o nome de Antônio Magno, a quem o deu. Não o deu ao Antônio de Portugal, senão ao Antônio do Egito. Ele é o que se nomeia e venera com a antonomásia de Magnus Antonius. Pois, se o Evangelho tão conhecidamente promete o nome de Magno aos merecimentos do nosso Antônio, por que lho nega aquela cidade, que contém em si a regra do mesmo Evangelho? Por que lho nega, e o dá a outro? Dir-me-á porventura Roma que o outro Antônio foi muitos anos primeiro, e que quando o nosso veio ao mundo, já o nome estava dado. Mas lembra-me a este propósito o que já disse Tertuliano à mesma Roma: Não fostes vós, meu santo, o que tardastes, senão ela a que se apressou. Argúi Tertuliano aos primeiros que canonizaram os deuses gentílicos, e diz que ficaram sem altares e sem nome os que melhor o mereciam, não porque a antigüidade os quisesse excluir, senão porque se apressou: Properavit opinor: Fez deus da guerra a Marte? Properavit, porque, se não se apressara tanto, fora deus da guerra Cipião. Fez deus das musas a Apolo? Properavit, porque, se esperara mais, fora deus das musas Homero. Fez deus da medicina a Esculápio? Properavit porque, se aguardara mais tempo, fora deus da Medicina Hipócrates. Fez deus das ciências a Mercúrio? Properavit, porque, se não se adiantara tanto, fora deus das ciências Aristóteles. Eu não nego, antes venero e adoro as excelências do grande Antônio africano; só tenho para mim que, se o mundo, e a cabeça do mundo, se não antecipara, pode ser a grandeza daquele nome não a consagrara ao da África, senão ao da Europa; ao português, e não ao egípcio.

Mas, porque o meu intento não é tirar o direito adquirido, senão defender o tirado, já que o nome de Magno se deu àquele Antônio, por que se não havia de dar também ao nosso: Hic Magnus vocabitur? Se entre os capitães houve um nome de Magno para Alexandre, e outro para Pompeu; se entre os pontífices houve um nome de Magno para Leão, e outro para Gregório; se, onde não havia nem podia haver comparação, houve um nome de Magno para Cristo: Hic erit Magnus (Le. 1, 32) - e outro para o Batista: Erit coram Domino (ibid. 15) - por que se não daria o nome de Magno ao nosso Antônio, assim como se tinha dado ao outro? Vejo que me pode responder Roma que os nomes se fizeram para distinção das pessoas, e que, havendo dois Antônios, ambos Magnos, não se distinguiam. Venho nisso; mas distinguirá Roma aos Antônios, como distinguiu aos Fábios e aos Valérios. Já que ao primeiro Antônio tinha chamado Magno, ao segundo chamara-lhe Máximo. E vede se o merecia. A dois heróis - como notou Plutarco - deu Roma o nome de Máximos: a Fábio, porque restituiu as perdas do Império; a Valério, porque reconciliou o povo com o Senado. Pois, se Roma dá o nome de Máximo a Fábio, por restituidor das perdas, por que o não daria a Antônio, que tem por graça e por ofício restituir todas as coisas perdidas? Tanto o tem por ofício e por obrigação, que na nossa terra o prendemos como devedor, para que as restitua. E se Roma deu o nome de Máximo a Valério, por reconciliador da plebe com o Senado, por que o não daria a Antônio, que não só reconciliou com Deus tanta infinidade de almas, que andavam fora de sua graça, mas reconciliou com a mesma Igreja romana tantos hereges, tantas seitas, tantos heresiarcas, que por isso lhe chamaram Martelo das Heresias: Perpetuas haereticorum malleus?

26 de julho de 2013

Santa Catarina: «Um querubim em hábito de mulher, ou um rosto de mulher com entendimento e asas de querubim»



Sermão de Santa Catarina (1663),
de Padre António Vieira.

Quinque autem ex eis erant fatuae, et quinque prudentes (1).

I
A casa que edificou para si a Sabedoria: Sapientia aedificavit sibi domum (2)era aquela parte mais interior e mais sagrada do Templo de Salomão, chamada por outro nome Sancta Sanctorum. Levantavam-se no meio dela dois grandes querubins, cujo nome quer dizer sábios, e são entre todos os coros dos anjos os mais eminentes na sabedoria. Com as asas cobriam estes querubins a Arca do Testamento, e com as mãos sustentavam o propiciatório, que eram os tesouros e o assento da Sabedoria divina. A Arca era o tesouro da Sabedoria divina em letras, porque nela estavam encerradas as tábuas da lei, primeiro escritas, e depois ditadas por Deus; o propiciatório era o assento da mesma Sabedoria em voz, porque nele era consultado Deus, e respondia vocalmente, que por isso se chamava oráculo. As paredes de toda a casa em roda estavam ornadas com sete palmas, cujos troncos formavam outras tantas colunas, e os ramos de umas para as outras faziam naturalmente seis arcos, debaixo dos quais se viam em pé seis estátuas, também de querubins. Esta era a forma e o ornato da casa da Sabedoria, edificada por Salomão, porém traçada por Deus, e não se viam em toda ela mais que querubins e palmas, em que a mesma Sabedoria, como vencedora de tudo, ostentava seus troféus e triunfos. 

Mas se Deus naquele tempo se chamava Dominus exercituum, e se prezava de mandar sobre os exércitos e batalhas, e dar ou tirar as vitórias, parece que as estátuas colocadas debaixo de arcos triunfais de palmas não haviam de ser de querubins sábios, senão de capitães famosos. Não pareceria bem, debaixo do primeiro arco, a estátua de Abraão com a espada sacrificadora de seu próprio filho, vencendo a quatro reis só com os guardas das suas ovelhas? Não diria bem, debaixo do segundo arco, a estátua de Moisés com o bastão da vara prodigiosa, afogando no Mar Vermelho a Faraó, e triunfando de todo Egito? Não sairia bem, debaixo do terceiro arco, a estátua de Josué com o sol parado desfazendo o poder e geração dos gabaonitas, sem deixar homem à vida? Não avultaria bem, debaixo do quarto arco, a estátua de Gedeão com a tocha na mão esquerda e a trombeta na direita, metendo em confusão e ruína os exércitos inumeráveis de Madiã e Amalec? Não campearia bem, debaixo do quinto arco, a estátua de Sansão com o leão aos pés e a queixada do jumento na mão, matando a milhares dos filisteus? Finalmente, não fecharia esta famosa fileira a estátua de Davi com a funda e a pedra, derrubando o gigante e cortando-lhe a cabeça com a sua própria espada? Pois se estas seis estátuas famosas ornariam pomposamente a sala do Senhor dos exércitos, por que razão os arcos triunfais das palmas cobrem antes estátuas de querubins sábios, que de capitães valorosos? Porque é certo na estimação de Deus, ainda que alguns homens cuidem o contrário, que as vitórias da Sabedoria são muito mais gloriosas que as das armas, quanto vai das mãos à cabeça. Por isso quis o mesmo Deus que lhe edificasse a casa, não o pai, senão o filho, não Davi, o valente, senão Salomão, o sábio. 

Suposta esta verdade, que em toda a parte, e muito mais neste empório das letras, se deve supor sem controvérsia, acomodando-me à profissão do auditório e à celebridade do dia, só falarei de Santa Catarina hoje enquanto doutora e sábia. Lá diz Ezequiel que viu uma roda junto a um querubim: Rota una juxta cherub unum (Ez. 10,9). E que querubim é aquele, que tem a roda ao lado, senão Santa Catarina? Na casa da Sabedoria, a cada palma respondia um querubim; nesta, que também é da sabedoria, veremos um querubim com muitas palmas. O assunto pois do sermão serão as vitórias de Catarina, e o título: A sábia vencedora. Ave Maria.

15 de julho de 2013

São Francisco de Jerônimo: A realidade do inferno


A realidade do inferno
(São Francisco de Jerônimo)


"(...) O fato não deixa nenhuma dúvida, pois está juridicamente provado no processo de canonização do santo, e atestado com juramento por muitas testemunhas oculares. No ano de 1707, São Francisco de Jerônimo (jesuíta) pregava, como de costume, nos arrebaldes de Nápoles, falando sobre o inferno e os terríveis castigos reservados aos pecadores obstinados. Uma mulher insolente, que morava na redondeza, aborrecida com aqueles sermões que lhe recordavam no coração amargos remorsos, procurou molestá-lo com gestos e gritos, desde a janela de sua casa. Uma vez, um santo lhe disse: 'Ai de ti, filha, se resistes à graça! Não passarão oito dias, sem que Deus te castigue.'

A desaforada mulher não se perturbou Poe aquela ameaça e continuou com suas más intenções. Passaram-se oito dias, e o santo foi pregar de novo perto daquela casa, mas desta vez as janelas estavam fechadas e ninguém o importunava. Os vizinhos que o ouviam, consternados, lhe disseram que Catarina (tal era o nome daquela péssima mulher) tinha morrido de improviso, pouco antes. 'Morreu? Disse o servo de Deus; pois bem, agora nos diga de que valeu zombar do inferno; vamos perguntar-lhe.' Os ouvintes sentiram que o santo pronunciara aquelas palavras com inspiração, e por isso todos esperaram um milagre. 

14 de julho de 2013

Santos e demônios IV: Santo Antonio Maria Claret


Santos e demônios IV: Santo Antonio Maria Claret
(Padre João Echevarría, CMF)



Um esquadrão de demônios viu o Pe. Claret ao lado esquerdo de sua cama quando, ainda seminarista, foi vítima de horrorosa tentação que se dissipou com a doce aparição de Maria Santíssima.

E este exército infernal combateu-o principalmente na época das missões, com as quais tantas almas o Pe. Claret arrebatou ao inferno, para apresentá-las a Jesus como gloriosos despojos de combate. 

Encontrava-se em Vich o santo missionário.

Uma manhã, as pessoas da casa onde ele estava hospedado viram com grande surpresa que não descia para tomar seu café, na hora de costume. Temeram que estivesse indisposto. Bateram à porta, entraram no quarto e perguntaram-lhe se se encontrava adoentado. 

– Sinto uma dor profunda no lado esquerdo – respondeu. 

13 de julho de 2013

Santos e demônios III: São João Maria Vianney


Santos e demônios III: São João Maria Vianney
(Mons. Francis Trouchu)

Que há inferno e anjos decaídos condenados a ele é dogma da nossa fé católica. Conforme ela, o demônio é um ser pessoal e existente e não uma ficção da fantasia. 


No mundo, é verdade, a sua ação permanece oculta, porém, às vezes, com permissão de Deus, se manifesta exteriormente. É que sem dúvida vê ameaçada sua influência nesta ou naquela parte da terra, e como não pode atacar diretamente a Deus, o invisível malfeitor se esforça em esterilizar os trabalhos dos seus obreiros. 

Por espaço de 35 anos – de 1824 a 1858 – o Cura d’Ars foi alvo das perseguições exteriores do maligno. Se satanás tivesse conseguido roubar-lhe o sono e o repouso, tirar-lhe o gosto da oração, das austeridades e dos trabalhos apostólicos e o obrigasse a deixar o ministério das almas!... Mas o inimigo da salvação foi descoberto e vencido. “As lutas com o demônio, diz Catarina Lassagne, tornaram o Pe. Vianney caritativo e desinteressado”. O péssimo astuto não contava com esse resultado.

12 de julho de 2013

Santos e demônios II: São Paulo da Cruz

Santos e demônios II: São Paulo da Cruz
(Padre Luis Teresa de Jesus Agonizante, CP)

“Vamos referir, com lhaneza, fatos extraordinários, indubitáveis e autênticos todavia. 

Em França, os biógrafos de santos costumam, antes de entrar nesta matéria, fazer longas dissertações filosóficas, teológicas. etc.. Precauções, pois estamos em épocas dos espíritos fortes. 

Julgamo-nos dispensados desse trabalho por uma razão bem simples: os chamados espíritos fortes, ridicularizadores da crença nos demônios e dos exorcismos da Igreja, encontram-se diante de fatos que lhes pedem pelo menos sérias reflexões. Nos últimos tempos, Satanás teima em zombar de seus zombadores, com estranhos fenômenos, explicáveis somente pela intervenção real do espírito da mentira. 
Serve-se a Providência muitas vezes do demônio para plasmar os santos.

11 de julho de 2013

Santos e demônios I: Santa Gema Galgani



Santos e demônios I: Santa Gema Galgani
(Padre Germano de Santo Estanislau, CP - tradução do Padre Matos Soares)


"Para purificar os Seus escolhidos e fazer deles vítimas de expiação, Deus serve-Se muitas vezes de satanás que, com o seu ódio ao homem, é em Suas mãos o instrumento mais ativo. A Santa Escritura e sobretudo os registros da hagiografia oferecem-nos exemplos numerosos desta conduta da Providência Divina.

 Quando o Senhor quis elevar São Paulo da Cruz a um grau mais eminente de santidade, disse-Lhe no íntimo da sua alma: 'Fazer-te-ei calcar aos pés pelos demônios'. Gema ouviu também um dia palavras semelhantes: 'Prepara-te, minha filha; por minha ordem o demônio vai declarar-te guerra e dar, por esta forma, o último retoque à obra que realizei em ti'. 
Podemos dizer que esta gurra foi geral, isto é, dirigida contra cada uma das virtudes e práticas por meio das quais a jovem virgem se esforçava em caminhar para Deus. Todas desagradavam ao anjo do mal, que as atacou com ódio feroz. Dir-se-ia que, no exercício do seu tenebroso império, não tinha outra preocupação senão perseguir esta pobre menina e procurar meios de a assaltar com tentações.

10 de julho de 2013

Sermão do Beato Estanislau Kostka, de Padre Antônio Vieira

LITERATURA BRASILEIRA
Textos literários em meio eletrônico


Sermão do Beato Estanislau Kostkade Padre Antônio Vieira.
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Edição de Referência:
Sermões.Vol. X Erechim: EDELBRA, 1998.

SERMÃO DO BEATO ESTANISLAU KOSTKA

Da Companhia de Jesus,
Pregado na língua italiana, em Roma, na Igreja de Santo André do Monte Cavallo, Noviciado da mesma Companhia.
Ano de 1674.

Beatus venter qui te portavit. [1]

§1

Louvar filho pela mãe, ou engrandecer a mãe pelo filho, invento não vulgar de uma eloqüência do vulgo. A tríplice geração de Cristo e a tríplice geração de Estanislau. Assunto do sermão: um filho bem-aventurado, beatificado em três mães, e três mães bem-aventuradas e beatificadas em um filho.

Louvar o filho pela mãe, ou engrandecer a mãe pelo filho, invento foi não vulgar de uma eloqüência do vulgo. Assim disse quem não tinha aprendido a bem falar na língua própria, e assim o farei eu na estranha. Hei de falar de um beato, e não posso deixar de beatificar o ventre de que nasceu: Beatus venter qui te portavit (Lc. 11, 27). - Esta é a obrigação de louvar o filho, e esta a necessidade de não poder louvar juntamente a mãe. Mas qual mãe? O filho é Estanislau; e, quando eu ponho os olhos neste bendito filho, vejo uma, duas, e três mães, cada uma das quais o quer por seu. Não basta aqui a espada de Salomão, porque são mais de duas as que litigam.

30 de abril de 2013

Quero ser Padre!

Aquele que havia de ser o fundador da Congregação do SS. Sacramento, o Pe Julião Eymard, parecia predistinado desde pequenino a ser um grande devoto da Eucaristia. Quando sua mãe, levando-o nos braços, ia à benção do Santissimo, o menino não se cansava de olhar para Jesus na custódia.
Ia com a mãe em todas as visitas à igreja e não se cansava nem pedia para sair antes dela.
Sua irmã Mariana, que tinha dez anos mais e foi sua segunda mãe, costumava comungar com frequência. O irmãonzinho, invejando-a, dizia:
- Oh! como você é feliz, podendo comungar tantas vezes; faça-o alguma vez por mim.
- E que pedirei a Jesus por você?
- Peça-lhe que eu seja muito mansinho e puro e me de a graça de ser padre.
Às vezes desaparecia durante horas inteiras. Procuravam-no e iam encontrá-lo ajoelhado num banquinho perto do altar, rezando com as mãos juntas e os olhos pregados no sacrário.
Antes mesmo do uso da razão ansiava por confessar-se; mas não o admitiam. Quando tinha nove anosquia aproveitar a festa de Natal para converte-se como dizia.
Apresentou-se ao vigário e depois ao coadjutor, mas, como estavam ocupados, não o entenderam.
Apresentou-se ao vigário e depois ao coadjutor, mas, como estavam muito ocupados, não o atenderam.
Partiu, pois, com um companheiro, em jejum, e, fazendo uma caminhada de oito quilometros sobre a neve, lá, na paróquia vizinha, coseguiu confessar-se.
- Como sou feliz - dizia - como estou contente! Agora estou puro!
- Que grandes pecados havia cometido?
- Ai! cometi muitos pecados em minha infância: roubei um quepe (boné) numa loja e, depois, arrependido, voltei e deixei-o em cima do balcão.
Para preparar-se para a primeira comunhão, começou a fazer penitências: Colocava uma tábua em baixo do lençol, jejuava e quando a fome apertava, corria a fazer uma visita ao Santissimo para esquecê-la.
Enfim, a 16 de março de 1823, chegou para ele o grande dia. Que se passou neste seu primeiro abraço com Jesus?
Quando o apertava ao coração, dizia-lhe:
"Quero ser padre! Eu prometo".


FONTE:  http://www.saopiov.org/2012/01/tesouro-de-exemplos-parte-21.html#ixzz2RRL6QRev

24 de abril de 2013

A Cruz: nada é tão útil e tão agradável

Mas se, ao contrário, vocês sofrem da forma correta, a cruz se tornará um jugo fácil e leve, visto que o próprio Cristo a carregará convosco. Dará asas a vocês para elevá-los aos céus; se tornará o mastro do seu navio, conduzindo-os direta e facilmente ao porto da salvação. Carregue sua cruz pacientemente, e será uma luz em sua escuridão espiritual, porque aquele que nunca sofreu provas é ignorante. Carregue sua cruz alegremente e você ficará completo com o amor divino; porque somente sofrendo podemos residir no puro amor de Cristo. Rosas são encontradas somente entre os espinhos. É a cruz sozinha que alimenta nosso amor de Deus, como a madeira é o combustível que alimenta o fogo. Lembre do belo dito na "Imitação de Cristo ", "Conforme você faça violência a si mesmo, sofrendo pacientemente, assim você progredirá" no amor divino. 

Não espere qualquer coisa daquelas pessoas sensíveis e preguiçosas que rejeitam a cruz quando ela deles se aproxima, e que são cuidadosos em não procurar por cruzes. O que eles são senão uma terra inculta que não produzirá nada a não ser espinhos porque não foi trazida à tona, trabalhada e modificada por um lavrador experimentado? Elas são como água podre, que é inadequada tanto para lavar quanto para beber. 

26 de dezembro de 2012

26 de Dezembro: Santo Estêvão Protomártir




Hierosolymis natalis sancti Stephani
Protomartyris, qui a Judaeis, non longe post
Ascensionem Domini, lapidatus est. (...}

Em Jerusalém, nascimento* de Santo Estêvão Protomártir
lapidado pelos judeus não muito depois da Ascensão do Senhor.

Do Martirológio Romano.

* nascimento para a vida eterna [n.d.t.]

12 de dezembro de 2012

Festa de Nossa Senhora de Guadalupe

12 de Dezembro
 Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira das Américas
Orémus.
Deus, qui sub beatissimae Virginis Mariae singulari patrocinio constitutos perpetuis beneficiis nos cumulari voluisti: praesta supplicibus tuis; ut, cuius hodie commemoratione laetamur in terris, eius conspectu perfruamur in caelis. 
Per Dominum nostrum Iesum Christum, Filium tuum: qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum. 
R. Amen.

4 de outubro de 2012

O verdadeiro Francisco de Assis não era um Gnomo de Jardim

By Fr. George William Rutler

Em 4 de outubro, devemos dar graças a um dos mais conhecidos e também menos conhecidos de todos os santos. Menos conhecido, sim, pois Francisco de Assis não era um gnomo de jardim, um hippie de olhos meigos brincando com animais e abraçando arvores. Gnomos de jardim não carregam os Estigmas de Cristo.

Um vegetariano? Ele repreendeu um frade que queria se abster de carne em um dia de festa e disse que no natal ele iria “marchar a parede com carne”.
Um iconoclasta? Ele foi meticuloso com as cerimonias da Missa, insistindo que cada vaso sagrado e vestimenta fossem os melhores, e sua regra expulsava qualquer frade que se separava do Papa no menor artigo de fé.

Um pacifista? Ele se juntou a Quinta Cruzada, fervendo desde que 11 mil muçulmanos invadiram Roma e profanaram as tumbas de Pedro e Paulo no ano de 846. Ele foi ao Norte da África em 1219 para converter os Muçulmanos e enfrentou o Sultão al Malik al-Kamil, que tinha acabado de massacrar 5 mil Cristãos em Damietta. Francisco sem medo disse ao Sultão: “É justo que Cristãos invadam a terra que você vive, pois você blasfema o nome de Cristo e aliena com sua adoração todos que puder”. Quando conselheiros pediram a decapitação de S. Francisco de acordo com a lei muçulmana, o Sultão ficou tão tocado com a humildade de Francisco que apenas mandou o espancar, acorrentar e prender, e depois o libertou.

3 de outubro de 2012

Últimas Horas de Santa Teresinha


Para terminarmos e mostrar como ela edificava todos os que a rodeavam até no último momento de sua vida, traduzimos aqui o relato do seu último dia na terra, numa quinta-feira do dia 30 de setembro de 1897, feito pela irmã Inês de Jesus:
Durante a manhã eu (irmã Inês) a (Santa Terezinha) vigiava durante a Missa. Ela não me dizia nada. Ela estava esgotada, ofegante; seus sofrimentos, eu presumia, eram inexprimíveis. Num determinado momento, ela juntou as mãos e olhando à estátua da Virgem Maria disse:
- Oh! Eu rezei a ela com grande fervor! Mas é uma agonia pura, sem mistura alguma de consolação.
Eu lhe disse algumas palavras de compaixão e de afeição e acrescentava que ela tinha bem me edificado durante sua convalescência.
- E você, as consolações que tinha me dado! Ah! Como elas são enormes!
Durante todo o dia, sem um instante de trégua, ela permaneceu, podemos dizer sem exageros, sob verdadeiros tormentos. Ela parecia estar no fim de suas forças e, todavia, para nosso espanto, ela podia se mexer, se sentar no seu leito.

29 de setembro de 2012

São Miguel Arcanjo (II)


A devoção a São Miguel e o pensamento da Igreja

Deus exalta os humildes e resiste aos soberbos, dizem as Escrituras Santas. Quer no Antigo, que no Novo, São Miguel foi sempre muito amado e venerado pelo povo de Deus. O Senhor o constituiu guarda e protetor da nação israelita, como se lê no profeta Daniel: "Surgirá Miguel, grande Príncipe, que guardará o teu povo" (Daniel 12, 1). 

E quando da tomada da cidade de Jericó, São Miguel aparece a Josué e diz-lhe: "Eu sou o chefe dos exércitos do Senhor". Caindo Josué por terra, exclama: "Que manda o Senhor ao seu servo?" Retorqui-lhe o arcanjo: "Todos os homens de armas marcharão em torno da cidade uma vez por dia, durante seis dias; no sétimo, os sacerdotes seguirão à frente da Arca da Aliança, após o toque das sete trombetas. Logo que o som das trombetas, prolongado e nítido, ressoe aos vossos ouvidos, todo o povo soltará gritos clamorosos; nessa altura as muralhas da cidade desmoronar-se-ão e o povo penetrará nela cada um no lugar à sua frente."

E ao falar dos séculos futuros e sobretudo do que há de acontecer perto do Juízo final, o Anjo enviado por deus ao Profeta Daniel, diz-lhe estas palavras: "Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande príncipe que protege os filhos do teu povo. Será este um período de angústia tal, que não terá havido outro semelhante desde que existem nações até àquele tempo. Ora dentre a população do teu povo, serão salvos os que se encontrarem inscritos no Livro da vida eterna"(Daniel 12).

São Miguel Arcanjo

Quem é São Miguel? 

"Deus criou todas as coisas materiais e espirituais. O diabo e os outros espíritos malignos foram criados bons por Deus, mas tornaram-se maus por sim mesmos." (IV Concílio Ecumênico de Latrão - ano de 1215)

"Se alguém disse que satanás não foi criado ao princípio como anjo bom por Deus e que ele não é, pela sua natureza uma criatura de Deus, mas que ao contrário, saiu das próprias trevas e que não tem criador... que seja anátema." (Concílio de Braga - ano de 563)

"Creio em um só Deus, Pai onipotente, Criador do Céu e da Terra e de todas as coisas visíveis e invisíveis..."

25 de setembro de 2012

Início da Novena de Santa Teresinha

Caríssimos leitores, 

Hoje tem início a novena de Santa Teresinha do Menino Jesus, que terminará no dia em que se comemora sua festa, 3 de outubro, conforme o calendário promulgado em 25 de julho de 1960. 

***

25 de novembro de 2011

Oração recordando as sete tristezas e alegrias de São José


1) Ó Esposo puríssimo de Maria Santíssima, glorioso São José, assim, como foi grande a amargura de vosso coração na perplexidade de abandonardes a vossa castíssima Esposa, assim foi indizível a vossa alegria quando pelo Anjo vos foi revelado o soberano mistério da Encarnação. Por esta tristeza e por esta alegria, vos pedimos a graça de consolardes agora e nas extremas dores, a nossa alma, com a alegria de uma vida justa e de uma santa morte, semelhante à vossa, assistidos por Jesus e por Maria. 

Pai Nosso, Ave Maria e Glória. 

2) Ó felicíssimo Patriarca, glorioso São José, que fostes escolhido para ser o Pai adotivo do Verbo emanado, a tristeza que sentistes ao ver nascer em tanta pobreza o Deus menino, se vos mudou em júbilo celeste ao ouvirdes a Angélica harmonia e ao contemplardes a glória daquela brilhantíssima noite. Por esta tristeza e por esta alegria, vos suplicamos a graça de nos alcançardes que, depois da jornada desta vida, passemos a ouvir os angélicos louvores e a gozar os resplendores de glória celeste. 

Pai Nosso, Ave Maria e Glória. 

3) Ó obedientíssimo executor das divinas Leis, glorioso São José, o sangue preciosíssimo que na Circuncisão derramou o Redentor-Menino vos transpassou o coração, mas o nome de Jesus vo-lo reanimou, enchendo-o de contentamento. Por esta tristeza e por esta alegria, alcançai-nos viver sem pecado, a fim de expirar cheios de júbilo com o nome de Jesus no coração e na boca.

O Cordão de São José

São José, Pai virginal de Jesus, Esposo da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa, e guarda do Filho de Deus, patrono Universal da Santa Igreja, protetor e modelo dos operários, modelo e protetor das famílias e conforto dos atribulados, rogai sempre por nós que recorremos a Vós.

ORIGEM, FINALIDADE, MODO DE USAR E BENEFÍCIOS

O Cordão de São José teve usa origem na Bélgica, mais precisamente, na cidade de Anvers, onde se localizava o convento das Agostinianas. Conta-se que Sóror Isabel Sillevorts foi, em determinada ocasião, atacada do “mal de pedra”, sem que todos os recursos da medicina, empregados para curá-la, surtissem qualquer efeito. Devota de São José, Sóror Isabel, animada da mais firme confiança no Patrocínio deste Glorioso Santo, conseguiu que um Sacerdote lhe benzesse um cordão, cingindo-o à cintura, em homenagem ao grande Patriarca, abandonando, dessa forma, os recursos da terapêutica e iniciando, com todo o fervor, uma Novena de Súplica ao Esposo puríssimo da Virgem Maria, Mãe de Deus. Alguns dias depois, mais precisamente em 10 de junho de 1649, quando, entre fortes dores, fazia ao Santo as mais ardentes súplicas, Sóror Isabel se vê livre de um cálculo de dimensões muito grandes, ficando, assim, completamente curada. A repercussão do milagre foi muito grande e rápida, fazendo com que aumentasse, nos habitantes de Anvers, a devoção a São José, que já não era pequena. Em 1842, na Igreja de São Nicolau, em Verona, por ocasião dos piedosos exercícios do mês de São Paulo, foi esse fato publicado, causando grande repercussão e muitas pessoas enfermas cingiram-se com o cordão bento e experimentaram o valioso auxílio do Glorioso Patriarca, o Santíssimo José. O uso do Cordão de São José foi crescendo cada vez mais e, hoje, ele não é só procurado para alívio das enfermidades corporais, mas, também, e com igual sucesso, para os perigos da alma. Devemos, também, salientar que, o Cordão de São José é utilizado como uma arma poderosa, contra o demônio da impureza. Devido à sua comprovada eficácia contra os males corporais e espirituais, a Santa Sé autorizou a Devoção do Cordão de São José, permitindo até que fosse usado pública e solenemente. Permitiu, também, a Santa Sé a fundação da Confraria e Arquiconfraria do Cordão de São José, elevando uma delas à categoria de PRIMÁRIA. Em setembro de 1859, dando provimento a uma petição do Bispo de Verona, a Sagrada Congregação dos Ritos aprovou a fórmula da Bênção do Cordão de São José. O Cordão de São José deve ser confeccionado com linho ou algodão bem alvejado. A pureza e a alvura desses materiais nos hão de indicar a candura e a virginal pureza de São José, castíssimo esposo da Virgem Maria, Mãe de Deus.